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segunda-feira, 16 de abril de 2012

BIOGÁS


Biogás é um tipo de gás inflamável produzido a partir da mistura de dióxido de carbono e metano, por meio da ação de bactérias fermentadoras em matérias orgânicas.  São aproveitados materiais como esterco (humano e de animais), palhas, bagaço de vegetais e lixo.  A fermentação acontece em determinados patamares de temperatura, umidade e acidez. É um combustível gasoso com um conteúdo energético elevado semelhante ao gás natural, composto, principalmente, por hidorcarbonetos de cadeia curta e linear.
Pode ser utilizado para geração de energia elétrica, térmica ou mecânica em uma propriedade rural, contribuindo para a redução dos custos de produção. No Brasil, os biodigestores rurais vêm sendo utilizados, principalmente, para saneamento rural, tendo como subprodutos o biogás e o biofertilizante.
No entanto, devido a alta concentração de metano (cerca de 50%) e de dióxido de carbono (acima de 30%), o biogás é um dos principais poluentes  do meio ambiente, pois contribui diretamente para o aumento do efeito estufa. Pode ser considerado até 21 vezes mais poluente que o gás carbônico.
Artificialmente esse processo ocorre através de um equipamento, o biodigestor anaeróbico. O próprio metano não possui cheiro, cor ou sabor, mas os outros gases apresentam odor desagradável. O biogás é uma fonte energética renovável, por essa razão é considerado um bicombustível.
No entanto, devido a alta concentração de metano (cerca de 50%) e de dióxido de carbono (acima de 30%), o biogás é um dos principais poluentes  do meio ambiente, pois contribui diretamente para o aumento do efeito estufa. Pode ser considerado até 21 vezes mais poluente que o gás carbônico.
A instalação de biodigestores para produção de biogás é recomendada para áreas rurais e determinados espaços urbanos. Países como China e Índia contam com um grande número desse equipamento em pequenas cidades e propriedades rurais. No Brasil, os biodigestores são instalados, majoritariamente, na zona rural. Há intenção de implantá-los em grandes cidades brasileiras, no entanto, a capacidade de processamento do equipamento não acompanha a quantidade de lixo, para superar essa dificuldade seria preciso milhares de biodigestores.
A utilização desse tipo de fonte energética é favorável para a contribuir para a questão do lixo, uma vez que os resíduos orgânicos são as matérias-primas.
Este tipo de energia nos leva à questão tão importante de buscar novas fontes de energia alternativa, porque o mundo precisa encontrar fontes energéticas para substituir as tradicionais, como petróleo, carvão e usinas hidrelétricas, que provocam grande poluição e impactos ambientais.
O desenvolvimento de tecnologias para o tratamento e utilização dos resíduos é o grande desafio para as regiões com alta concentração de produção pecuária, em especial suínos e aves. De um lado a pressão pelo aumento do numero de animais em pequenas áreas de produção, e pelo aumento da produtividade e, do outro, que esse aumento não provoque a destruição do meio ambiente. A restrição de espaço e a necessidade de atender cada vez mais as demandas de energia,  água de boa qualidade e alimentos, têm colocado alguns paradigmas a serem vencidos, os quais se relacionam principalmente à questão ambiental e a disponibilidade de energia.
O aspecto energia é cada vez mais evidenciado pela interferência no custo final de produção sendo, tanto para a suinocultura como para a avicultura, uma vez que as oscilações de preço podem reduzir a competitividade do setor.
O processo de digestão anaeróbia (biometanização) consiste de um complexo de cultura mista de microorganismos, capazes de metabolizar materiais orgânicos complexos, tais como carboidratos, lipídios e proteínas para produzir metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2) e material celular (Lucas Junior, 1994; Santos, 2001). A digestão anaeróbia, em biodigestores, é o processo mais viável para conversão dos resíduos de suínos e aves, em energia térmica ou elétrica.
A presença de vapor d’água, CO2 e gases corrosivos no biogás in natura, constitui-se o principal problema na viabilização de seu armazenamento e na produção de energia. Equipamentos mais sofisticados, a exemplo de motores a combustão, geradores, bombas e compressores têm vida útil extremamente reduzida. Também controladores como termostatos, pressostatos e medidores de vazão são atacados reduzindo sua vida útil e não oferecendo segurança e confiabilidade. A remoção de água, CO2, gás sulfidrico, enxofre e outros elementos através de filtros e dispositivos de resfriamento, condensação e lavagem é imprescindível para a confiabilidade e emprego do biogás.
VANTAGENS
  • Vantagens para a utilização residencial do biogás:
  • A substituição do GLP, um derivado de petróleo importado;
  • Comodidade e segurança para o consumidor, vantagens inerentes ao gás canalizado;
  • Não é necessária a sua purificação, removendo-se apenas os líquidos condensados ao longo das vias de captação e distribuição;
  • Os equipamentos adaptados mostraram um desempenho razoável; as donas-de-casa que utilizam o gás têm se mostrado satisfeitas com a mudança, pois, a chama é bastante limpa, não deixando resíduos de fuligem nas panelas.

DESVANTAGENS
  • Investimentos muito elevados, para compensar flutuações na produção de gás, pois não se contam com sistemas de reserva de gás para horários de pico de consumo. A construção de gasômetros, ou mesmo o armazenamento em tubulações, a altas pressões, pode ser considerado bastante oneroso para o baixo retorno previsível do investimento;
  • Investimentos elevados para a distribuição do gás, inclusive para residências localizadas nas proximidades do aterro pois estas, não possuem instalações internas para gás canalizado;
  • Necessidade de reconversão dos fogões após o esgotamento do gás do aterro.






fonte:
http://www.biodieselbr.com/ http://www.brasilescola.com/ http://www.resol.com.br

sexta-feira, 13 de abril de 2012

INFILTRAÇÃO DA ÁGUA NO SOLO

Infiltração é definida como a passagem da água através da superfície do solo, passando pelos poros e atingindo o interior, ou perfil, do solo. A infiltração de água no solo é importante para o crescimento da vegetação, para o abastecimento dos aquíferos (reservatórios de água subterrânea), para armazenar a água que mantém o fluxo nos rios durante as estiagens, para reduzir o escoamento superficial, reduzir as cheias e diminuir a erosão...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

MÃOS AO ALTO, QUERO SUAS ÁGUAS!

