Pesquisar no blog

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PINTURAS DA NATUREZA - I - PASSARINHOS


Mais sábios que os homens são os pássaros. Enfrentam as tempestades noturnas, tombam de seus ninhos, sofrem perdas, dilaceram suas histórias. Pela manhã, têm todos os motivos para se entristecer e reclamar, mas cantam agradecendo a Deus por mais um dia. - Augusto cury




E vocês, portadores de nobre inteligência, que fazem com suas perdas?


Espécie endêmica do Brasil. Ave símbolo da Mata Atlântica. Uma das mais espetaculares aves do mundo. O tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), também conhecido como sangue-de-boi, tiê-fogo, chau-baêta e tapiranga, é uma ave sul-americana  passeriforme da família Thraupidae. Reconhecida pela beleza de sua plumagem vermelha.
Características
A plumagem do macho é de um vermelho-vivo, que lhe deu origem ao nome. Parte das asas e da cauda são pretas. A espécie apresenta dimorfismo sexual, sendo a plumagem da fêmea menos vistosa, de cor parda nas partes superiores e marrom-avermelhada nas inferiores. O macho imaturo é semelhante à fêmea na plumagem, mas o bico é totalmente negro e não pardo. Uma característica importante do gênero Ramphocelus, e que ocorre exclusivamente no sexo masculino, é a calosidade branca reluzente na base da mandíbula. Apesar da beleza da plumagem, essa espécie não é considerada entre as que possuem canto mais bonito. A vocalização de chamada é muito dura. O canto é um gorjear melodioso e trissilábico, que costuma ser repetido sem pressa. Às vezes, alguns indivíduos vocalizam juntos. Pesa cerca de 31 gramas e mede 19 centímetros de comprimento.
Alimentação
O tiê-sangue é frugívoro, tendo predileção pelos frutos da embaúba. Como as árvores do gênero Cecropia são bastante comuns em áreas em recuperação, bem como em locais próximos a cursos ou reservas de água, o tiê-sangue, apesar de não raro ser vítima de contrabando, não encontra-se imediatamente ameaçado de extinção. Alimenta-se também de insetos e vermes. Um fator que beneficiou a manutenção da população do tiê-sangue e de outros thraupídeos no litoral do Sudeste, foi o da extensiva cultura da banana, que fornece uma rica fonte de alimentação durante todo o ano, a um grande número de espécies. Aprecia os frutos da fruta-de-sabiá ou marianeira (Acnistus arborescens)
Reprodução
Reproduz na primavera e no verão. Chega à maturidade sexual aos 12 meses. Mas a soberba plumagem rubro-negra do macho só é adquirida no segundo ano de vida. Constrói o ninho em forma de cesto e muitas vezes é forrado com materiais do tipo: fibra de palmeira, fibra de sisal, fibra de coco e raiz de capim. A fêmea põe 2 ou 3 ovos verde-azulados lustrosos, com pintas pretas, pesando em média 3g. Apenas a fêmea incuba, no entanto após o nascimento dos filhotes, vários indivíduos alimentam a prole, inclusive machos. As posturas ocorrem de duas a três vezes por temporada com período de incubação de 13 dias, os filhotes tornam-se independentes aproximadamente 35 dias após o nascimento. Durante o acasalamento os machos costumam levantar a cabeça verticalmente, exibindo ao máximo a base reluzente da mandíbula para assim atrair a fêmea. Seu comportamento é semelhante ao da pipira-vermelha(Ramphocelus carbo), porém vive mais aos pares do que em pequenos grupos. Costuma frequentar comedouros.
Distribuição Geográfica
Encontrado exclusivamente no Brasil, da Paraíba a Santa Catarina. Varia de incomum a localmente comum em capoeiras baixas, bordas de florestas, restingas e plantações, às vezes também em parques e praças de cidades. Existem duas subespécies: R. b. bresilius e R. b. dorsalis. A primeira ocorre da Paraíba ao sul da Bahia. A segunda apresenta a plumagem do dorso mais escura e ocorre do sul da Bahia a Santa Catarina. Pela ampla área de distribuição e quantidade de indivíduos registrados, essa espécie é considerada como Pouco Preocupante de extinção na natureza.

