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domingo, 31 de julho de 2011

PLANO DE AULA – MAQUETE

Como construir maquetes a partir de mapas com curvas de nível.
Uma maquete com detalhes topográficos pode ser construída com certa facilidade a partir das cartas. 


PLANO DE AULA - CARTOGRAFIA


Cartografia é a atividade que se apresenta como o conjunto de estudos e operações científicas, técnicas e artísticas que, tendo por base os resultados de observações diretas ou da análise de documentação, voltam-se para a elaboração de mapas, cartas e outras formas de expressão ou representação de objetos, elementos, fenômenos e ambientes físicos e socioeconômicos, bem como a sua utilização...

PLANO DE AULA – GEOLOGIA GEOMORFOLOGIA


Geomorfologia é um ramo da geografia que estuda as formas da superfície terrestre. Para isso, tende a identificar, descrever e analisar tais formas, entendidas aqui como relevos, assim como todos seus aspectos genéticos, cronológicos, morfológicos, morfométricos e dinâmicos, tanto pretéritos como atuais e naturais ou antropogênico. 

MEIO AMBIENTE X CONSUMISMO

O consumismo é outra característica da sociedade contemporânea que produz impactos preocupantes sobre o ambiente natural e construído. A sociedade capitalista industrial criou o mito do consumo como sinônimo de bem-estar e meta prioritária do processo civilizatório. 

MUNDO ESTRANHO - CHUVA DE ANIMAIS

A chuva de animais é um fenômeno lendário relativamente raro, que sucedeu em algumas cidades ao longo da história. Os animais que costumavam cair do céu eram peixes e sapos, e por vezes pássaros. Em certas ocasiões os animais sobreviviam à queda, principalmente os peixes. Em muitos casos, no entanto, os animais morriam congelados e caiam completamente encerrados em blocos de gelo. Isto demonstra que foram transportados a grandes altitudes, onde as temperaturas são negativas. A violência deste fenômeno é palpável quando caem apenas pedaços de carne, e não animais inteiros.
Chuvas de animais são um assunto recorrente na literatura e cinema. Por exemplo, uma famosa sequência com uma "chuva de sapos" é apresentada no final do filme Magnolia, de Paul Thomas Anderson.

Textos e lendas anteriores à Idade Média

Na literatura antiga abundam os testemunhos de chuva de animais, ou de chuvas de diversos objetos, alguns deles orgânicos.
Poder-se-ia remontar ao Antigo Egito se se der crédito ao papiro egípcio de Alberto Tulli (cuja própria existência é controversa e do qual se diz que registraria fenômenos estranhos, como o surgimento daquilo que a literatura sobre fenômenos paranormais interpreta como um OVNI. De modo particular, registra-se também a queda de peixes e pássaros do céu.
Na Bíblia narra-se como Josué e o seu exército foram auxiliados por uma chuva de pedras que cai sobre o exército amorita. A Bíblia evoca outras intervenções celestiais deste tipo, como o surgimento de rãs, numa das dez pragas do Egito (Êxodo 8:5,6). No século IV a.C., o autor grego Ateneu menciona uma chuva de peixes que durou três dias na região de Queronea, no Peloponeso.
No século I, o escritor e naturalista Plínio, o Velho descreveu a chuva de pedaços de carne, sangue e outras partes animais como rã.
Finalmente, na Idade Média, a frequência do fenômeno em certas regiões levou as pessoas a crer que os peixes nasciam já adultos nos céus, e de seguida caíam no mar.

Testemunhos na época moderna
  • Em 1578, grandes ratos amarelos caíram sobre a cidade norueguesa de Bergen.
  • Uma chuva de sapos fustigou a aldeia inglesa de Acle, em Norfolk.
  • Numa cidade do Essex, Inglaterra, aconteceu uma chuva de peixes como salmões, arenques e pescadas.
  • Em 11 de Julho de 1836, uma nuvem trovejou sobre o caminho a tormenta veio com uma chuva de sapos. Toulouse França.
  • Em16 de Fevereiro de 1861, a cidade de Singapura sofreu um sismo, seguido de três dias de abundantes chuvas. Após o final das chuvas, nos charcos havia milhares de peixes.
  • Em 15 de Janeiro de 1877 segundo a revista Scientific American registra um aguaceiro de serpentes que chegavam às 18 polegadas de comprimento (cerca de 45 cm) emMemphis, Nos Estados Unidos.
  • Em Junho de 1880 abateu-se uma chuva de codornas sobre Valência.
  • Em 7 de Setembro de 1953, milhares de rãs caíram do céu sobre Leicester, em Massachusetts, Estados Unidos.
  • Em Birmingham ocorreu uma chuva de sapos em 1954.
  • Em 1968, os diários brasileiros registraram uma chuva de carne e sangue, numa área relativamente grande.
  • Janeiro de 1969 Canários mortos caíram na cidade de St. Mary's City em Maryland, Estados Unidos.
  • Em 1978, choveram caranguejos na Nova Gales do Sul, na Austrália.
  • Em 2002, choveram peixes numa aldeia nas montanhas do interior da Grécia.
  • Em 2007, choveram pequenas rãs em El Rebolledo (província de Alicante, Espanha).
  • Em 2010, choveram pequenos peixes brancos, muitos deles ainda vivos, em Lajamanu, localidade de 669 habitantes, no norte da Austrália.
  • Na noite de passagem de ano de 2010 para 2011, mais de três mil aves da espécie tordo-sargento caíram mortas em Beebe, no Arkansa
Explicação científica
O físico francês André-Marie Ampère considerou que os testemunhos de chuva de animais eram verdadeiros. Em certas épocas os sapos e as rãs vagabundeiam pelos campos em grande número, e que a ação dos ventos violentos pode capturá-los e dispersá-los a grandes distâncias.
Mais recentemente, surgiu uma explicação científica do fenômeno, que envolve trombas marinhas. Os ventos que se acumulam são capazes de capturar objetos e animais, graças a uma combinação de depressão na tromba, e da força exercida pelos ventos dirigidos no seu sentido.
Em consequência, estas trombas, ou mesmo tornados, poderão transportar animais a alturas relativamente grandes, percorrendo grandes distâncias. Os ventos são capazes de recolher animais presentes numa área relativamente extensa, e deixam-nos cair, em massa e de maneira concentrada, sobre pontos localizados. Mais especificamente, alguns tornados e trombas poderiam secar completamente um pequeno lago, para deixar cair mais longe a água e a fauna contida nesta, na forma de chuva de animais.Esta hipótese aparece reafirmada pela natureza dos animais destas chuvas: pequenos e leves, geralmente surgidos do meio aquático, como batráquios e peixes.Também é significativo o fato de que, com frequência, a chuva de animais seja precedida por uma tempestade.