BRASIL É ALVO DE "TRÁFICO DE ÁGUA DOCE"
A denúncia está na revista jurídica Consulex 310, de dezembro 2011, num texto sobre a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o mercado internacional de água.A revista denuncia: “Navios-tanque estão retirando sorrateiramente água do Rio Amazonas”.....

ONDE ESTÃO AS BORBOLETAS?

O alarme soa quando somem as borboletas
Quando elas desaparecem de um trecho qualquer da mata, é sinal de que alguma coisa muito grave está acontecendo com aquele ecossistema. Mas os homens ainda não aprenderam a ouvir esses alarmes.
por Roberto Muylaert Tinoco

Aquela imagem tradicional do caçador de borboletas, ar desligado, redinha numa das mãos, chapéu de explorador, já não tem mais sentido se é que chegou a ter, algum dia. Pois caçadores de borboleta, hoje em dia, podem ser tudo o que quiser, menos desligados. Agora eles formam uma legião imensa, onde se enquadram todos os tipos físicos da América Latina, e trabalham sob as vistas e uma gigantesca conexão internacional que vai, por exemplo, das selvas do Peru, passa pelas ricas praias do Rio de Janeiro e termina, quem sabe, nas ruelas de Hong Kong. Os pratinhos e bandejas decoradas com aquele azul-metálico que nós, brasileiros, já nos habituamos a ver nas lojas e quiosques especializados em atender a turistas, são um produto dessa operação. Mas são ninharias, se comparados com as monstruosas tampas de mesas e biombos executadas por encomenda em países onde essas delicadas borboletas, habitantes dos trópicos americanos, fazem o deleite dos apreciadores de móveis exóticos. E haja borboleta azul, pois uma única tampa de mesa podem ser consumidas nada menos do que duas mil asas.
Já em 1975, cientistas denunciam na Inglaterra a captura e consequente comercialização de seis milhões de borboletas azuis , por ano. Há muito boas razões para imaginar que, atualmente, esse número tenha triplicado. Ainda assim, pode-se fazer com segurança uma afirmação aparentemente surpreendente: as borboletas azuis não estão ameaçadas de extinção, mesmo submetidas a esse fantástico regime de caça e perseguição. Isso, apesar de não gozarem da proteção de nenhum organismo internacional, nem terem sido objeto de petições com milhares de assinaturas dirigidas à Assembleia Nacional Constituinte.
São as fêmeas que garantem a sobrevivência das borboletas azuis, graças a algumas peculiaridades bem marcantes. Em primeiro lugar, elas são extraordinariamente férteis: numa única desova, uma dessas fêmeas é capaz de gerar centenas de lagartas. Em segundo lugar, elas não são azuis ou, pelo menos, não são muito azuis , de modo que não chegam a atrair a atenção dos caçadores. Finalmente, elas costumam voar muito alto, acima da copa das árvores, fora do alcance de qualquer caçador. Os machos, ao contrário, são azuis, bonitos, atraentes e voam baixo e por isso engordam sozinhos aquelas estatísticas apresentadas pelos cientistas ingleses. Mas, por mais machos que sejam capturados, sempre sobra algum para fecundar as fêmeas que voam lá no alto e garantir, assim, a sobrevivência. Pode-se afirmar, portanto, que com redinhas e chapéus de explorador não se acabará nunca com as borboletas azuis, por mais asas que sejam necessárias para fabricar móveis e bandejas.
Mas não se pode afirmar que as borboletas, azuis ou que cor tenham, sobreviverão à sanha predadora de um certo tipo de progresso. Antes de chegar à idade adulta, quando adquire asas e passa a gozar de ampla liberdade, a borboleta passa uma fase relativamente longa sob a forma de larva. Fica, então, condicionada a viver agarrada a uma espécie qualquer de vegetal, que Ihe garanta a sobrevivência fornecendo-lhe alimento nas grandes quantidades de que ela tem necessidade. As lagartas que se mostram excessivamente seletivas na escolha de sua planta-alimento estão, teoricamente, ameaçadas, pois se o homem acabar com a planta, acabará também com a borboleta. E cada vez mais escasseiam, no Brasil e nos demais países da América Latina, as espécies nativas de bambus e ingazeiros, que fazem as delicias das larvas. Isso tem se tornado uma coisa tão marcante, que as borboletas acabaram sendo reconhecidas como uma espécie de barômetro para detectar os ataques do homem ao meio ambiente. Foram cientistas americanos, europeus e japoneses que chegaram a essa surpreendente conclusão, a partir do alarme que soou na costa ocidental dos Estados Unidos, mais precisamente na bala de São Francisco, na Califórnia. Lá estava localizado o último recanto onde sobrevivia uma pequenina borboleta azulada, a GIaucopsyche Xerces, uma espécie que vinha se tornando cada vez mais rara.                                   
Depois que os últimos exemplares de lótus nativos da baía de São Francisco foram destruídos pelos serviços de aterro  necessários para ampliar a faixa urbanizada da cidade, a frágil borboletinha azulada nunca mais foi encontrada. Suas lagartas alimentavam-se exclusivamente com as folhas do lótus. O desaparecimento da Xerces despertou a atenção dos cientistas para um fato de consequências mais graves: se uma determinada espécie de borboleta escasseia, ou mesmo desaparece, numa determinada região que antes habitava, algo muito grave pode estar ocorrendo por ali com o equilíbrio ecológico. E simples: um ecossistema em perfeito equilíbrio pode ser comparado a um organismo complexo, cujas funções se desenvolvem normalmente. Ambos são compostos por diferentes elementos, fixos e móveis. Por exemplo, num ecossistema os vegetais são elementos fixos, os animais elementos móveis.Tal como os componentes do sangue, que fluem através dos órgãos fixos do nosso organismo, certos animais fluem através de uma floresta. Ora, aquilo que num exame de sangue denuncia o mau funcionamento de um setor do organismo pode ser, talvez, a diminuição repentina dos glóbulos vermelhos circulantes. Da mesma forma, a diminuição da circulação de uma borboleta numa clareira da floresta pode ser a primeira noticia de que, em algum setor daquele ecossistema, as coisas não andam bem. E, tal como no organismo humano, bastará essa pequena falha para logo fazer desandar tudo. Assim, torna-se urgente descobrir o que está errado, e começar a corrigir. Pois, na natureza, correções desse tipo exigem um tempo enorme. Quanto antes começarem a ser feitas, tanto melhor. E sobretudo, quanto antes forem tomadas providências para evitar que o desequilíbrio continue a se acentuar, tanto melhor ainda. Voltemos agora à Xerces, que desapareceu da bala de São Francisco. Indignados com o que havia acontecido ali, cientistas americanos fundaram uma associação, batizada com o nome da borboletinha a Xerces Society , e dedicaram-na ao estudo dos problemas do meio ambiente, Da extinção das espécies e, nesse capítulo, em particular, das borboletas, por eles desde então consideradas e proclamadas como valiosos sistemas de alarme contra agressões à Natureza.
Aqui no Brasil, já falta pouco para que tenhamos a nossa primeira borboleta extinta pela ação irrefreada dos predadores humanos do meio ambiente. Ela se chama Parides ascanius, e sempre habitou uma faixa estreita e curta do litoral do Rio de Janeiro, justamente a área do litoral brasileiro que mais vem sofrendo os efeitos da voracidade imobiliária que abocanha praia após praia. Ela é uma borboleta de asas negras, listradas de branco e grená, habitante dos mangues e das matas litorâneas. Suas larvas alimentam-se com as folhas de uma trepadeira silvestre, a Aristalochia macroura, uma planta rara e venenosa.
O caso dessa borboleta e de sua planta-alimento é um bom exemplo de como se faz, ao longo de um tempo que se mede por milênios, a evolução de um relacionamento biológico do tipo inseto-planta. A Aristolochia faz parte de um grupo de plantas que se caracterizam por estar sempre em guerra, defendendo-se quimicamente dos ataques dos animais herbívoros. Mas são exatamente as substâncias venenosas que elas usam para se proteger desses animais que funcionam como chamariz para outra espécie particular de herbívoro. No caso, a Parides ascanius. Durante um longo processo evolutivo certos animais foram selecionados pelos mecanismos bioquímicos, operados pela própria fisiologia dos vegetais, e tornaram-se dependentes de uma única planta venenosa. 