Espécie endêmica do Brasil. O corrupião é um Passeriforme da família Icteridae. Também conhecido como concriz, joão-pinto e sofrê. 
Características
Mede cerca de 23 cm de comprimento. Não apresenta dimorfismo sexual. Trata-se de uma das aves mais lindas e de voz mais melodiosa deste continente, representada no Brasil em duas formas geográficas, consideradas geralmente espécies diversas: (1)sofrê, concriz, corrupião, Icterius j. jamacaii, cabeça e dorso negros. Ocorre do Maranhão à Bahia, Minas Gerais.
(2)joão-pinto, rouxinol, Icterius jamacaii croconotus, alto da cabeça e costas de cor laranja. Ocorre do norte do continente e da Amazônia até os rios Paraguai e Piquiri, Mato Grosso.
Alimentação
Onívoro. O corrupião se alimenta de frutos, sementes, insetos, aranhas e outros pequenos invertebrados. Aprecia a seiva das flores do Mandacaru e os frutos deste cactus. Come também as flores do ipê-amarelo. Alimenta-se à várias alturas, com preferência para a vegetação mais baixa. Como outros membros da sua fámilia, utiliza uma interessante técnica para conseguir comida, conhecida como “espaçar”, que consiste na inserção do seu bico fino numa fruta, folhas enroladas ou madeira podre, por exemplo, abrindo as mandíbulas, fazendo assim uma cavidade para espiar e pegar o alimento escondido.
Reprodução
Atinge a maturidade sexual de 18 a 24 meses. As vezes constrói seu próprio ninho, mas costuma ocupar ninho alheio para procriar (ex.: bem-te-vi, casaca-de-couro, joão-de-barro, joão-de-pau e xexéu), enxotando os donos e jogando seus filhotes ao chão, mas não é totalmente parasita, pois choca e cria sua própria prole. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 14 dias.
Hábitos
É comum em áreas da caatinga e zonas secas abertas, onde pousa em cactáceas, e também em bordas de florestas e clareiras, nos locais mais úmidos. Vive aos pares. Não costuma acompanhar bandos mistos de aves.
Distribuição Geográfica
Do leste do Pará, Maranhão, Ceará e Pernambuco estendendo-se para o oeste até Goiás, e para o sul até Bahia e Minas Gerais e Espírito Santo, onde ocorre desde o litoral até o planalto. A espécie chegou ao leste do Pará apenas recentemente, a partir do Maranhão, beneficiada pelo desmatamento.

Tangara cyanocephala, também conhecida como saíra-de-lenço, saíra-de-pescoço-vermelho, soldadinho e verdelim (NE), é um passeriforme da família Thraupidae. Apresenta três subespécies de diagnoses sutis, muitas vezes até questionáveis, baseadas em tamanho, extensão da faixa vermelha na garganta, tonalidade das cores da cabeça e cor das coberteiras supracaudais (este último caráter mais notável).
  • Tangara cyanocephala cyanocephala: habita desde o sul do Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, mais o Paraguai e norte da Argentina (Missiones);
  • Tangara cyanocephala coralina: do litoral de Pernambuco até o Espírito Santo;
  • Tangara cyanocephala cearensis: Serra do Baturité, no Ceará.
Alimentação
Frutinhas, insetos, larvas e nectar/pólen de flores. Frequentam pomares. Comumente são vistas alimentando-se em pequenos arbustos e até mesmo sobre vegetação rasteira.
Reprodução
Normalmente de setembro a dezembro. Ninhos em formato de taça com 3 ovos, geralmente feito em bromélias e emaranhados de epífitas, à média e elevada altura. Macho e fêmea cuidam dos filhotes.
Hábitos
Comumente vistas em bandos mistos com T. desmaresti, Dacnis spp., Tachyphonus spp. e Euphonia spp. Quando em alimentação em fruteiras, os bandos podem incluir T. seledon, T. cyanoventris e Thraupis spp.
Distribuição Geográfica
Ocorre no Sudeste e Sul do Brasil, com populações isoladas de raças geográficas no Nordeste brasileiro (PE, AL e CE).

PARA SABER MAIS CLIQUE AQUI


Fonte: http://www.wikiaves.com.br/

2 comentários:

Marcos disse...

Prezado Prof. Omar,

inicialmente, parabéns pelo blog que contém valiosas informações para os amantes da natureza.

Gostaria de sugerir que os cartazes sobre pássaros (PÁSSARO SOLTO É LEGAL… e NUNCA JOGUEM CHICLETE NO CHÃO) fossem, se possível, produzidos com alta resolução (de preferência no formato pdf) e disponibilizados para que pudéssemos imprimi-los e divulgar essas informações em campanhas ou mesmo entre os amigos.

Se não lhe for inconveniente, posso produzir esses cartazes e enviar-lhe, mas, para isso, eu precisaria das imagens em alta resolução dos passarinhos mortos devido à ingestão de chiclete para a produção do cartaz NUNCA JOGUEM CHICLETE NO CHÃO e dos demais pássaros para a produção do cartaz PÁSSARO SOLTO É LEGAL…

Bem, era isso. Meu intuito é apenas contribuir. Se for possível, estou à disposição no email: msantosferreira@uol.com.br

Atenciosamente,
Marcos Ferreira

Prof. Omar Fürst disse...

Prezado marcos...
É com grande satisfação que recebo seu contato.
Muito bom saber que a árvore de informação plantada esta rendendo frutos.
Infelizmente não possuo os originais das imagens utilizadas.
Caso consiga criar os cartazes, aceitarei de bom agrado sua contribuição para meu blog. Seria ótimo ter os cartazes em alta resolução,para downloads.