fonte:
http://g1.globo.com / http://pt.wikipedia.org/
http://bocaberta.org

ÓLEO NA PISTA - DERRAMAMENTO DE ÓLEO


O petróleo é uma substância líquida encontrada na natureza e utilizada para inúmeras finalidades como para a obtenção de combustíveis, medicamentos, solventes, óleos lubrificantes e outros. Há três mil anos o petróleo já era utilizado na construção de castelos e embarcações, na preparação de múmias, na cura de doenças de pele, na iluminação e em outras práticas que, por meio destas, foi conhecido e usado como fonte para outras atividades.  Por ser matéria-prima de uma extensa variedade de produtos importantíssimos para a vida do homem atual, o petróleo é cada vez mais retirado da natureza, mas por causa da distância entre os locais de retirada e os locais de utilização do mesmo é que surgem problemas ambientais como o de derramamento de petróleo. 
O derramamento de petróleo normalmente acontece por causa de embarcações despreparadas, águas turbulentas que levam as embarcações contra pedras, plataformas furadas, explosões de poços, tanques com capacidade inferior ao conteúdo existente e outros. Ao entrar em contato com o mar, o petróleo contamina as águas provocando a morte dos seres vivos existentes, como peixes e corais. Também contamina o solo fazendo com que a área localizada se torne improdutiva e tóxica. Normalmente, o derramamento de petróleo ocorre em maior grau nas águas como consequência de acidentes ocorridos no transporte do mesmo. Dessa forma, as águas além de não sustentar a vida não servem ainda para consumo dos seres humanos, pois forma-se uma película sobre ela impossibilitando-a de ser utilizada e ainda quando chega à costa provoca também grandes prejuízos.
Bichos comem, respiram e nadam no petróleo.
Aves e mamíferos aquáticos estão entre os mais prejudicados.
O líquido negro e pegajoso que gruda nas asas dos pássaros é apenas uma parte do desastre ambiental causado pelo derramamento de petróleo.
Segundo Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, em inglês) dos EUA, o óleo pode irritar pele, os olhos e membranas dos animais marinhos. Além disso, seus gases podem causar problemas pulmonares e, se ingerido, causa úlceras, sangramentos e irritações, além de problemas no fígado e nos rins.
Conheça alguns dos animais mais ameaçados pela mancha de óleo .
Tartaruga marinha
Além de colocar ovos nas praias, agora contaminadas, elas podem se intoxicar com o óleo, afundar e morrer. Algumas espécies que vivem na região já estão ameaçadas de extinção, como a tartaruga-de-couro, a maior do mundo
Golfinho
O grupo dos cetáceos, como golfinhos, baleias, cachalotes e orcas têm a pele sensível e precisam subir à superfície para respirar. Quando fazem isso, além de se sujar de óleo, podem inalar gases tóxicos, que causam problemas pulmonares.
Atum vermelho
Já ameaçado pela pesca excessiva, o peixe – também chamado de atum azul – desovou no mês de maio, justamente durante o espalhamento do óleo, que pode matar as larvas do animal. Os adultos também estão em risco, já que o petróleo pode grudar em suas guelras (órgão respiratório dos peixes).
Pelicano-marrom
A ave é o símbolo da Luisiana, o estado mais atingido pela "maré negra". O bicho já vinha sendo ameaçado pela destruição de seu território, e agora é um dos bichos que mais sofre com o óleo, pois procria e se alimenta na costa, onde o petróleo se acumula.
Peixe-boi-marinho
O animal, que vive próximo à costa, se alimenta de vegetais, que podem estar contaminados com óleo. Além disso, a mancha pode impedir que a luz do sol penetre na água, dificultando o crescimento dessas plantas, alerta a ONG Save the Manatee Club.
Pelicano-marrom sujo de óleo é visto em praia da Louisiana, nos EUA. Além não conseguirem mais voar, as aves podem morrer de frio por perderem uma película de proteção que é afetada pelo óleo. Elas também podem ingerir petróleo quando tentam tirá-lo de suas penas.  (Foto: Sean Gardner/Reuters)
Recuperação
O perigo para o ambiente não cessa quando o vazamento de petróleo é contido. "Em um mangue, o óleo pode demorar dezenas de anos para sair", diz Fillmann. "Os organismos voltam a povoar a costa, mas os hidrocarbonetos [componentes do petróleo] vão sendo liberados em um nível maior do que o tolerado. Em longo prazo será afetada a capacidade reprodutiva, o sistema imunológico, os hormônios."

Para os animais que conseguirem sobreviver ao desastre, existe chance de recuperação. Segundo o oceanógrafo, o petróleo pode ser expelido do corpo ao longo do tempo, já que seus componentes são orgânicos e os bichos têm mecanismos para expulsá-los.
"O óleo não se acumula na cadeia alimentar. É diferente do que acontece com o DDT e alguns metais", conta
As aves e os mamíferos ainda podem morrer de frio. "Eles perdem a capacidade de impermeabilização, pois a pele deles é recoberta por uma camada especial de gordura, e o petróleo permite que a água penetre. No caso das aves, também é perdida a capacidade de voar", explica o oceanógrafo Gilberto Fillmann, professor da Universidade Federal do Rio Grande (Furg).
De acordo com o especialista, enquanto o óleo está no alto mar ele se dilui com facilidade e os animais conseguem fugir da mancha. Quando chega à costa, porém, o petróleo começa a se acumular e os bichos não têm para onde escapar

Como é feita a limpeza em uma área atingida por vazamento de petróleo?
No Brasil, a maioria das plataformas petrolíferas existentes está em águas profundas. Quando um acidente de petróleo ocorre ou escapa óleo de um navio petroleiro ou mesmo de um oleoduto, as equipes de limpeza precisam agir rapidamente para tentar diminuir o impacto do acidente.
Os técnicos especializados, "a equipe de limpeza", conseguem diminuir o impacto causado pelo acidente, cercando a mancha de óleo para evitar que ela se espalhe e continue contaminando rios ou até mesmo o mar. Após este processo, eles iniciam a recuperação da área, separando o óleo da areia e da água, assim após estes processos, o óleo pode ser reaproveitado.
O processo de extração de petróleo é considerado como uma atividade de alto risco ambiental, mesmo com todos os cuidados tomados pelas equipes de extração.
Um dos mais graves acidentes ocorridos no Brasil (especificamente na baía de Guanabara) foi em janeiro de 2.000, quando um duto se rompeu e lançou ao mar mais de um milhão de litros de petróleo, afetando vários quilômetros do manguezal e provocando a morte de vários animais.

FONTE:
http://g1.globo.com/ http://www.brasilescola.com http://360graus.terra.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

MUNDO ESTRANHO - “ fogo-fátuo”


O que é fogo-fátuo?
É um impressionante fenômeno que costuma ocorrer em cemitérios ou pântanos. De tempos em tempos, surgem misteriosas chamas azuladas, que aparecem por alguns segundos na superfície e logo depois somem sem deixar vestígios. Hoje, os cientistas sabem que esse fogo esquisito está ligado à decomposição dos corpos de seres vivos. Quando um corpo orgânico entra em decomposição, ocorre uma liberação de gás metano (CH4). Se em algum local houver condições de concentração do metano, o gás começará a concentrar, e se o clima estiver relativamente quente, ocorrerá uma explosão espontânea.
Nesse processo, as bactérias que metabolizam a matéria orgânica produzem gases que entram em combustão espontânea em contato com o ar. Ocorre uma pequena explosão e a chama azulada vem acompanhada de um estrondo que assusta quem está por perto. Essa explosão resulta em uma chama azulada de 2 a 3 metros de altura com um barulho característico. Com tudo isso, não é de se espantar que o fenômeno alimente lendas de fantasmas, assombrações e almas penadas. No Brasil, ele deu origem a um dos primeiros mitos indígenas de que se tem notícia: o boitatá, a enorme serpente de fogo que mata quem destrói as florestas.
O fogo-fátuo chegou a ser descrito, ainda em 1560, pelo jesuíta português José de Anchieta: "Junto do mar e dos rios, não se vê outra coisa senão o boitatá, o facho cintilante de fogo que rapidamente acomete os índios e mata-os."