Assim, o que para os outros bichos se tornou um fator de repulsão, em relação àquela planta, para o eleito se tornou um fator de sobrevivência. Instalados através de caules e folhas, esses mecanismos caprichosos, gerados por uma alquimia vegetal quase mágica, definem com extrema precisão essas dependências alimentares dos insetos. Na raiz dessas intrigantes manifestações bioquímicas estão entidades microscópicas, enoveladas sobre suas malhas de ligações atômicas: os alcalóides. São compostos orgânicos capazes de operar profundas alterações fisiológicas no organismo dos animais.
São essas substâncias que determinam quem come o quê nas dietas vegetarianas dos animais herbívoros e, automaticamente, protegem as plantas contra uma legião de possíveis atacantes famintos. Os alcalóides são ambíguos, podem servir como remédio, curar doenças, tanto quanto podem matar. Os que se enquadram nesse segundo caso são considerados venenos naturais e as plantas que os elaboram, conseqüentemente, são classificadas como venenosas.
A Aristolochia é uma dessas plantas. Ela produz um alcalóide particular, a aristoloquina. Foram necessários alguns milhões de anos de evolução conjunta entre aristolóquias pré-históricas e certas lagartas trogloditas para que, lentamente, se desenvolvesse a tolerância à aristoloquina demonstrada pelas lagartas da borboleta Parides. Atualmente, quase todas as lagartas dessa espécie alimentam-se exclusivamente das folhas indigestas da Aristolochia, mortal para todos os outros herbívoros da floresta. Já o homem, com sua capacidade de investigar, descobrir e operar mudanças e transformações. vem usando a aristoloquina há muitos e muitos anos como remédio. Na Grécia antiga, os extratos de suas raízes eram utilizados pelas mulheres para garantir partos perfeitos. Aliás, foram os gregos quem deram nome à planta  aristos, o melhor; lokheia, parto. Não há nenhuma dúvida quanto à ação benéfica exercida pela aristoloquina sobre o aparelho genital feminino: ela favorece a menstruação, ativa as contrações uterinas e acentua nitidamente as descargas vaginais do pós_parto.
Usada com moderação, a aristoloquina é fantástica. Calmante, diurético, antisséptica e febrífuga, pode funcionar, de quebra, como um excelente tônico digestivo. Isso é apenas o que sabemos dela com certeza. Mas, além disso tudo, ela já foi apontada como um eficiente cicatrizante de feridas e úlceras rebeldes, um bom remédio para combater orquites (inflamações dos testículos) e certos tipos de paralisia, e auxiliar eficiente no combate ao béri-beri. Usada sem moderação, a aristoloquina se revela o veneno que é: produz náuseas, diarréias, taquicardia e, em casos extremos, chega a provocar um quadro clinico complicado, chamado embriaguez aristalóquica. caracterizado por sérias perturbações mentais.Isso é muita coisa, sem dúvida nenhuma, mas é bem possível que a Aristolochia ainda seja capaz de muito mais. Acontece que as espécies nativas brasileiras foram pouco estudadas pela bioquímica, até agora. Infelizmente, essas curiosas trepadeiras silvestres já se tornaram muito raras nas matas da região do Rio de Janeiro, devido às agressões sofridas por seus ambientes naturais. Assim, é muito provável que nem cheguemos a conhecer tudo o que elas poderiam nos oferecer, se as tratássemos com mais carinho e atenção.
E junto com a Aristalochia extinguese, pouco a pouca a nossa bela e frágil borboleta Ascanius, que só sabe alimentar-se com as suas folhas que todos os outros bichos consideram veneno mortal. Na verdade, para essa borboleta original, a Aristalochia representa muito mais do que um simples alimento; é uma verdadeira garantia de sobrevivência mesmo na fase adulta. Pois a toxicidade e o cheiro do alcalóide da planta passam a fazer parte do corpo da lagarta, que come as folhas, e continuam integrados na borboleta, mesmo na fase adulta. Isso confere à Ascanius uma segura defesa contra seus predadores, pássaros em particular.Ironicamente, as poucas e raras lagartas da Ascanius ainda existentes no Brasil, talvez as últimas, são cultivadas e preservadas, em cativeiro, por um caçador de borboletas que há mais de quarenta anos se dedica a capturar e exportar esses belos animaizinhos para vários países. Trata-se do catarinense Herbert Miers. Atarantado com as exigências burocráticas do governo para que possa exportar suas azuis registro, alvará e manter uma criação de larvas , ele reclama: "Isso só faz sujeira, não é eficiente". Eficiente seria prestar atenção aos alarmes naturais como as borboletas que desaparecem das matas e corrigir as distorções que os fazem soar.
 A cor é uma arma e uma armadilha
O brilho metálico que faz cintilar as asas de uma borboleta azul não é um enfeite. Ele confere ao inseto um precioso recurso para esquivar-se dos ataques de pássaros predadores. Quando mergulha em direção a uma borboleta, o pássaro tenta enfiar a cabeça entre suas asas para apanhar, com o bico, o corpo pequeno de sua presa. Que é o que Ihe interessa. Se errar o golpe, a borboleta terá alguns segundos para executar uma série de acrobacias e se embrenhar no mato, para fugir à perseguição. É nessas ocasiões que o rápido abrir e fechar das asas de colorido metálico produz uma sucessão de lampejos desencontrados. O ziguezague da evasão impressiona a retina da ave com um salpicado de flashes, fazendo-a perder os verdadeiros posicionamentos da borboleta. Mas é esse mesmo brilho metálico que livra a borboleta azul dos pássaros que a tornou cobiçada por outro perseguidor: o homem. São caçadores profissionais que fornecem a matéria-prima para o comércio internacional, e seu trabalho já se tornou um excelente negócio. 
Afinal, o resplandecente azul-metálico desses insetos é algo muito raro na natureza, e mesmo entre as borboletas dos trópicos poucas são as espécies que o possuem. O colorido das borboletas, em geral, é produzido por uma numerosa concentração de minúsculas plaquinhas alinhadas sobre as asas, que são as escamas. Trata-se daquele conhecido pozinho (erradamente considerado perigoso que as borboletas largam em nossos dedos quando as agarramos pelas asas. Nas escamas brilhantes das borboletas azuis a cor é considerada estrutural, pois é criada pela incidência da luz sobre a estrutura das escamas.Essa cor azul é produzida pelo fenômeno ótico de decomposição da luz solar sobre as arestas de finíssimas ranhuras paralelas, encontradas na superfície de cada escama. O fenômeno pode ocorrer em muitas espécies de borboletas e sua maior ou menor intensidade depende do número de escamas geradores de cores estruturais que elas apresentarem sobre as asas. Entretanto, na maioria das espécies, o colorido é produzido pela composição química de um pigmento difundido sobre cada escama.




