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domingo, 11 de novembro de 2012

SABOR BRASILEIRO: FRUTAS DO BRASIL


 

O exotismo e a diversidade das frutas do Brasil, um país que aprendeu a se identificar com ilustres estrangeiras como a banana e o coco-da-baía e conhece pouco suas delícias escondidas nas matas e nos campos.
 

Durante muito tempo, a polpa branca e doce do bacuri foi um sabor proibido para os índios caxinauás, da Amazônia. Na aldeia, um ser maligno, na forma de cabeça sem corpo, impedia que os nativos provassem o fruto. Um dia, no entanto, os índios se rebelaram contra a ordem. "Se ele gosta tanto assim, a fruta deve ser muito boa", pensaram. Resolveram então quebrar o tabu e se banquetear com o quitute, enquanto a figura do mal, aborrecida, subia ao céu para nunca mais voltar: lá, se transformou na Lua. A ousadia dos caxinauás valeu a pena: ganharam a luz do luar para atenuar a escuridão noturna e descobriram o prazer do sabor de mais um fruto. Um prazer que ficou escondido de boa parte dos brasileiros nos últimos 500 anos.
Como o bacuri, dezenas de frutas se escondem nos meandros de nossas matas e florestas. Algumas se tornaram conhecidas e ganharam o mundo, como a goiaba, o guaraná, o maracujá, o abacaxi, o cacau ou o caju. Outras, nem tanto. Buriti, caraguatá, ingá, pequi são apenas alguns dos nomes de doçuras genuinamente brasileiras. que alimentavam lendas e estômagos indígenas desde antes da chegada dos portugueses e permaneceram escondidas pelo manto do regionalismo.
Hoje, boa parte delas já está catalogada e convive lado a lado com frutas estrangeiras que, trazidas em sua maioria pelos invasores lusitanos, acabaram se tornando símbolos nacionais. O coco-da-baía, por exemplo, só chegou ao Brasil porque algum navegante decidiu tirá-lo de seu ambiente natural, nas ilhas do Oceano Índico. O mesmo ocorreu com a laranja, o limão e todas as cítricas, que trazem no passaporte o visto de naturalidade asiática, ou a graviola, a acerola e o abacate, originárias da América Central. E as surpresas não param aí: os fãs de Carmen Miranda podem ficar abismados, mas a banana, que enfeitava seus espalhafatosos chapéus e virou marca registrada da tropicalidade e de muitos regimes políticos, não nasceu no Brasil. Os especialistas acreditam que sua origem seja a Ásia, embora ninguém possa garantir com precisão. O certo é que ela não estava na paisagem quando Cabral aportou por aqui.
Ofuscadas pelo sucesso comercial das frutas trazidas de outros continentes, as brasileiras mantiveram-se sempre em segundo plano. Só não desapareceram por causa de sua íntima ligação com aquilo que, até algum tempo atrás, era uma espécie de terra de ninguém: florestas tropicais, cerrados e até a caatinga. O chamado endemismo, as frutas que se perpetuaram espontaneamente em um determinado ecossistema.
O pequi, semelhante a uma pequena laranja e muito comum no interior de Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso do Sul, é o campeão em vitamina A entre todas as frutas do mundo.
Embora a maior parte desse tesouro que impressiona os cientistas e encanta o paladar esteja preservada nos campos e matas naturais, seu futuro não está assegurado.


BACURI
Família: GUITIFERAE (mesma do bacupari)
Nome científico: Platonia insignis Mart
Origem: Pará. Encontrada no Maranhão, Goiás e Mato Grosso.
Arvore: com até 35 m de altura e copa em forma de cone invertido
Fruto: com 250 g, é redondo de polpa branca, doce e suco viscoso.
Frutificação: dezembro a maio.
Principais nutrientes: fósforo, ferro e vitamina C.

 

CARAGUATÁ
Família: BROMELIACEAE (mesma do abacaxi)
Nome científico: Bromélia antiacantha Bertol
Origem: Brasil, principalmente no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Árvore: herbácea, alcança 2 m de altura.
Fruto: ovalado, pequeno, com polpa amarela e ácida.
Frutificação janeiro a julho.