Chamas do além
Gases de decomposições alimentam o estranho fenômeno
1. Quando um ser vivo morre, várias espécies de bactérias entram em ação para decompor a matéria orgânica. Nesse processo, ocorre a produção de dois gases, o metano e a fosfina, que serão os responsáveis pelo fenômeno do fogo-fátuo.
2. Aos poucos, a concentração desses gases cresce, por exemplo, dentro de um caixão. Isso aumenta a pressão no subsolo, fazendo com que a mistura vaze por pequenas fendas e suba em direção à superfície, esgueirando-se pelos poros da terra.
3. Na superfície, em contato com o oxigênio do ar, os dois gases entram em combustão espontânea, produzindo uma chama azulada. Tudo ocorre rápido e a chama não dura mais que alguns segundos.
4. Para quem está perto do fenômeno, a reação instintiva é correr. O problema é que esse movimento causa um deslocamento brusco de ar, puxando a chama e dando a impressão de que ela tenta perseguir a vítima - como um fantasma, uma alma penada ou o boitatá dos índios brasileiros.  

fonte:

http://www.brasilescola.com
http://mundoestranho.abril.com.br

quarta-feira, 27 de julho de 2011

AGRICULTURA BRASILEIRA


agricultura brasileira  se iniciou na região nordeste do Brasil, no século XVI, com a criação das chamadas "Capitanias Hereditárias" e o início do cultivo da cana. Baseada na monocultura, na mão de obra escrava e em grandes latifúndios, a agricultura permaneceria basicamente restrita à cana com alguns cultivos diferentes para subsistência da população da região, porém de pouca expressividade.

terça-feira, 26 de julho de 2011

BIOGEOGRAFIA O QUE É ISTO ?

Constitui verdadeiro traço de união entre a Geografia Física e a Geografia Humana. Implica no conhecimento não só da distribuição atual das plantas e dos animais, mas também das causas e fatores que a presidem, no tempo e no espaço; e na observação da forma pela qual se processou a adaptação dos seres vivos ao meio e os indícios dessa acomodação.


Biogeografia, como um ramo da ciência geográfica, tem como objetivo estudar as interações entre a sociedade humana e a natureza, a organização e os processos espaciais. Existem várias definições de Biogeografia, dada por diversos autores. Três definições serão citadas como exemplo.
De acordo com Emanuel De Martonne (1954) "A Biogeografia é o estudo da repartição dos seres vivos na superfície da Terra e a análise de suas causas".
A definição de Biogeografia dada por Brown em 1998 é a seguinte "Biogeografia é a ciência que se preocupa em documentar e compreender os padrões espaciais da Biodiversidade".
Já Troppmair (2002) define que "Biogeografia estuda as interações, a organização e os processos espaciais, dando ênfase aos seres vivos (biocenoses) que habitam determinado local (Biotopo)".
Biogeografia é uma subdivisão da Geografia Física. Por sua vez, a Biogeografia se subdivide em dois grandes subgrupos: 
  • FITOGEOGRAFIA(estuda a distribuição geográfica dos seres vegetais);
  • ZOOGEOGRAFIA(que é o estudo da distribuição geográfica dos animais). Dependendo do enfoque da pesquisa e das formulações de questões essa subdivisão pode ainda sofrer outros desdobramentos. Estas subdivisões podem ser negativas, pois um pesquisador pode-se especializar em apenas um dos subgrupos da biogeografia, perdendo a visão de conjunto, inclusive seu relacionamento com a sociedade humana.
A Biogeografia é uma ciência bastante complexa e vale destacar que a  se diferencia de outras ciências, como a Biologia, a Botânica e a Ecologia, por ter sempre seu enfoque voltado para a questão ESPACIAL
 
FITOGEOGRAFIA
A fitogeografia é um ramo da biogeografia  responsável por estudar a origem, distribuição, adaptação e associação das plantas de acordo com a localização geográfica e sua evolução.
Abrange conhecimentos relacionados à taxonomia, climatologia, ecologia, morfologia e fisiologia, além da fitossociologia para considerar qual a interferência do meio nas formações vegetais. Análise que chegou a ser esboçada ainda antes de Humboldt por Lineu em seu "Flora lapponica", de 1737. Porém foi a obra de Humboldt que marcou o início do estudo das plantas com relação a sua localização geográfica, sendo Humboldt por isso, considerado o pai da fitogeografia.

CLASSIFICAÇÃO DA VEGETAÇÃO:
Através dos estudos realizados pelos fitogeográfos foi possível compreender a relação dos fatores climáticos (como os ventos, a umidade e a temperatura), fisiográficos (altitude, exposição e declividade), e de iluminação (fototropismo, fotoperiodismo) no crescimento e desenvolvimento das plantas que nos fazem compreender porque diferentes regiões apresentam tipos de vegetações tão variadas. De acordo com a fitogeografia as plantas podem ser classificadas da seguinte forma:
 
Quanto à luz
  • heliófilas, quando preferem lugares com muito sol;
  • esciófilas, quando preferem a sombra;
  • intermediárias, quando preferem insolação intermediária;
  • indiferentes, quando a exposição à luz não causa grandes reações;
Quanto à tolerância a variação da luz
  • eurifóticas, quando a tolerância é grande;
  • estenofóticas, quando a tolerância é baixa;
Quanto à temperatura
  • microtermos, plantas adaptadas ao frio;
  • mesotermos, plantas adaptadas às temperaturas moderadas;
  • megatermos, plantas adaptadas ao calor;
Quanto à tolerância a variação da temperatura
  • euritermos, grande tolerância;
  • estenotermos, baixa tolerância;
Quanto à umidade
  • aquáticas, que vivem apenas na água;
  • higrófilas, que preferem lugares com muita umidade;
  • mesófilas, que preferem locais com umidade média;
  • xerófilas, adaptadas a locais com baixa umidade
  • Tropófitas – adaptam-se aos ambientes alternadamente úmidos e secos
  • Halófita – adaptam-se aos ambientes salgados
Quanto à tolerância a variação da umidade
  •  eurígricas, grande tolerância;
  •  estenoígricas, baixa tolerância
Quanto à altitude
  •  de planície;
  •  de montanha;
  •  subalpino;
  •  alpino;
  •  nival;
Quanto à acidez do solo
  •  acidófilos, preferem meios ácidos;
  •  basófilos, preferem meio básicos;
  •  neutrófilos, preferem meios neutros;
Quanto às folhas
  • Caducifólias- quando todas as folhas caem numa estação
  • Perenifólias - sempre verde,nunca perde todas as suas folhas.
 Forma
  • Latifoliadas - folhas largas e verdes
  • Aciculifoliadas – folhas em forma de ponta
Quanto à formação
  • Arbórea: árvores de grande porte.Ex: Floresta subtropical
  • Arbustiva: árvores de pequeno e médio portes
  • Herbácea: vegetação de campos, gramíneas.
  • Desértica:  vegetação esparsa, descontínua
  • Litorânea: vegetação submetida a ação do mar
Quanto à variedade de espécies
  • Homogênea:  predomínio de uma espécie.Ex: Taiga Siberiana
  • Heterogênea:  várias espécies numa mesma região
A ZOOGEOGRAFIA
É o ramo das Ciências Naturais que estuda a distribuição global das espécies animais. Para alcançar seu objetivo, os cientistas têm de recorrer aos Conhecimentos na área de geologia, paleontologia, ecologia e evolução.
De modo geral, a distribuição dos animais que hoje observamos está intimamente relacionada a eventos que ocorreram no passado. Nesse sentido, a paleontologia e a geologia são essenciais.
  • A paleontologia contribui no sentido de dizer onde viviam as espécies mais aparentadas com o grupo cuja distribuição estudamos, através do estudo do registro fossilífero.
  • A geologia, concentrando-se no estudo das rochas, traz informações sobre dois fenômenos determinantes na dinâmica das populações animais: a deriva continental e as variações climáticas. 
Segundo a teoria da tectônica de placas, toda a crosta terrestre é composta de placas que ao longo dos tempos se deslocam produzindo a chamada deriva continental. Assim, as várias massas de terra e os oceanos que hoje conhecemos, no passado estavam organizados de outra forma. Há 400 milhões de anos, por exemplo, havia apenas dois super-continentes: 
  1. Gondwana, formada pela atual América do Sul, Austrália, África, Antártida e Índia; 
  2. Laurásia, formada pela atual América do Norte, Europa e Ásia. 
Passados mais 150 milhões de anos, todos os continentes encontravam-se unidos numa única massa, a Pangea. Dessa forma, os continentes sempre foram (e estão) movendo-se lentamente, adquirindo diversas conformações. Toda a evolução dos animais ocorreu paralelamente ao movimento dos continentes, por isso estão intimamente relacionadas. A ocorrência na Austrália de praticamente apenas mamíferos marsupiais, deve-se ao fato de que o aparecimento dos mamíferos placentários ter ocorrido numa época em que a Austrália já encontrava-se separada dos demais continentes. 
Assim, poucos mamíferos dispunham de características que lhes permitissem atravessar oceanos e alcançar aquele continente distante.A explicação para as semelhanças da fauna da África e da América do Sul também está na deriva continental. Durante a maior parte da história da Terra, esses dois continentes estiveram interligados, portanto, grande parte da evolução de seus grupos animais ocorreu conjuntamente.
Como foi mencionado, fenômenos climáticos também podem influenciar a distribuição dos animais. Nesse caso, não estamos falando do fato de um dia ou um mês que choveu mais ou menos, referimo-nos a alterações climáticas globais. Em certos períodos da história da Terra ocorreu, por exemplo, um intenso esfriamento, as chamadas
Eras Glaciais ou Glaciações. Um dos efeitos dessas Glaciações, além da extinção de várias espécies, é a redução do nível do mar. 
Entre 200 mil e 12.000 anos atrás, uma dessas glaciações expôs uma estrita massa continental que ligava a América do Norte à Sibéria. 
Hoje, esta ponte de terra, a Beríngia, está submersa, mas na época permitiu que várias espécies animais passassem de um continente ao outro, entre elas estava o homem.
Não apenas fenômenos globais interferem na distribuição dos animais no planeta, características das espécies e do meio ambiente local ou regional também são determinantes para estabelecer sua ocorrência. 

