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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

MAIORES PEIXES DE ÁGUA DOCE DO BRASIL


O oceano não é o único ambiente em que é possível encontrar peixes gigantes. Embora o peixe típico de água doce seja menor que os de água salgada, há poucos que podem crescer em tamanhos gigantes. No Brasil, os monstros dos rios são o pirarucu e a piraíba.




Os maiores peixes de água doce do Brasil são o pirarucu (Arapaima gigas) e a piraíba (Brachyplatystoma filamentosum). Considerados também dois dos maiores peixes do mundo, alcançam, em média, 2,5 metros e podem atingir 200 quilos. No passado, existiam pirarucus ainda maiores, próximos dos 3 metros. Para crescer tanto, ele teria de viver muitos anos, o que não ocorre hoje em dia, por causa da intensa atividade pesqueira. O pirarucu é mais encontrado na região amazônica, onde tem grande importância econômica — suas escamas, por exemplo, são usadas para fazer artesanato e lixas de unhas. A piraíba também vive na mesma região. Outros grandalhões da Amazônia são o peixe-boi (2,8 metros) e o boto-cor-de-rosa (2,5 metros), mas ambos não entram nesse ranking, pois não são peixes, e sim mamíferos aquáticos. Entre os peixes de água salgada do nosso litoral, alguns dos maiores são o tubarão-baleia (12 metros e 12 toneladas), o agulhão-negro (3,5 metros e mais de 600 quilos) e o mero (2 metros e até 400 quilos). "Apesar de enorme, o tubarão-baleia é inofensivo, se alimenta de zooplâncton e pequenos peixes". O Brasil possui mais de 2 mil espécies de peixe de água doce e pelo menos 1300 peixes marinhos.

Os gigantes das águas doces que vivem em diferentes regiões do país.
PIRARUCU (Arapaima gigas)
Tamanho - cerca de 2,5 m
Peso - até 200 kg
Onde vive - rios da bacia Amazônica
O pirarucu gosta de nadar em águas calmas e rasas e se alimenta de peixes como cascudo, pescada e tucunaré, além de camarão, caramujos, tartarugas e até cobras. Quando está para acasalar, a cabeça do macho fica preta e a fêmea ganha um tom amarronzado.

PIRAÍBA(Brachyplatystoma filamentosum)
Tamanho - cerca de 2,5 m
Peso - 200 kg
Onde vive - rios da Amazônia e região do Araguaia—Tocantins
A piraíba é um bagre de corpo roliço e hábito noturno. É nesse período que ela sai para caçar, principalmente pequenos bagres de outras espécies, caranguejos e répteis. Na época da reprodução, é capaz de migrar 4 mil quilômetros para encontrar o local ideal para lançar seus ovos.

PORAQUÊ (Electrophorus electricus)
Tamanho - mais de 2 m
Peso - cerca de 20 kg
Onde vive - em quase toda América do Sul
Conhecido como peixe-elétrico, ele parece uma enguia. O poraquê é capaz de produzir uma descarga elétrica de até 600 volts, arma que usa para se defender e caçar seu almoço — pequenos peixes. A cada oito minutos, em média, o poraquê tem de subir à superfície para respirar.


JAÚ (Paulicea luetkeni)
Tamanho - 1,5 m
Peso - mais de 100 kg
Onde vive - bacias dos rios Amazonas e Paraná
Muito procurado por pescadores esportivos, o jaú, quando fisgado, pode arrastar uma canoa por vários quilômetros. Ele gosta de viver em rios caudalosos e de se esconder perto de pedras submersas. Uma de suas presas preferidas é o armau, pequeno peixe comum no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul.

DOURADO (Salminus maxillosus)
Tamanho - mais de 1 m
Peso - mais de 20 kg
Onde vive - bacias dos rios Paraná e São Francisco
Coberto de escamas douradas, ele é famoso pelos saltos espetaculares que costuma dar para fora da água quando é fisgado por pescadores. Em geral, nada em cardumes nas correntezas dos rios e realiza longas migrações reprodutivas. Tem dentes afiados e é um predador temido e voraz.

TAMBAQUI (Colossoma macropomum)
Tamanho - cerca de 1 m
Peso - 35 kg
Onde vive - rios da Amazônia e na bacia do Paraná
O tambaqui tem o maxilar prolongado para frente e uma forte mordida. No período da seca nos rios da Amazônia, ele vive praticamente sem se alimentar, graças à gordura acumulada no corpo. Na cheia, ruma para trechos de mata inundados, onde come frutas e sementes.




Fonte: Dicionário dos Peixes do Brasil - Hitoshi Nomura/
Peixes: Costa Brasileira - Alfredo Carvalho Filho, Melro,
www.pesca.com.br/  mundoestranho.
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