JABUTICABA-BRANCA
Família: MYRTACEAE (mesma da goiaba)
Nome científico: Myrciaria aureana Mattos
Origem: Brasil, principalmente Mata Atlântica
Arvore: com até 3 m, tronco de casca amarelada e ramos cilíndricos.
Fruto: com 2 cm de diâmetro, tem cor-verde-clara e de 1 a 4 sementes.
Frutificação: janeiro.
Principais nutrientes: cálcio e ferro (dados referentes à jabuticaba comum)

GOIABA
Família: MYRTACEAE (mesma da jabuticaba)
Nome científico: Psidium guajava L.
Origem: América tropical.
Árvore: alcança até 10 m de altura, com caule tortuoso.
Fruto: casca fina e papa macia, branca ou vermelha.
Frutificação: abril a junho e novembro a fevereiro.
Principais nutrientes: cálcio, fósforo e vitamina C.

GUARANÁ
Família: SAPINDACEAE (mesma da pitomba)
Nome científico: Paulinia cupana H.B.K.
Origem: Região amazônica.
Árvore: arbusto ou cipó lenhoso, de até 4 m de altura.
Fruto: com até 2,5 cm de diâmetro, aproveita-se a semente torrada.
Frutificação: janeiro a fevereiro.


CAJU
Família: ANACARDIACEAE (mesma da manga)
Nome científico: Anacardium occidentale L.
Origem: América tropical.
Árvore: com até 20 m de altura, galhos longos e tortuosos.
Fruto: o fruto propriamente dito é a castanha, enquanto a parte macia e suculenta é, na verdade, o pedúnculo.
Frutificação: julho a dezembro.
Principais nutrientes: caju cálcio, fósforo e vitamina C; castanha-de-cajú fósforo, cálcio e ferro.


MANDACARU
Família: CACTACEAE (mesma do cacto)
Nome cientifico: Cereus jamacaru DC.
Origem: Nordeste do Brasil Árvore: cacto agigantado, com até 10 m de altura e espinhos amarelos.
Fruto: com cerca de 8 cm, casca grossa e vermelha, a polpa é branca e suculenta, com muitas sementes pequenas.
Frutificação: abril a maio.



PINHÃO
Família: ARAUCARIACEAE (tem parentes no Chile e na Austrália).
Nome científico: Araucaria angustifolia (Bert.) O. Kuntze
Origem: Região Sul do Brasil.
Árvore: com até 50m de altura, ramificada só no alto do tronco.
Fruto: pinhas que se desfazem, liberando suas sementes, os pinhões.
Frutificação: abril a junho.
Principais nutrientes: proteínas, cálcio e ferro.

SAPUCAIA
Família: LECYTHIDACEAE (mesma da castanha-do-pará)
Nome científico: Lecythis pisonis Camb.
Origem: Amazônia, pode ser encontrada até o Rio de Janeiro.
Árvore: de até 40 m de altura.
Fruto: esférico, de 25 cm de diâmetro e até 9 kg de peso, suas paredes grossas têm cerca de 2 cm de espessura. As amêndoas são a parte comestível. Frutificação: agosto a outubro.

PEQUI
Família: CARYOCARACEAE (mesma do pequiá).
Nome científico: Caryocar brasiliense Camb.
Origem: Cerrado brasileiro, embora também frequente em São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Árvore: alcança até 10 m de altura.
Fruto: arredondado, casca esverdeada, polpa pastosa e amarela, com sementes espinhosas e comestíveis.
Frutificação: janeiro a abril.
Principais nutrientes: é a fruta mais rica em vitamina A até hoje analisada.

INGÁ
Família: LEGUMINOSAE (mesmo do feijão)
Nome científico: Inga cinnamomea Spruce ex Benth.
Origem: Região Amazônica, junto aos rios Árvore: de até 30 m de altura.
Fruto: vagem com até 30 cm de comprimento e polpa adocicada.
Frutificação: março a abril
Principais nutrientes: cálcio e ferro.