Esses são aspectos estudados pela ecologia e pela evolução: a competição, a especiação, o isolamento geográfico, a dispersão, etc... Não é difícil perceber, por um lado, que alguns organismos jamais seriam capazes de sobreviver em outros ecossistemas pois ao longo de sua evolução foram selecionadas características que os tornaram altamente adaptados para um tipo de habitat. 
Animais que vivem no deserto, por exemplo, têm de suportar altas temperaturas diurnas e sobreviver com pequenas quantidades de água, sempre evitando a perda do fluido. 
Tamanha transformação na fisiologia e no desenvolvimento do ser depende de um longo processo de seleção natural, portanto, poucos animais possuem características que lhes possibilitem sobreviver. 
Paralelamente, a capacidade de sobreviver e se reproduzir em um dado ecossistema também depende das inter-relações entre os organismos. 
Por exemplo, um animal que se alimenta de certos animais possui estruturas para capturá-los e em um novo ambiente onde sua presa não ocorre seria impossível sua sobrevivência.
Desse modo, a distribuição de uma espécie pode ser restrita pela ausência de sua presa, pela competição com outro predador, ou mesmo pela necessidade de simbiontes para viver. 

Em suma, podemos concluir que inúmeros fatores são determinantes no estabelecimento da distribuição das espécies animais e não é uma tarefa fácil desvendar as causas por trás dessa distribuição.
 
 FONTE: 

CLIMAS DO BRASIL - RESUMÃO


ENTENDENDO O CLIMA
O extenso território brasileiro, a diversidade de formas de relevo, a altitude e dinâmica das correntes e massas de ar, possibilitam uma grande diversidade de climas no Brasil. Atravessado na região norte pela Linha do Equador e ao sul pelo Trópico de Capricórnio, o Brasil está situado, na maior parte do território, nas zonas de latitudes baixas -chamadas de zona intertropical-  nas quais prevalecem os climas quentes e úmidos, com temperaturas médias em torno de 20 ºC.
 A amplitude térmica - diferenças entre as temperaturas mínimas e máximas no decorrer do ano - é baixa, em outras palavras: a variação de temperatura no território brasileiro é pequena.


CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS BRASILEIRAS

Região Norte - Quanto ao regime térmico, apresenta clima quente com temperatura média anual variando entre 24° e 26°C na maior parte do ano. Nas áreas serranas as médias anuais são inferiores a 24°C e ao longo do baixo e médio Amazonas as médias ultrapassam os 26°C. No que diz respeito à pluviosidade, não há uma distribuição espacial homogênea como acontece com a temperatura. O total pluviométrico anual excede os 3.000 mm na foz do rio Amazonas, no litoral do Pará e a ocidente da região; já o corredor menos chuvoso, com total pluviométrico anual de 1500 a 1.700 mm, encontra-se na direção noroeste-sudeste de Roraima e leste do Pará.
Região Nordeste - O Nordeste do Brasil, em relação ao regime térmico, apresenta temperaturas elevadas cuja média anual varia de 20° a 28°C. Nas áreas situadas acima de 200m e no litoral oriental as temperaturas variam de 24° a 26°C. As médias anuais inferiores a 20°C encontram-se nas áreas mais elevadas da chapada Diamantina e da Borborema. A distribuição da pluviosidade da região nordeste é muito complexa, não só em relação ao período de ocorrência (três meses, podendo às vezes nem existir), como em seu total anual, que varia de 300 a 2.000 mm. Quanto ao período de ocorrência, o máximo ocorre no outono-inverno e o mínimo na primavera-verão, ao longo do litoral oriental e na encosta do planalto do Rio Grande do Norte à Bahia.
Região Sudeste - O clima dessa região é bastante diversificado no que diz respeito à temperatura, em função de três fatores principais: a posição latitudinal, a topografia acidentada e a influência dos sistemas de circulação perturbada. Corresponde a uma faixa de transição entre climas quentes das baixas latitudes e os climas mesotérmicos das latitudes médias, mas suas características mais fortes são de clima tropical. A temperatura média anual está entre 20°C na divisa entre São Paulo e Paraná, a 24°C ao norte de Minas Gerais. Nas áreas mais elevadas das serras do Espinhaço, Mantiqueira e do Mar, a média chega a ser inferior a 18°C. A pluviosidade é tão importante quanto a temperatura, com predominância de duas áreas bastante chuvosas: a primeira acompanha o litoral e a Serra do Mar e a outra vai do oeste de Minas Gerais até o município do Rio de Janeiro. A pluviosidade nessas áreas é sempre superior a 1.500 mm. Na Serra da Mantiqueira as chuvas ultrapassam 1.750 mm e no alto do Itatiaia alcançam 2.398 mm. Em São Paulo, na Serra do Mar, chove em média mais de 3.600 mm. Já foi registrado o máximo de chuva no país (4.457,8 mm), próximo a Paranapiacaba. No restante da região Sudeste, a pluviosidade atinge os 1.500 mm e nos vales do Jequitinhonha e Doce cerca de 900 mm.
Região Sul - Além do relevo e da posição geográfica, os sistemas de circulação atmosférica influenciam bastante na caracterização climática da região Sul que apresenta duas características próprias: a primeira é a homogeneidade quanto as chuvas e seu regime, e a outra a unidade climática. Em relação às temperaturas, o inverno é frio e o verão quente. A temperatura média anual fica entre 14° e 22°C e nos locais acima de 1.100 m, cerca de 10°C.No verão, nos vales dos rios Paranapanema, Paraná, Ibicuí e Jacuí, a média de temperatura é acima de 24°C e nas áreas mais elevadas é inferior a 20°C. Nas áreas baixas as temperaturas máximas chegam a alcançar 40°C, ultrapassando esses valores nos vales acima referidos e no litoral.
No inverno, a temperatura média oscila entre 10° e 15°C, exceto nos vales do Paranapanema-Paraná, Ribeira do Iguape, litoral do Paraná e Santa Catarina, onde as médias oscilam entre 15° e 18°C. A pluviosidade média anual situa-se entre 1.250 e 2.000 mm, excetuando-se o litoral do Paraná e o oeste de Santa Catarina, onde vai além de 2.000 mm. Numa pequena área litorânea de Santa Catarina e no norte do Paraná, a média anual de chuva é inferior a 1.250 mm.
Centro-Oeste — A região é bastante diversificada quanto à temperatura, em conseqüência do relevo, extensão longitudinal, continentalidade e circulação atmosférica. Já em relação à pluviosidade é mais homogênea. Nos extremos norte e sul da área, a temperatura média anual é de 22°C; nas chapadas situa-se entre 20° e 22°C. O inverno é brando, com ocorrência de temperaturas baixas em função da "friagem" (invasão de ar polar). A temperatura média do mês mais frio situa-se entre 15° e 24°C. A pluviosidade na região depende quase exclusivamente do sistema da circulação atmosférica. A média anual de chuvas varia entre 2000 e 3.000 mm ao norte de Mato Grosso e vai diminuindo para leste e sul, chegando a alcançar 1.500 mm a leste de Goiás e 1.250 mm no Pantanal Mato-Grossense. Apesar dessa diferença, a região tem bom índice de pluviosidade. A predominância de chuvas ocorre no verão, pois mais de 70% do total das chuvas caem entre novembro e março. O inverno é muito seco e as chuvas são raras. À medida que se caminha para o interior o período da estação seca cresce, chegando até quatro meses.
OS TIPOS DE CLIMA DO BRASIL
Para classificar um clima, devemos considerar a temperatura, a umidade, as massas de ar, a pressão atmosférica, correntes marítimas e ventos, entre muitas outras características. A classificação mais utilizada para os diferentes tipos de clima do Brasil assemelha-se a criada pelo estudioso Arthur Strahler, que se baseia na origem, natureza e movimentação das correntes e massas de ar.