“O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!”
                                                        Mario Quintana


fonte: superinteressante

ESCASSEZ DE ÁGUA 2


Clara água, cara água: porque o recurso está cada vez mais escasso e caro

Três quartos da superfície do globo são oceanos. Daí que, vista de longe, a Terra é pura Água. Mas não é água pura. Esta é cada vez mais rara, e 30% dos 5,5 bilhões de habitantes do planeta já sofrem com a escassez. Você verá uma radiografia dessa escassez e entenderá por que, nos próximos anos, a conta de água da humanidade não será mais tão barata.
por Ricardo Arnt
Há três anos, um editorial da revista inglesa The Economist, uma das mais influentes do mundo, afirmou em editorial que a água era “commodity”, isto é, uma mercadoria como madeira ou petróleo, e alertou para a elevação do custo dessa “commodity”. Um leitor desavisado poderia se espantar: mas como pode custar caro um líquido que a gente vê em todo lugar? Mas o que a gente vê em todo lugar não é o que a gente aproveita. Mais de 97% da água do planeta é de mares. Salgada. Não serve nem para uso industrial. A potável mais pura da natureza está nas calotas polares e nas geleiras, que armazenam 2% da água do planeta. Muito frio e muito longe. Lençóis subterrâneos, lagos, rios e a atmosfera guardam o 1% restante. E é só essa que está à disposição.
As chuvas e a neve descarregam sobre os continentes parte do que evapora dos oceanos. São 40 673 quilômetros cúbicos ao ano. Mas quase dois terços se perdem. Restam 14 000 km3 como fonte de suprimento estável para um consumo anual global, hoje em torno de 4 500 km3. No consumo global, 69% das águas potáveis, 15% do uso doméstico e 20% das águas de irrigação são de origem subterrânea. Mas essas reservas não são eternas; são como jazidas de petróleo, não renováveis. A superexploração provoca rebaixamento dos lençóis freáticos e problemas amargos para muitos países.
Nos últimos vinte anos, novas 1,8 bilhões de bocas vieram se somar à humanidade e diminuíram em um terço o suprimento de água do planeta. O pior é que a necessidade de água cresce ainda mais rápido do que o aumento da população. Para atendê-la, cavam-se poços e constroem-se barragens. Já há 36 000 barragens no mundo. O problema é que as novas alternativas para matar a sede da civilização custarão cada vez mais caro.  Onze países da África e nove do Oriente Médio sofrem secas permanentes. Mas a situação vai se complicando também em outros lugares, no México, Hungria, Índia, China, Tailândia e Estados Unidos. Para um número crescente de países há perspectivas de esgotamento de reservas. Veja, a seguir, alguns retratos da crise:
  • Na Cidade do México, o governo tenta disciplinar o consumo e escavação de poços. A exploração desordenada rebaixou o lençol freático e isso tem ocasionado o afundamento do centro da capital — 20 cm ao ano, há décadas. A Catedral Metropolitana que já se encontra dois metros abaixo do nível da rua, está tombando.
  • Um dos desastres mais graves é o do mar de Aral, na Ásia. Ele já perdeu 40% em superfície e 60% do volume. Os rios Amu e Syr, que desaguavam nele, foram desviados para irrigar 7,5 milhões de hectares de algodão.
  • A Arábia Saudita, onde 75% da água provêm de lençóis subterrâneos, irrigou o deserto e virou exportadora de trigo em 1984. Em 1992, o rei Fahd autorizou o aumento da exploração de água do subsolo, de 5,2 bilhões de m3/ano para 7,8 bilhões. Prevê-se o esgotamento das reservas em 50 anos.
  • Na Líbia, as reservas subterrâneas da costa do Mediterrâneo já ficaram salobras. Esvaziadas, foram invadidas por água salgada. O governo constrói o Grande Rio Artificial, rede de 1 000 quilômetros de dutos, que trará água de reservas do deserto até a costa. Cerca de 730 milhões de m3/ano serão transferidos durante 40 ou 60 anos, a um custo total de 25 bilhões de dólares. Mas logo a nova fonte também vai secar.
  • Na China — com 22% da população mundial e apenas 8% da água doce — falta água em Pequim, Tianjin e nas planícies produtoras de grãos, no Norte. Os lençóis da capital diminuem 2 metros por ano, e um terço dos poços já secaram.