CABACINHA-DO-CAMPO
Família: MYRTACEAE (mesma da goiaba)
Nome científico: Eugenia klotzschiana Berg.
Origem: Brasil, principalmente no sertão de Minas Gerais
Árvore: na verdade, dá em pequenos arbustos, com até 1,5 m.
Fruto: formato tipo baga, de polpa ácida e com poucas sementes.
Frutificação: janeiro e fevereiro.






PITOMBA
Família: SAPINDACEAE (mesma do guaraná)
Nome científico: Talísia esculenta Radlk.
Origem: Brasil, principalmente Pemambuco.
Árvore: de até 15 m de altura.
Fruto: com 3 cm de diâmetro, a casca é consistente e a polpa carnosa, branca, de sabor agridoce.
Frutificação: janeiro e fevereiro Principais
nutrientes: cálcio e vitaminas A e C.




PITANGA
Família:  Myrtaceae.
Nome científico: Eugenia uniflora L.
Origem:   Mata Atlântica brasileira,de Minas Gerais até o Rio Grande do Sul.
ÁRVORE: Árvore que pode atingir até 10 m de altura com tronco irregular, muito ramificado.
FRUTO:  Arredondado com sulcos longitudinais, de coloração alaranjada a vermelho-intenso Frutificação: outubro a janeiro.


BURITI
Família: PALMAE (mesma do coco-da-baía)
Nome científico: Mouritia flexuosa L.
Origem: Região amazônica.
Árvore: palmeira de até 25 m de altura.
Fruto: ovalado, brilhante, com polpa esponjosa.
Frutificação: janeiro a julhoPrincipais nutrientes: proteínas, cálcio, fósforo e ferro.



BACUPARI
Família: GUTTIFERAE (mesma do abricó)
Nome científico: Rheedia gardneriana PI. & Tr.
Origem: Sudeste do Brasil, principalmente na beira de rios.
Árvore: com até 6 m de altura e copa piramidal.
Fruto: alaranjado, de polpa banca e adocicada.
Frutificação: janeiro a março.







BABAÇU
Família: PALMAE (mesma do coco-da-baía)
Nome científico: Orbignya speciosa Barb. Rodr.
Origem: Brasil, ocorrendo no Amazonas, Pará, Piauí, Maranhão, Ceará, Goiás, Mato Grosso e Minas Gerais.
Árvore: palmeira de até 20 m de altura.
Fruto: ovalado, casca amarela e verde, polpa oleosa
Frutificação: setembro a dezembro.
Principais nutrientes: proteínas, fósforo, cálcio e vitamina B1 e B2.

JUÁ
Família: RHAMNACEAE (única fruta identificada da família)
Nome científico: Zizyphus joazeiro Mart.
Origem: regiões áridas do Brasil, do Piauí ao norte de Minas Gerais.
Árvore: com até 15 m de altura e copa ampla.
Fruto: esférico, com a casca fina, carnoso e adocicado.
Frutificação: janeiro e maioPrincipais nutrientes: sais minerais, vitamina C.


MARACUJÁ
Família: PASSIFLORACEAE (família só de passifloras)
Nome científico: Passiflora edulis Sims.
Origem: provavelmente Brasil.
Árvore: trepadeira.
Fruto: esférico, com até 9 cm de diâmetro, a casca dura e a polpa aquosa.
Frutificação: durante todo o ano, mas escasso de maio a agosto.
Principais nutrientes: cálcio, ferro e vitamina C.

CRUÁ
Família: CUCURBITACEAE (mesma da melancia)
Nome científico: Sicana odorífera L.
Origem: América do Sul tropical.
Árvore: trepadeira, semelhante ao maracujá.
Fruto: formato alongado, de até 60 cm de comprimento, com polpa carnosa e amarelada.
Frutificação: o ano todo.


fonte:árvoresdoBrasil/wikipédia/saborbrasileiro/ambientebrasil/portalsaofrancisco/botanicadobrasil/ florabrasileira/superinteressante

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