De acordo com essa classificação, os tipos de clima do Brasil são os seguintes:

Clima Subtropical: presente na região sul dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por verões quentes e úmidos e invernos frios e secos. Chove muito nos meses de novembro à março. O índice pluviométrico anual é de, aproximadamente, 2000 mm. As temperaturas médias ficam em torno de 20º C. Recebe influência, principalmente no inverno, das massas de ar frias vindas da Antártida.
Clima Semiárido: presente, principalmente, no sertão nordestino, caracteriza-se pela baixa umidade e pouquíssima quantidade de chuvas. As temperaturas são altas durante quase todo o ano.
Clima Equatorial: encontra-se na região da Amazônia. As temperaturas são elevadas durante quase todo o ano. Chuvas em grande quantidade, com índice pluviométrico acima de 2500 mm anuais.
Clima Tropical: temperaturas elevadas (média anual por volta de 20°C), presença de umidade e índice de chuvas de médio a elevado.
Clima Tropical de altitude: ocorre principalmente nas regiões serranas do Espírito Santo, Rio de Janeiro e Serra da Mantiqueira. As temperatura médias variam de 15 a 21º C. As chuvas de verão são intensas e no inverno sofre a influência das massas de ar frias vindas pela Oceano Atlântico. Pode apresentar geadas no inverno.
Clima Tropical Atlântico (tropical úmido): presente, principalmente, nas regiões litorâneas do Sudeste, apresenta grande influência da umidade vinda do Oceano Atlântico. As temperaturas são elevadas no verão (podendo atingir até 40°C) e amenas no inverno (média de 20º C). Em função da umidade trazida pelo oceano, costuma chover muito nestas áreas.

RELEVO BRASILEIRO – RESUMÃO

A formação do relevo brasileiro decorre da ação de diversos elementos, como a estrutura geológica do território, os agentes internos, o tectonismo e o vulcanismo, e os agentes externos: as águas correntes e o intemperismo.
Entre as principais características do nosso relevo, destaca-se o predomínio das formações sedimentares recentes, que ocupam 64% da superfície. Tais formações se sobrepõem aos terrenos pré-cambrianos, mais antigos, que formam o embasamento de nosso relevo, de origem cristalina, e que afloram em 36% do território. Como reflexo dessa estrutura geológica, de base sedimentar, a altimetria de do relevo brasileiro vai caracterizar-se pelo predomínio das baixas e médias altitudes.
O relevo brasileiro, em sua formação, não sofreu a ação dos movimentos orogenéticos recentes, responsáveis pelo surgimento dos chamados dobramentos modernos e, por isso, caracteriza-se pela presença de três grandes formas: os planaltos as depressões e as planícies. Os planaltos e as depressões representam as formas predominantes, ocupando cerca de 95% do território, e têm origem e tanto cristalina quanto sedimentar. Em alguns pontos do território, especialmente nas bordas dos planaltos, o relevo apresenta-se muito acidentado, como a ocorrência de serras e escarpas. As planícies representam os 5% restantes do território brasileiro e são exclusivamente de origem sedimentar.
 
