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quinta-feira, 22 de abril de 2010

PLANO DE AULA - VAMOS FAZER UM TRABALHAO DE CAMPO

MODALIDADES DE TRABALHOS DE CAMPO
Dentre várias técnicas utilizadas no ensino de Geografia, considera-se o trabalho de campo, uma atividade de grande importância para a compreensão e leitura do espaço, possibilitando o estreitamento da relação entre a teoria e a prática. O alcance um bom resultado parte de um planejamento criterioso, domínio de conteúdo e da técnica a ser aplicada.   





Excursão: podem ser frequentes, porém é o professor, ou um guia, o agente ativo da aprendizagem. Necessitam de várias horas, ocasionando problemas com outras disciplinas do dia (interdisciplinar), datas marcadas com antecedência, organização de ônibus, comida e principalmente autorização da direção e dos pais para ser realizada.

Trilha Urbana: esta modalidade de trabalho de campo o professor, durante a realização do caminho é o único elemento passivo e só em determinadas ocasiões intervêm orientando os alunos.

A trilha se desenvolve em uma porção de terreno limitado e escolhido pelo professor, com a vantagem de poder ser realizado em curto período de tempo. A diferença entre este caminho e uma trilha oficial é que a trilha elaborado pelo professor não possui demarcações, nem sinalização. A orientação dos alunos é realizada segundo acidentes naturais que determinam uma série de paradas (pontos). O aluno realizará a trilha munido de um caderno de atividades fotocopiado, onde se encontra as atividades e questões que deve realizar "in situ". As atividades poderão ser em grupo e/ou individuais, de tal modo que cada aluno percorra o caminho no seu próprio tempo.
Para tanto porém o professor têm que elaborar, previamente, seu percurso. E isto não é muito rápido, mas depois de pronto o trabalho será apreciado por todos: alunos e professores.

NECESSIDADES PARA A REALIZAÇÃO DE UMA TRILHA URBANA
É mais do que recomendável que cada professor elabore sua própria trilha, pois este conhece a realidade de seus alunos e em que área do conhecimento são mais interessados. Para o nosso trabalho, que deve ser realizado para a escola o ideal é que o caminho seja feito e discutido entre os professores, abordando o conteúdo das diversas áreas na mesma proporção. Aspectos biológicos, físicos, químicos e antrópicos devem estar relacionados, visando entender o funcionamento da Bacia Hidrográfica. A interdisciplinaridade e a contextualidade é essencial.

LOCAL DE REALIZAÇÃO
As trilhas podem ser realizados tanto em áreas naturais como em áreas urbanas. Como nosso objetivo é de realizar uma saída rápida e barata da sala de aula podemos escolhe os arredores da escola para realizarmos nosso percurso. Uma vantagem desta abordagem é o reconhecimento pelos alunos da realidade local da área da escola.

Outras razões para realizar uma trilha em áreas urbanas:
  1. Presença de alterações antrópicas e de degradação de recursos;
  2. Áreas comerciais que permitem identificar usos adequados dos recursos;
  3. Fachadas de edifícios para determinação de uso de recursos minerais;
  4. Presença de resíduos sólidos;
  5. Distribuição de energia;
  6. Áreas verdes e arborização urbana; dentre outras.
INICIANDO O TRABALHO
Deve-se começar o trabalho através de um questionamento com os professores (e em sala com os alunos) sobre observações e fatos interessantes ao redor da escola. Devemos evitar as situações transitórias, pois as atividades propostas não serão realizadas em todos os períodos do ano.

Um percurso completo deve conter as seguintes partes:
  • Capa de apresentação - com nome da trilha e um desenho. Permite interação do conteúdo do caminho com a disciplina de artes/desenho geométrico (pode ser realizado um concurso para se escolher a melhor!);
  • Apresentação e introdução à temática;
  • Objetivos;
  • Material - mostrar qual material é necessário para desenvolver a atividade;
  • Localização - mapas da região (bacia) com localização do caminho, e um croqui da trilha. Permite interação com a disciplina de geografia;
  • Desenvolvimento;
    Conclusões 
  • Apêndices - material de suporte para realizar as atividades, como uma chave de identificação.
TIPOS DE ATIVIDADES
É recomendável mesclar todos os tipos de questões e atividades lúdicas durante o caminho, diminuindo a caracterização de uma "aula" prática. A atividade deve ser encarada como uma novidade.

As perguntas sobre os temas a serem abordadas podem ser:
a. Memória - como se origina...?
b. Comparação - qual a diferença...?
c. Implicação - você acha que...?
d. Indução - quais as causas...?
e. Dedução - partindo de vários dados prévios pede-se algo para concluir.
f. Causa e efeito - se fizéssemos isso...?
g. Tradução - depois de recolher dados, simbolizá-los.
h. Aplicação - que solução...?
i. Análises - pense sobre...?

As atividades devem realizar alguma ação, como:

a. Chaves de identificação;
b. Desenhos;
c. Croquis;
d. Registro de dados;
e. Distâncias;
f. Pontos cardeais;
g. Moldes;
h. Cálculos de idade, área etc.;
i. Pesquisas rápidas, dentre outras.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DE FRUTOS, J.A. et al. (1996). Sendas ecológicas: un recurso didáctico para el conocimiento del entorno. Editoral CCS, Madrid, 183 p.
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