Hoje, quando secam as torneiras de bairros inteiros na cidade grande e a madame do bairro vizinho manda lavar a calçada, ninguém repara. Mas isso também terá que mudar. Nos próximos quarenta anos, 90% do crescimento populacional vai se concentrar nas cidades. Como a agricultura consome dois terços de toda a água retirada da superfície e do subsolo, uma parte dos recursos da irrigação deverá ser desviada. É provável que a água, então, alcance um valor de mercado comparável ao do carvão, do petróleo ou da madeira — e que o desperdício venha a ser punido pela legislação. Economizar já é imperativo. Em Israel — onde 70% do esgoto é reciclado para irrigação —, foi criada a microirrigação: redes de tubos porosos ou perfurados sob o solo, diretamente sob as raízes dos vegetais, fazem circular água em gotas. Nos Estados Unidos, o consumo industrial já diminuiu 36% desde 1950. Na Alemanha, mantém-se estável desde 1975, apesar de um aumento de 44% na produção. No Japão, diminuiu 24% desde 1989.
É preciso, também, encontrar alternativas para o abastecimento. Há 7 500 usinas em operação no Golfo Pérsico, Califórnia, Espanha, Malta, Austrália e no Caribe, convertendo 4,8 bilhões de m3 de água salgada em água doce, por ano. Mas o processo ainda é caro. Cada metro cúbico sai por 2 dólares. Em 1975, o príncipe saudita Mohamed al-Faissal encomendou ao explorador polar francês Paul Émile Victor um estudo para transportar um iceberg do mar de Wedell, na Antártida, até a Arábia Saudita. Conclusão: a viagem de 10 000 km de um bloco de gelo com 100 milhões de toneladas, a 2 km/hora, duraria nove meses. Graças a técnicas de antiderretimento, chegariam 80 milhões de toneladas de gelo na Arábia. A experiência, porém, ainda não foi tentada.
A Amazônia detém a maior bacia fluvial do mundo. O Brasil tem mesmo muita água, mas, ainda maiores que as reservas, são as taxas de desperdício, estimadas em 40% só na rede pública. A ilusão de abundância esconde a péssima gestão dos recursos hídricos.
O estado de São Paulo resume o impasse. Recebe muitas chuvas, tem rios, e vive em racionamento branco. Periodicamente, falta água na capital.A demanda sobe: 290 000 litros por segundo em 1989, 354 000 em 1992, provavelmente 880 000 em 2010. A irrigação gasta 43% dos recursos, a indústria, 32%, e as cidades, 25%. Na região Norte, as reservas recebem mais agrotóxicos, mercúrio dos garimpos e lixo bruto. Aliás, 63% dos 12 000 depósitos de lixo no Brasil estão em rios, lagos, restingas, ou seja, nos chamados corpos d’água.
No Nordeste, açudes, barragens e represas armazenam 80 bilhões de m3 de água sem melhorar a vida dos 17 milhões de nordestinos. Contudo, os 400 mm de chuvas anuais do semiárido representam 4 vezes mais do que as chuvas da Califórnia — onde foram criados celeiros agrícolas. A desertificação não ameaça apenas o Nordeste. Há focos de desertificação em Montes Claros (MG), em São Fidélis (RJ), em Marília (SP), em regiões do Paraná, e em 14 municípios do Rio Grande do Sul.
A incúria pode ser medida pela timidez das políticas de reciclagem. A maior estação de tratamento do Brasil, a de Barueri (SP), só agora começou a planejar a reciclagem. Algumas experiências privadas deram certo: a Companhia Cacique de Café Solúvel, em Londrina, e a Fiat, em Betim, conseguiram boa economia de custo com reciclagem e no uso dessas águas.  A civilização sempre dependeu da água. Agora é o inverso: a água é que dependerá do nosso grau de civilização. Dependerá, principalmente, do quanto estamos dispostos a pagar.
Cada vez menos reservas
Vários países do mundo já dispõem, há anos, de estoques de água por habitante menores do que a média aceitável de 2000 metros cúbicos/ano/pessoa. E a escassez deve aumentar.
Suprimentos renováveis de água per capita (m3/pessoa)
Região/País 1992 2010
Argélia 730 500
Burundi 620 360
Cabo Verde 500 290
Líbia 160 100
Egito 30 20
Israel 330 250
Jordânia 190 110
Arábia Saudita 140 70
Kuait 0 0
Barbados 170 170
Bélgica 840 870
Cingapura 210 190
Fonte: Worldwatch Institute

