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segunda-feira, 1 de outubro de 2012

LIVRO NEGRO - CUIDADO....NÃO ME TOQUE!




Cuidado: Esta fera rastejante tem apenas 5 centímetros, mas mata. O contato com o veneno desta taturana queima como óleo fervendo e faz sangrar.





Ao encostar-se à massa de pelos, meio escondida no tronco de uma árvore qualquer, vem a queimadura lancinante. O efeito é imediato. A sensação é de óleo fervendo sobre a pele. No mesmo dia surgem as dores por todo o corpo, especialmente na cabeça. Entre 8 e 72 horas, começará a hemorragia. Formam-se hematomas por toda parte, dos poros às gengivas. O mais perigoso é o que menos se vê: quando há sangramento dentro do cérebro, pode ser fatal.
O primeiro ataque da pequena Lonomia obliqua foi registrado em 1989. Até então, essas devoradoras de folhas de árvores, que aparecem do norte ao sul do país, não chamavam muita atenção. Nem têm um nome popular só para elas. Como outras larvas de mariposas, são simplesmente chamadas de bichos-cabeludos, orugas, bugius ou taturanas. Nenhum inseto desse tipo é agressivo, e a protagonista desta história não é exceção. Dedica tempo integral à única atividade que interessa em sua monótona existência, que é comer o máximo possível para acumular forças, entrar bem preparada na metamorfose e  ganhar asas. Feito isso, a mariposa dura cerca de uma semana, durante a qual põe ovos e.
O motivo, segundo os biólogos, foi a rápida destruição das florestas onde ela engordava sem grande risco de causar acidentes. Seu habitat natural ficou vinte vezes menor dos anos 50 até hoje. Com o desmatamento, ela passou a proliferar muito perto das residências, em fazendas, vilas e cidades, dando preferência a plantas domésticas como o abacateiro, a goiabeira e a ameixeira. Uma temeridade. A oblíqua destila um dos venenos mais violentos encontrados na natureza.

Soro é feito de anticorpos de cavalos
A taturana que mata ainda evoca terror, mas é cada vez menos provável que no futuro venha a morrer gente por sua causa. É que agora existe um soro capaz de anular o efeito da terrível toxina produzida por ela. O remédio foi preparado pelo Instituto do Butantã, em São Paulo.

As quatro caras da matadora

O inseto só é perigoso na segunda etapa da metamorfose.



O ninho na folha
A oblíqua fêmea costuma pôr duas ou três dúzias de ovos milimétricos numa única folha. A incubação demora 17 dias, um pouco mais ou menos. Dos ovos saem as larvas, a fase seguinte do ciclo.

Comer, comer, comer

Larvas existem para acumular energia e preparar para a procriação. Nessa fase, que dura 80 dias, a oblíqua só faz comer folhas à noite e dormir de dia, em grupos. Só nessa etapa é perigosa.

Espera na clausura
O próximo passo consiste numa longa e silenciosa preparação para o futuro. Na forma de pupa, a larva se fecha num casulo que fica 70 dias imóvel, preso debaixo de folhas mortas, no chão.



Fera em traje de gala
Por fim, a pupa vira mariposa, que é inofensiva. E não come. Nem tem boca. Sua meta é acasalar, num ritual que demora dez horas, e por ovos. Essa fase dura seis dias para o macho e oito para a fêmea. Aí, morrem. O corpo, bem simples, é quase todo ocupado pelo intestino. O veneno corre num canal dentro da cerda e talvez só espirre para fora quando esta se quebra. Mas o pelo também pode atuar como agulha, injetando a toxina na pele.



FONTE: 
mundobizarro/superinteressante/wikipedia
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