Classificação do relevo brasileiro
Existem várias classificações do nosso relevo, porém algumas delas se tornaram mais conhecidas e tiveram grande importância em momentos diferentes da nossa história.
A mais antiga delas é a que foi elaborada pelo professor Aroldo de Azevedo, na década de 40, que utilizava como critério para a definição das formas o nível altimétrico. Assim, a superfícies aplainadas que superassem a marca dos 200 m de altitude seriam classificadas como planaltos, e as superfícies aplainadas que apresentassem altitudes inferiores a 200 m seriam classificadas como planícies. Com base nisso, o Brasil dividia-se em oito unidades de relevo, sendo 4 planaltos, que ocupavam 59% do território e 4 planícies, que ocupavam os 41% restante.
No final da década de 50, o professor Aziz Nacib Ab'Saber apresentou uma nova classificação, com maior rigor científico, que utilizava como critério para a definição das formas o tipo de alteração dominante na superfície, ou seja, o processo de erosão e sedimentação. Planalto corresponderia a superfície aplainada, onde o processo erosivo estaria predominando sobre o sedimentar, enquanto a planície (ou terras baixas) se caracterizaria pelo inverso, ou seja, o processo sedimentar estaria se sobrepondo ao processo erosivo. Por essa divisão, o relevo brasileiro se compunha de 10 unidades, sendo 7 planaltos, que ocupavam 75% do território, e três planícies, que ocupavam os 25 restantes.
A localização de 92% do território brasileiro na zona intertropical e as baixas altitudes do relevo explicam a predominância de climas quentes, com médias de temperatura superiores a 20º C. Os tipos de clima presentes no Brasil são: equatorial, tropical, tropical de altitude, tropical atlântico, semi-árido e subtropical.
O clima equatorial domina a região amazônica e se caracteriza por temperaturas médias entre 24º C e 26º C e amplitude térmica anual (diferença entre a máxima e a mínima registrada durante um ano) de até 3º C. As chuvas são abundantes (mais de 2.500 mm/ano) e regulares, causadas pela ação da massa equatorial continental. No inverno, a região pode receber frentes frias originárias da massa polar atlântica. Elas são as responsáveis pelo fenômeno da friagem, a queda brusca na temperatura, que pode chegar a 10º C.
Extensas áreas do planalto central e das regiões Nordeste e Sudeste são dominadas pelo clima tropical. Nelas, o verão é quente e úmido e o inverno, frio e seco. As temperaturas médias excedem os 20º C, com amplitude térmica anual de até 7º C. As chuvas variam de 1.000 a 1.500 mm/ano.
O tropical de altitude predomina nas partes altas do Planalto Atlântico do Sudeste, estendendo-se pelo norte do Paraná e sul do Mato Grosso do Sul. Apresenta temperaturas médias entre 18º C e 22º C e amplitude térmica anual entre 7º C e 9º C. O comportamento pluviométrico é igual ao do clima tropical. As chuvas de verão são mais intensas devido à ação da massa tropical atlântica. No inverno, as frentes frias originárias da massa polar atlântica podem provocar geadas.
A faixa litorânea que vai do Rio Grande do Norte ao Paraná sofre atuação do clima tropical atlântico. As temperaturas variam entre 18º C e 26º C, com amplitudes térmicas crescentes conforme se avança para o sul. Chove cerca de 1.500 mm/ano. No litoral do Nordeste, as chuvas intensificam-se no outono e no inverno. Mais ao sul, são mais fortes no verão.
O clima semi-árido predomina nas depressões entre planaltos do sertão nordestino e no trecho baiano do vale do Rio São Francisco. Suas características são temperaturas médias elevadas, em torno de 27º C, e amplitude térmica em torno de 5º C. As chuvas, além de irregulares, não excedem os 800 mm/ano, o que leva às "secas do Nordeste", os longos períodos de estiagem.
O clima subtropical predomina ao sul do Trópico de Capricórnio, compreendendo parte de São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul e os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por temperaturas médias inferiores a 18º C, com amplitude térmica entre 9º C e 13º C. Nas áreas mais elevadas, o verão é suave e o inverno frio, com nevascas ocasionais. Chove entre 1.500 mm e 2.000 mm.
A mais recente classificação do relevo brasileiro é a proposta pelo professor Jurandyr Ross, divulgada em 1995. Fundamentando suas pesquisas nos dados obtidos a partir de um detalhado levantamento da superfície do território brasileiro, realizado através de sistema de radares do projeto Radambrasil, do Ministério de Minas e Energia, o professor Ross apresenta uma subdivisão do relevo brasileiro em 28 unidades, sendo 11 planaltos,11 depressões e 6 planícies.
Essa nova classificação utilizou como critério a associação de informações sobre o processo de erosão, sedimentação dominante na atualidade, com a base geológica e estrutural do terreno e ainda com o nível altimétrico do lugar. Assim, define-se planalto como uma superfície irregular, com altitudes superiores a 300 m, e que teve origem a partir da erosão sobre rochas cristalinas ou sedimentares; depressão é uma superfície mais plana, com altitudes entre 100 e 500 m, apresentando inclinação suave, resultante de prolongado processo erosivo, também sobre rochas cristalinas ou sedimentares; e planície é uma superfície extremamente plana e formada pelo acúmulo recente de sedimentos fluviais, marinhos ou lacustres.
Vejamos uma síntese com as características mais importantes de cada uma das subunidades do relevo brasileiro, segundo a mais recente classificação (a do professor Jurandyr Ross).

Planaltos
1) Planalto da Amazônia Oriental - constitui-se de terrenos de uma bacia sedimentar e localiza-se na metade leste da região, numa estreita faixa que acompanha o rio Amazonas, do curso médio até a foz. Suas altitudes atingem cerca de 400 m na porção norte e 300 m na porção sul.
2) Planaltos e Chapadas da Bacia do Parnaíba - constituem-se também de terrenos de uma bacia sedimentar, estendendo-se das áreas centrais do país (GO-TO), até as proximidades do litoral, onde se alargam, na faixa entre Pará e Piauí, sendo cortados de norte a sul, pelas águas do rio Parnaíba. Aí encontramos a predominância das formas tabulares, conhecidas como chapadas.
3) Planaltos e Chapadas da Bacia do Paraná - caracterizam-se pela presença de terrenos sedimentares e pelos depósitos de rocha de origem vulcânica, da era mesozóica. Localizam-se na porção meridional do país, acompanhando os cursos dos afluentes do rio Paraná, estendendo-se desde os estados de Mato Grosso e Goiás, até o Rio Grande do Sul, ocupando a faixa ocidental dessa região, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.
4) Planalto e Chapada dos Parecis - estendendo-se por uma larga faixa no sentido leste-oeste na porção centro-ocidental do país, indo do Mato Grosso até Rondônia. Dominados pela presença de terrenos sedimentares, suas altitudes atingem cerca de 800 m, exercendo a função de divisor de águas das bacias dos rios Amazonas, Paraguai e Guaporé.
5) Planaltos Residuais Norte-Amazônicos - ocupam uma área onde se mesclam terrenos sedimentares e cristalinos, na porção mais setentrional do país, do Amapá até o Amazonas, caracterizando-se em alguns pontos pela definição das fronteiras brasileiras e em outros, pela presença das maiores altitudes do Brasil, como o Pico da Neblina (3014 m), na divisa do estado de Roraima com a Venezuela.
6) Planaltos Residuais Sul-Amazônicos - também ocupam terrenos onde se mesclam o rochas sedimentares e cristalinas, estendendo se por uma larga faixa de terras ao sul do Rio Amazonas, desde a porção meridional do Pará até Rondônia. O destaque dessa subunidade é a presença de algumas formações em que são encontradas jazidas minerais de grande porte (é o caso da serra dos Carajás, no Pará).
7) Planaltos e Serras do Atlântico Leste e Sudeste - ocupam uma larga faixa de terras na porção oriental do país e, em terrenos predominantemente cristalinos, onde observamos a presença de superfícies bastante acidentadas, com sucessivas escarpas de planalto; daí o fato de ser chamada a região de "domínio dos mares de morros". Aí encontramos também formações de elevadas altitudes, como as serras do Mar e da Mantiqueira, que caracterizam este planalto como sendo a "região das terras altas". Na porção mais interior dessas subunidade, em Minas Gerais, encontramos uma importante área rica em minério, na serra do Espinhaço, na região denominada Quadrilátero Ferrífero.
8) Planaltos Serras de Goiás-Minas - terrenos de formação antiga, predominantemente cristalinos, que se estendem do sul de Tocantins até Minas Gerais, caracterizando-se por formas muito acidentadas que como a serra da Canastra, onde estão as nascentes do rio São Francisco - entremeadas de formas tabulares, como as chapadas nas proximidades do Distrito Federal.
9) Serras e Residuais do Alto Paraguai - ocupam uma área de rochas cristalinas e rochas sedimentares antigas, que se concentram ao norte e ao sul da grande planície do Pantanal, no oeste brasileiro. Aí, na porção meridional, destaca-se a serra da Bodoquena, onde as altitudes alcançam cerca de 800 m.
10) Planalto da Borborema - corresponde a uma área de terrenos formados de rochas pré cambrianos e sedimentares antigas, aparecendo na porção oriental no nordeste brasileiro, a leste do estado de Pernambuco, como um grande núcleo cristalino e isolado, atingindo altitudes em torno de 1.000 m.
11) Planalto Sul-rio-grandense - superfície caracterizada pela presença de rochas de diversas origens geológicas, apresenta um certo predomínio de material pré cambriano. Localiza-se na extremidade meridional do país, no sul do Rio Grande do Sul, onde encontramos as famosas "coxilhas", que são superfícies convexas, caracterizadas por colinas suavemente onduladas, com altitudes inferiores a 450 m.
 