O mar de Aral
Na Rússia, é um dos exemplos mais graves de destruição ambiental e desertificação causada pelo homem. Um dos resultados: prejuízos graves à pesca, com navios encalhados na areia.
Seca em São Paulo           
A estação de tratamento de água de Guaraú, na Grande São Paulo, é a maior do país. Recicla parte das águas usadas nas cidades da região. Faz parte de um projeto-monstro para diminuir o problema de seca no Estado de São Paulo.
Deserto no Sul
A região de Alegrete, no Rio Grande do Sul, vem sofrendo um processo de desertificação constante. Há vários projetos de recuperação do território, que tentam aumentar a fixação de água no solo, utilizando plantas ou muros para conter a areia.
Irrigação no Nordeste
Desde 1847, fala-se em desviar e “transpor as águas” do Rio São Francisco e do Tocantins, para perenizar os rios intermitentes do Nordeste e vencer a seca. O governo do Ceará investiu US$ 48 milhões na construção do Canal do Trabalhador, de 118 km de extensão, com esse objetivo.
Agricultura na Arábia
A Arábia Saudita é quase toda coberta por desertos. Mais de 75% da água potável e usada na agricultura é retirada de lençóis freáticos. Os projetos de irrigação transformaram o país em produtor e exportador de trigo, mas a água deve acabar em 50 anos.
Como se recicla
O problema da seca não pode ser resolvido só com o consumo da água que existe, uma fonte que não é renovável. Por isso, estão sendo tentadas — ou utilizadas cotidianamente — formas de reciclagem das águas já consumidas nas cidades ou no campo, ou da maior fonte de água, os oceanos e mares.
  • Árabes querem importar icebergs
  • Os icebergs da Antártida que se desprendeu em 1991, podem vir a fornecer água.
  • Esgotos são reoxigenados para uso
  •  Centros de tratamento com grandes misturadores
  • Reoxigenam em tanques a água já usada.
  • Usinas para dessalinização
  • Vários países usam água dos oceanos, retirando o sal, em grandes usinas, bem parecidas com as refinarias de petróleo.
ESCASSEZ DE ÁGUA 1

