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quinta-feira, 8 de novembro de 2012

CORUJAS, RAINHAS DA ESCURIDÃO



A natureza fez delas excelentes caçadoras, graças à plumagem e à visão e audição privilegiadas. Os mesmos atributos que garantem sua segurança. De olhar profundo e penetrante, as corujas parecem ameaçadoras e, embora inofensivas, são cercadas por lendas e superstições.


Todas elas têm a mesma aparência: cabeça e olhos grandes, bico curvo, plumagem macia que às vezes chega até os dedos dos pés, rabo curto, garras afiadas e as fêmeas são um pouco maiores que os machos. Alguns acreditam que elas trazem sorte, mas geralmente estão associadas com mau agouro. Não é por acaso que todo filme de terror que se preze sempre tem uma coruja piando como se anunciasse a tragédia que, invariavelmente, está por vir. Predadoras noturnas, as corujas pertencem à ordem dos estrigiformes e são divididas em duas famílias: titonídeos e estrigídeos. Brancas, acinzentadas ou avermelhadas, as corujas não têm dimorfismo sexual das cores, ou seja, na mesma espécie tanto machos quanto fêmeas podem ter a mesma cor. O tamanho varia entre 12 e 70 centímetros, e a envergadura das asas pode chegar a quase 2 metros. Caçadoras por excelência, essas aves se valem, principalmente, da visão, da audição e da plumagem, três verdadeiros prodígios da evolução. Por serem enormes, os olhos se destacam e, ao contrário dos olhos humanos, enxergam perfeitamente num noite escura, porque têm grande capacidade de dilatar a pupila, captando a maior quantidade de luz possível.

Por isso mesmo, os cientistas deduziram que as corujas não enxergam cores, ou, pelo menos, não têm uma visão desenvolvida das cores. O que não é nenhuma desvantagem, já que ela é um bicho especialmente adaptado à escuridão. Por outro lado, a disposição frontal dos olhos diminui o ângulo de observação, prejudicando a visão global. Mas a natureza compensou tal limitação com uma solução no mínimo curiosa: graças à versatilidade das vértebras do pescoço, as corujas são capazes de virar a cabeça num ângulo de 270 graus e assim conseguem olhar em todas as direções. Os ouvidos, diferentemente do que se pode imaginar, nada têm a ver com os tufos de penas que mais parecem orelhas ou chifres na cabeça de algumas espécies. Na verdade, eles estão bem escondidos debaixo de finíssimas plumas que lembram uma máscara os chamados discos faciais. Essas penas concentram os sons e os transmitem ao ouvido externo pequenas aberturas situadas na parte lateral da cabeça.
Em geral, as corujas costumam ter um único período reprodutivo por ano, mas se a caça for farta podem ter mais de um. É que existe uma relação direta entre a taxa de natalidade e a presença de alimentos. Quando a caça míngua, as fêmeas não chegam a pôr ovos, pois precisam de energia extra para formá-los. O acasalamento geralmente ocorre no começo da primavera, e a quantidade de ovos varia de espécie para espécie. 

Corujas e os Mitos que a cercam

fonte: revista superinteressante/ avesderapinabrasil.com

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