Depressões
12) Depressão da Amazônia Ocidental - corresponde a uma enorme área de origem sedimentar no oeste da Amazônia, com altitudes em torno de 200 m, apresentando uma superfície aplainada, atravessada ao centro pelas águas do rio Amazonas.
13) Depressão Marginal Norte Amazônia - localizada na porção norte da Amazônia, entre o planalto da Amazônia oriental e os planaltos residuais norte amazônicos, com altitudes que variam entre 200 e 300 m. Com rochas cristalinas e sedimentares antigas, e estende-se entre o litoral do Amapá e a fronteira do estado do Amazonas com a Colômbia.
14) Depressão Marginal Sul Amazônia - com terrenos predominantemente sedimentares e altitudes variando entre 100 e 400 m, está localizado na porção meridional da Amazônia, intercalando-se com as terras dos planaltos residuais sul amazônicos.
15) Depressão do Araguaia - acompanha quase todo o vale do rio Araguaia e apresenta terrenos sedimentares, com uma topografia muito plana e altitudes entre 200 e 350 m. Em seu interior encontramos a planície do rio Araguaia.
16) Depressão Cuiabana - localizada no centro do país, encaixada entre os planaltos da bacia do Paraná, dos Parecis e do alto Paraguai, caracteriza-se pelo predomínio dos terrenos sedimentares de baixa altitude, variando entre 150 e 400 m.
17) Depressão do Alto Paraguai-Guaporé - superfície caracterizada pelo predomínio das rochas sedimentares, localiza-se entre os rios Jauru e Guaporé, no estado de Mato Grosso.
18) Depressão do Miranda - atravessada pelo rio Miranda, localiza-se no MS, ao sul do Pantanal. É uma área em que predominam rochas cristalinas pré cambrianas, com altitudes extremamente baixas, entre 100 e 150 m.
19) Depressão Sertaneja e do São Francisco - ocupam uma extensa faixa de terras que se alonga desde as proximidades do litoral do Ceará e Rio Grande do Norte, até o interior de Minas Gerais, acompanhando quase todo o curso do rio São Francisco. Apresentam variedade de formas e de estruturas geológicas, porém destaca-se a presença do relevo tabular, as chapadas, como as do Araripe (PE-CE) e do Apodi (RN).
20) Depressão do Tocantins - acompanha todo o trajeto do Rio Tocantins, quase sempre em terrenos de formação cristalinas pré cambriana. Suas altitudes declinam de norte para sul, variando entre 200 e 500 m.
21) Depressão Periférica da Borda Leste da Bacia do Paraná - caracterizada pelo predomínio dos terrenos sedimentares das eras Paleozóica e Mesozóica, aparece como uma larga faixa de terras, localizada entre as terras dos planaltos da bacia do Paraná e do Atlântico leste e sudeste. Suas altitudes oscilam entre 600 e 700 m.
22) Depressão Periféricas sul-rio-grandense - ocupam as terras sedimentares drenadas pelas águas do rio Jacuí e do Rio Ibicuí, no Rio Grande do Sul. Caracteriza-se por baixas altitudes, que variam em torno dos 200 m.
 
Planícies
23) Planície do Rio Amazonas - a região das terras baixas amazônicas era considerada uma das maiores planícies do mundo, mas atualmente todo esse espaço divide-se em várias unidades, classificadas como planaltos, depressões e planície. Se considerássemos apenas a origem, seus,1,6 milhões de quilômetros quadrados formariam uma grande planície, pois a origem é sedimentar. Se considerássemos a altimetria, também denominaríamos esta região de planície, pois não ultrapassa 150 m de altitude. Considerando-se, no entanto, o processo erosivo e deposicional, percebemos que mais de 95% dessas terras baixas são, na verdade, planaltos ou depressões de baixa altitude, onde o processo erosivo se sobrepõe ao de sedimentação restando à planície verdadeira uma estreita faixa de terras às margens dos grandes rios da região.
24) Planície do Rio Araguaia - é uma planície estreita que se estende no sentido norte-sul, margeando o trecho médio do rio Araguaia, em terras dos estados de Goiás e Tocantins. Em seu interior, o maior destaque fica com a ilha do Bananal que, com uma área de cerca de 20.000 km2 , é a maior ilha fluvial do planeta.
25) Planície e Pantanal do Rio Guaporé - trata-se de uma faixa bastante estreita de terras planas e muito baixas, que se alonga pelas fronteiras ocidentais do país, penetrando a noroeste, no território boliviano, tendo seu eixo marcado pelas águas do rio Guaporé.
26) Planície e Pantanal Mato-grossense - corresponde a uma grande área que ocupa porção mais ocidental do Brasil Central. É de formação extremamente recente, datando do período quaternário da era Cenozóica; por isso apresenta altitudes muito modestas, em torno de 100 m acima do nível do mar. É considerada a mais típica planície brasileira, pois está em constante processo de sedimentação. Todo ano, durante o verão, as chuvas aumentam o nível de águas dos rios, que transbordam. Como o declive do relevo é mínimo, o fluxo maior das águas que descem para o Pantanal supera a capacidade de escoamento do rio Paraguai, eixo fluvial que atravessa a planície de norte a sul, ocasionando, então, as grandes enchentes que transformam toda a planície numa enorme área alagada (vem daí o nome "pantanal").
Passado o verão, com a estiagem do inverno, o rio retorna ao seu leito normal, e o Pantanal transforma-se então numa enorme área plana, coberta de campos, como uma planície comum.
27) Planície da Lagoa dos Patos e Mirim - ocupa quase a totalidade do litoral gaúcho, expandindo-se na porção mais meridional até o território do Uruguai. A originalidade dessa planície está em sua formação dominantemente marinha e lacustres, com mínima participação da deposição de origem fluvial.
28) Planícies e Tabuleiros Litorâneos - correspondem a inúmeras porções do litoral brasileiro e quase sempre ocupam áreas muito pequenas. Geralmente localizam se na foz de rios que deságuam no mar, especialmente daqueles de menor porte. Apresentam-se muito largas no litoral norte e quase desaparecem no litoral sudeste. E em trechos do litoral nordestino, essas pequenas planícies apresentam-se intercaladas com áreas de maior elevação as barreiras-, também de origem sedimentar.

VEGETAÇÃO NO BRASIL - RESUMÃO


Associada aos diversos climas, relevos e solos, no Brasil há uma variedade de formações vegetais. Explorada desde a colonização, a vegetação original é a primeira fonte de riqueza do país.....

HIDROGRAFIA DO BRASIL - RESUMÃO

HIDROGRAFIA
Definição

A hidrografia é o ramo da geografia física que estuda as águas do planeta, abrangendo portanto rios, mares, oceanos, lagos, geleiras, água do subsolo e da atmosfera. A grande parte da reserva hídrica mundial (mais de 97%) concentra-se em oceanos e mares, com um volume de 1.380.000.000 km³. Já as águas continentais representam pouco mais de 2% da água do planeta, ficando com um volume em torno de 38.000.000 km³.