fonte:superinteressante

ANTÁRTIDA/ ANTÁRTICA

Na imensidão de gelo, espécie rara é o ser humano

Muito pouco além do branco e azul infinitos enchem os olhos de quem tem coragem de ir à Antártida. Destino inóspito até para os mais aventureiros, é o único continente na Terra que o homem não conseguiu conquistar. Um lugar em que 98% da superfície estão cobertos por uma enorme capa de gelo de milhares de metros de espessura. Um lugar com temperaturas abaixo de 0° C no verão e abaixo de -25° C no inverno. Fácil entender por que lá os seres humanos são espécie rara.
Antes do caçador de focas americano John Davis pisar lá, em 1821, não se tem notícia de povo algum habitando a Antártida, nem mesmo indígenas. Desde Davis, o que se acumulou de gente vivendo no continente gelado é basicamente uma população internacional: pesquisadores de diversas áreas do mundo, inclusive do Brasil, concentrados na costa e nos arquipélagos próximos ao continente. No verão, o número de habitantes chega a apenas 10 mil e, no inverno, não passa de mil. Só nas últimas décadas a locomoção foi facilitada, com botes infláveis movidos a motor.
                                                                                                        PINGUIM IMPERADOR
O prazer de ver paredes  de gelo  gigantescas com formatos inusitados vem inevitavelmente acompanhado de um frio seco e muito vento gelado batendo no rosto (com a possibilidade de, do nada, sofrer o impacto de um vendaval de 100km/h e força de furacão!). Pode-se considerar a Antártida um deserto, já que é o continente mais árido do planeta. No verão, a luz do sol perdura por até 20 horas seguidas. No inverno, ao contrário, se vê escuridão a maior parte do tempo. A paisagem não depende das horas para se modificar, mas do humor do clima, por isso o perigo é iminente em todos os cantos. Esqueça do relógio e conte com alguém que saiba se orientar pelos satélites. Uma tempestade de névoa pode anular a visibilidade do lugar em minutos e transformar uma simples saída de barco num passeio sem volta. Geleiras formam-se rapidamente entre os caminhos e, se o aventureiro não prestar atenção, fica perdido mesmo a alguns poucos metros de seu destino. As condições extremas de permanência na Antártida mais o silêncio, o excesso ou falta de luz e uma beleza de poucas cores podem perturbar o equilíbrio psicológico de seus visitantes em poucos meses. Pesquisadores estão sujeitos a crises de estresse. Mas, apesar de remota e hostil, a Antártida é rica em vida selvagem, paisagens de tirar o fôlego e reservas naturais únicas.
                                                                                                                  PINGUIM REI
Quase 100% do local ainda estão intactos e há muito mais biodiversidade dentro da água do que fora dela. A vida animal em terra é dominada por invertebrados, a maioria deles parasita de animas de sangue quente. Todas as 18 espécies de mamífero são total ou parcialmente marítimas, como as baleias e as focas, respectivamente. Os pássaros dominam a cena. São cerca de 100 milhões de indivíduos competindo pelos melhores lugares para arrumarem seus ninhos durante a procriação. Há sete espécies e oito categorias do cativante pinguim, um dos animais-símbolo do continente. O pinguim-imperador é o maior de toda a espécie no mundo – chega a pesar 30 quilos e a medir 1,15 metro de altura –, e o pinguim-rei, o segundo maior. Suas colônias estão entre os grandes fenômenos da vida selvagem na Terra, chegando às vezes aos milhões de indivíduos.
                                                                                                                         KRILL
O ecossistema marinho é extremamente produtivo, o mais rico do universo e mostra seu potencial principalmente no verão, a estação de crescimento na Antártida. Com quase 24 horas diárias de sol (a propósito, enlouquecedor até para os mais acostumados), o fitoplâncton floresce e se afirma como base da cadeia alimentar. Alimenta o krill, um pequeno crustáceo que, por sua vez, serve de alimento para pássaros e mamíferos.
Apesar de seis meses de luminosidade por ano, o continente ainda esconde muitas áreas completamente inacessíveis, como um lago que fica embaixo de uma camada de gelo de 3 quilômetros de espessura, na Estação Vostok, base científica russa a 2 mil quilômetros do Polo Sul. Não se tem ideia do que realmente pode ser encontrado em suas profundezas – 14 mil quilômetros quadrados de puro mistério (quem sabe animais pré-históricos congelados há milhares de anos?).
Por um lado, a inacessibilidade pode parecer um obstáculo ao conhecimento. Por outro, sorte do meio ambiente. Enquanto outros santuários ecológicos correm riscos imediatos de degradação, a Antártida deverá ser por muitas décadas a última fronteira do planeta para os homens.
  • Área total - 13 900 000 km²
  • Área intacta - 99%
  • Área protegida - 0.025%
Conservação e ameaça
LÍQUEN AMARELO
As mesmas condições selvagens que nos encantam são responsáveis por boa parte da conservação ao criar um ambiente inóspito para a instalação de grandes populações. Os tratados assinados pelos países que lá mantêm suas bases também têm contribuído decisivamente para sua preservação. Dois grandes acordos regulam as atividades humanas no continente: o Tratado da Antártida, de 1961, e o conhecido Protocolo de Madri, estabelecido em 1991. O primeiro, assinado originalmente por 12 países, determinou principalmente o uso pacífico da região, proibindo os testes nucleares, e reafirmou sua condição de território livre – a Antártida não pertence a nenhum país. A exploração mineral foi terminantemente proibida como também qualquer atividade que venha a colocar em risco as espécies ameaçadas. Há ainda vários anexos referentes à avaliação de impacto ambiental, conservação da fauna e da flora[ continental consiste em liquens, briófitas, algas e fungos], coleta e tratamento de lixo, prevenção de poluição marinha e criação e gerenciamento de áreas protegidas. Mesmo assim, a Antártida ainda sofre ameaças. As principais são: introdução de espécies não nativas, a pesca do krill e a exploração de minérios e óleo. A mais severa, no entanto, parece ser o impacto do aquecimento global. Se as temperaturas continuarem a subir, uma parte do gelo pode derreter, com consequências drásticas para áreas mais baixas em todo o planeta.

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quinta-feira, 5 de abril de 2012

EVOLUÇÃO DA MOTOCICLETA

Motociclo ou motocicleta ,também conhecida simplesmente por motoca ou moto, é um veículo de duas rodas e tração traseira - salvo raras excepções - É um meio de transporte bastante utilizado devido ao mais baixo consumo de combustível e por ter um preço mais acessível que a maioria dos automóveis. Entretanto, há motos que consomem mais combustível do que muitos automóveis, variando, entre outros fatores, com a cilindrada do motor.

CRUZADINHAS COM TEMA AMBIENTAL 3







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quarta-feira, 4 de abril de 2012

AS CAUSAS DA SECA NORDESTINA

Correntes de ar que cruzam o Oceano Pacífico e a temperatura das águas no Atlântico norte, influenciadas pelas geleiras do Polo Norte, determinam o ciclo das chuvas e secas no Nordeste do Brasil.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

CONSERVAR É MAIS LUCRATIVO QUE EXTINGUIR

Há vários bons motivos para conservar a biodiversidade. Uma parte desses motivos tem relação com a própria existência da biodiversidade e outros estão relacionados com a sobrevivência da nossa espécie. É difícil responder objetivamente à questão: "A biodiversidade tem um valor intrínseco?" Por outro lado, os motivos relacionados com o uso da biodiversidade e sua utilidade para humanidade encontram ecos mais facilmente. O comprometimento dos serviços ecológicos, principalmente em países como o nosso, resulta em aumento da exclusão social e econômica de uma parcela maior da população.

domingo, 1 de abril de 2012

CORTIÇO/FAVELA

Cortiço é a denominação dada, no Brasil e em Portugal, a uma casa cujos cômodos são alugados, servindo cada um deles como habitação para uma família. As instalações sanitárias são comuns. Geralmente ocupados por famílias de baixa renda....

DESERTO ATACAMA

Paisagens do espaço, secura e poucos sinais de vida
Difícil ver sinal de vida ao redor da paisagem de pedras e areia. O único barulho, além dos próprios passos, é o do vento, que chega frio e com leve gosto de sal. O imenso céu azul está tão próximo que parece ao alcance das mãos. No desolado centro do deserto do Atacama, a sensação é a de que estamos em outro planeta, muito distante do nosso. O solo extremamente ressecado, até mesmo, é o mais parecido com o de Marte. A umidade do ar é tão baixa que, aliada à limpeza da atmosfera e à altitude elevada em relação ao nível do mar, tornou o lugar um dos mais propícios do planeta para observações espaciais, tamanha é a nitidez com que se pode observar o céu. Astrônomos do mundo inteiro deslocam-se para lá e montam seus observatórios. É um dos principais campos de observação para o desenvolvimento de pesquisas da Nasa. Mesmo sem luneta alguma, porém, as noites do Atacama tiram o fôlego de quem gosta de uma imensidão pipocada de infinitas estrelas. Ao todo, essa região árida estende-se por mil quilômetros do norte do Chile até a fronteira com o Peru e cobre uma superfície de 106 513 quilômetros quadrados – grande parte dos quais formados por deserto arenoso e rochoso. A área que engloba o deserto do Atacama, no Chile, a 1 300 quilômetros de Santiago, na costa oeste da América do Sul, esconde um dos meios mais rígidos para o surgimento e desenvolvimento da vida na face da Terra. Nas regiões centrais dessa estreita faixa espremida entre o oceano Pacífico, ao oeste, e a cordilheira dos Andes, ao leste, existem lugares nos quais nunca foram registradas chuvas. A precipitação anual tem sido abaixo de 3 milímetros nos últimos 50 anos, as marcas mais baixas do mundo. É o deserto mais seco da Terra, um lugar onde as espécies estão condicionadas a uma série de surpreendentes adaptações. As temperaturas oscilam bastante: em janeiro, a média fica entre 18º C e 25º C; em julho, entre 12º C e 16º C.


Flamingo rosado
Os flamingos rosados, habitantes da planície de sal desse deserto, o Salar de Atacama, são um bom exemplo de espécie adaptada. Nesse local, a água que veio da cordilheira dos Andes, formando lagos azuis, evapora mais rapidamente do que é reposta pelas chuvas, e os sais minerais permanecem. O resultado é uma quantidade enorme de imensos lagos de sal que impregnam o organismo do flamingo. A saída que esses animais encontraram foi eliminar o  excesso através de pequenas aberturas ao lado das narinas.
 Camanchacas
Tal qual o flamingo, algumas plantas também dão um jeito de sobreviver nesse local inóspito. A vegetação de loma, mais importante ecossistema da região, por exemplo, vive da umidade da névoa que se condensa na superfície das pedras. Essa neblina, chamada de “camanchacas”, é o resultado da ação da corrente de Humboldt, que esfria o ar quente do Pacífico durante o inverno. A consequência biológica também colabora para deixar a paisagem mais charmosa com a neblina matinal. Poucas espécies animais habitam os lomas. Alguns mamíferos, pássaros e lagartos.

Guanacos
A lhama, da família do carneiro, é um animal que atrai a atenção dos visitantes e é bastante presente na paisagem desértica. Infelizmente, um dos tipos de lhama, o guanaco, que era comum nos lomas e nas áreas costeiras, está cada vez mais sumido devido à 



Gêiseres do El Tatio
Os vulcões, na maioria extintos, fazem parte do visual e alguns propiciam o encantador fenômeno dos gêiseres. No vulcão El Tatio, por exemplo, ele ocorre: as águas subterrâneas encontram-se com a lava vulcânica e, no nascer do sol, saem jatos quentes de vapor que chegam a 10 metros de altura.
Apesar da secura e pobreza de opções para o desenvolvimento, diversos grupos humanos ocuparam o deserto durante os últimos 12 mil anos. Hoje, moram 750 mil habitantes concentrados em cidades litorâneas, pólos de mineração, vilas de pescadores e oásis. São descendentes de espanhóis, escravos africanos e índios que saíram dos Andes. O processo de povoamento da região costeira foi favorecido pela riqueza de nutrientes das águas da corrente marítima de Humboldt, no Pacífico.
Múmias chinchorros
A área próxima ao rio Loa, no norte do deserto, foi ocupada pelos chinchorros, o primeiro grupo humano a desenvolver a mumificação artificial. Algumas das múmias mais antigas do mundo (com mais de 9 mil anos) foram encontradas lá. Não é difícil entender o porquê: a ausência de umidade faz com que artefatos e objetos fabricados há milênios permaneçam em excelente estado de conservação. Um tesouro para arqueólogos. O aspecto assustador dessas condições é que há cidades fantasmas nas áreas centrais com casas onde não moram ninguém, mas que permanecem, por anos, com a mesma aparência de quando foram abandonadas – a impressão que se tem é de que poucas horas atrás havia pessoas ali. Para quebrar a estabilidade desse deserto, só mesmo fenômenos climáticos de larga escala, como o El Niño, que é o aquecimento das águas do Pacífico. Essa anomalia oceanográfica origina chuvas na área desértica do Chile e do Peru e afeta ecossistemas terrestres. O nome foi criado por pescadores e significa “Menino Jesus”, porque aparece geralmente no mês do Natal.

Atacama após a chuva
O “Jesus” dos chilenos e peruanos traz chuvas fortes o bastante para penetrar o solo e dá origem a um dos maiores espetáculos naturais que podem ocorrer no Atacama: como em um passe de mágica, sementes que permaneceram latentes por anos se manifestam com todo o esplendor, numa explosão de cores e tipos vegetais. É mais uma vitória da vida sobre o deserto.
  • Área total - 106 513 km²
  • Área intacta - 80%
  • Área protegida - 1%

Conservação e ameaça
A natureza única dos ecossistemas do deserto do Atacama, a presença de espécies com capacidade surpreendente de adaptar-se às extremas condições áridas e o número significante de plantas e animais endêmicos fazem desta uma região de grande importância para a conservação. No entanto, a área protegida é irrisória. Há muitas propostas para aumentar o número de áreas de lomas a serem protegidas, mas nenhuma foi aprovada. As atividades de mineração, que contaminam os rios e poços d’água, são um perigo constante, e o impacto da densidade populacional ameaça as vegetações de lomas e seu singular ecossistema. Felizmente, as pessoas tendem a fugir das regiões desérticas e concentrar-se nas áreas urbanas, o que significa que largas extensões desse santuário devem continuar intactas.