 Hidrografia do Brasil

O Brasil tem um dos maiores complexos hidrográficos do mundo, apresentando rios com grandes extensões, larguras e profundidades. A maioria dos rios brasileiros nasce em regiões pouco elevadas, com exceção do rio Amazonas e de alguns afluentes que nascem na cordilheira dos Andes. O Brasil possui 8% de toda a água doce que está na superfície da Terra. Além disso, a maior bacia fluvial do mundo, a Amazônica, também fica no Brasil. Somente o rio Amazonas desagua no mar um quinto de toda a água doce que é despejada nos oceanos.
  
Rios de planalto e de planície
Devido à natureza do relevo, no Brasil predominam os rios de planalto, que apresentam rupturas de declive, vales encaixados, entre outras características, que lhes conferem um alto potencial para a geração de energia elétrica. Encachoeirados e com muitos desníveis entre a nascente e a foz, os rios de planalto apresentam grandes quedas-d'água. Assim, em decorrência de seu perfil não regularizado, ficam prejudicados no que diz respeito à navegabilidade. Os rios São Francisco e Paraná são os principais rios de planalto.
 Em menor quantidade, temos no Brasil os rios que correm nas planícies, sendo usados basicamente para a navegação fluvial, por não apresentarem cachoeiras e saltos em seu percurso. Como exemplo, podem ser citados alguns rios da bacia Amazônica (região Norte) e da bacia Paraguaia (região Centro-Oeste, ocupando áreas do Pantanal Mato-Grossense). Entre os grandes rios nacionais, apenas o Amazonas e o Paraguai são predominantemente de planície e largamente utilizados para a navegação.
 Apesar da maioria dos rios brasileiros nunca secar, alguns apresentam características curiosas, como por exemplo o Jagauribe (Ceará), que desaparece nas secas, e o Paraguaçu (Bahia), que se torna subterrâneo e depois volta a ficar visível.



 
 Bacias hidrográficas
Uma bacia hidrográfica é um conjunto de terras drenadas por um rio principal, seus afluentes e sub-afluentes. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) classifica os rios em nove bacias. São elas:

Bacia do Amazonas - É a maior bacia hidrográfica do mundo, com 7.050.000 km², sendo mais da metade localizado em terras brasileiras. Abrange também terras da Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname. Seu rio principal, o Amazonas, nasce no Peru com o nome de Vilcanota e recebe posteriormente os nomes de Ucaiali, Urubamba e Marañon. Quando entra no Brasil, passa a se chamar Solimões e, após o encontro com o Rio Negro, perto de Manaus, recebe o nome de Rio Amazonas.

Bacia do Nordeste* - Abrange diversos rios de grande porte e de significado regional, como: Acaraú, Jaguaribe, Piranhas, Potengi, Capibaribe, Una, Pajeú, Turiaçu, Pindaré, Grajaú, Itapecuru, Mearim e Parnaíba. O rio Parnaíba forma a fronteira dos estados do Piauí e Maranhão, desde suas nascentes na serra da Tabatinga até o oceano Atlântico, além de representar uma importante hidrovia para o transporte dos produtos agrícolas da região.

Bacia do Tocantins-Araguaia - Com uma área superior a 800.000 km2, a bacia do rio Tocantins-Araguaia é a maior bacia hidrográfica inteiramente situada em território brasileiro. O rio Tocantins nasce na confluência dos rios Maranhão e Paraná (GO), enquanto o Araguaia nasce no Mato Grosso. Localiza-se nessa bacia a usina de Tucuruí (PA), que abastece projetos para a extração de ferro e alumínio.

Bacia do Paraguai - Destaca-se por sua navegabilidade, sendo bastante utilizada para o transporte de carga. Assim, torna-se importante para a integração dos países do Mercosul.. Suas águas banham terras brasileiras, paraguaias e argentinas.

Bacia do Paraná - É a região mais industrializada e urbanizada do país. Na bacia do Paraná reside quase um terço da população brasileira, sendo os principais aglomerados urbanos as regiões metropolitanas de São Paulo, Campinas e de Curitiba. O rio Paraná, com aproximadamente 4.100 km, tem suas nascentes na região Sudeste, separando as terras do Paraná do Mato Grosso do Sul e do Paraguai. O rio Paraná é o principal curso d'água da bacia, mas também são muito importantes os seus afluentes e formadores, como os rios Grande, Paranaíba, Tietê, Paranapanema, Iguaçu, dentre outros. Essa bacia hidrográfica é a que tem a maior produção hidrelétrica do país, abrigando a maior usina hidrelétrica do mundo: a Usina de Itaipu, no Estado do Paraná, projeto conjunto entre Brasil e Paraguai.

Bacia do São Francisco - Nasce em Minas Gerais, na serra da Canastra, atravessando os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. O Rio São Francisco é o principal curso d'água da bacia, com cerca de 2.700 km de extensão e 168 afluentes. De grande importância política, econômica e social, principalmente para a região nordeste do país, é navegável por cerca de 1.800 km, desde Pirapora, em Minas Gerais, até a cachoeira de Paulo Afonso. O principal aglomerado populacional da bacia do São Francisco corresponde à Região Metropolitana de Belo Horizonte, na região do Alto São Francisco.

Bacia do Sudeste-Sul* - É composta por rios da importância do Jacuí, Itajaí e Ribeira do Iguape, entre outros. Os mesmos possuem importância regional, pela participação em atividades como transporte hidroviário, abastecimento d'água e geração de energia elétrica.

Bacia do Uruguai - É formada pelo rio Uruguai e por seus afluentes, desaguando no estuário do rio da Prata, já fora do território brasileiro. O rio Uruguai é formado pelos rios Canoas e Pelotas e serve de divisa entre os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Faz ainda a fronteira entre Brasil e Argentina e entre Argentina e Uruguai. Deságua no oceano após percorrer 1.400 km. A região hidrográfica do Uruguai apresenta um grande potencial hidrelétrico, possuindo uma das maiores relações energia/km² do mundo.

Bacia do Leste* - Assim como a bacia do nordeste, esta bacia possui diversos rios de grande porte e importância regional. Entre eles, temos os rios Pardo, Jequitinhonha, Paraíba do Sul, Vaza-Barris, Itapicuru, das Contas, Paraguaçu, entre outros. O rio Paraíba do Sul, por exemplo, situa-se entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, apresentando ao longo do seu curso diversos aproveitamentos hidrelétricos, cidades ribeirinhas de porte e indústrias importantes, como a Companhia Siderúrgica Nacional.

* são chamadas bacias agrupadas, pois não possuem um rio principal para nomeá-las

Hidrografia no Mundo

Confira a seguir a lista dos maiores rios, oceanos, mares e bacias hidrográficas do mundo. 
Nome e local
Extensão (km)
Foz
Amazonas, Brasil
6.868
Oceano Atlântico
Nilo, Egito
6.671
Mar Mediterrâneo
Xi-Jiang, China
5.800
Mar da China
Mississippi-Missouri, EUA
5.620
Golfo do México
Obi, Federação Russa
5.410
Golfo de Obi
 Os maiores rios

Nome
Área (km²)
Profundidade máxima (m)
Oceano Pacífico
179.700.000
11.020
Oceano Atlântico
106.100.000
7.758
Mar Glacial Ártico
14.090.000
5.450
Mar do Caribe
2.754.000
7.680
Mar Mediterrâneo
2.505.000
5.020
Os maiores oceanos e mares 

Nome
Local
Área (km²)
Bacia Amazônica
Brasil
7.050.000
Bacia do Congo
Zaire
3.690.000
Bacia do Mississippi
EUA
3.328.000
Bacia do Rio da Prata
Brasil
3.140.000
Bacia do Obi
Federação Russa
2.975.000
  As maiores bacias hidrográficas