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quarta-feira, 1 de julho de 2015

A URBANIZAÇÃO E O MEIO AMBIENTE


O crescimento urbano terá impactos significativos sobre a biodiversidade, os habitats naturais e muitos serviços ecossistêmicos dos quais depende a nossa sociedade.





Nas grandes cidades, a retirada da vegetação, as construções, a produção de calor e o lançamento de poluentes na atmosfera geram múltiplos efeitos sobre todos os aspectos naturais do meio ambiente, como o clima, a hidrologia, o relevo, a flora e a fauna.
A aceleração do processo de urbanização começou na segunda metade do século XX, onde grandes populações começaram a ocupar espaços reduzidos de maneira inapropriada, gerando competição pelos recursos naturais de maior interesse populacional o solo e a água.
A bacia hidrográfica é dividida em dois tipos de espaços físicos;
  • espaços rurais, em sua maioria são ambientes com áreas bastante permeáveis. 
  • espaços urbanos. Onde o processo de urbanização dos espaços permeáveis, inclusive as áreas com presença de vegetação são submetidas a diferentes tipos de usos, os quais tendem a impermeabilizar a superfície, causando um aumento no escoamento superficial. Englobam como águas urbanas: o abastecimento de água e esgotos sanitários, a drenagem urbana, as inundações de várzea e a gestão dos sólidos totais (sedimentos e resíduos sólidos).
A gestão das águas urbanas possui problemas crônicos como: 
  • deterioração dos mananciais
  • perda de água na distribuição  
  • falta da racionalização de uso de água em residências e indústrias.
Parte dos engenheiros que atuam no meio urbano, estão desatualizados com as questões ambientais e geralmente buscam soluções estruturais que modificam o ambiente e causam problemas relacionados à infraestrutura de água, um grande exemplo nos centros urbanos são as inundações, que ocorrem de duas formas;
  • de forma natural no leito maior do rio (limite da área de inundação)
  • devido ao processo de urbanização causadas pela impermeabilização do solo ou pela canalização dos cursos d’água (leito menor) e ocupação de áreas ribeirinhas.
 A Expansão Urbana e a Degradação dos Rios
Como todos os ecossistemas, os rios também são afetados pelas atividades humanas, dentre elas a de maior impacto nos ecossistemas lóticos(*) é a alteração do curso d’água devido a atividade de urbanização da bacia hidrográfica. O processo de urbanização em uma bacia hidrográfica tende a modificar a paisagem assim como provocar impactos negativos e positivos no ambiente. O grande ponto de atenção quando começa a expansão urbana é o gerenciamento dos recursos hídricos assim como os usos dos solos. Ao urbanizar uma bacia hidrográfica a tendência é diminuir a superfície permeável do solo aumentando assim o escoamento superficial. Este acarreta em outros dois processos bastante preocupantes no meio urbano, a erosão e as enchentes nas áreas ribeirinhas. Dentro de um centro urbano a gestão das águas deve ser continua e monitorada. Enchentes e degradação dos corpos d’água podem ser evitadas, através de estruturas capazes de encaminhar as águas provindas da chuva para dentro do córrego adequadamente.

(* )O ecossistema lótico é aquele cuja a água é corrente, como por exemplo, rios, nascentes, ribeiras, e riachos. Esse ecossistema tem como características o movimento, o contato água e terra e o teor de oxigênio. Já aqueles ambientes onde a água é parada em sua maior parte do tempo, são chamados de ecossistemas lênticos.

Referências;
ecodebate/ uol/otempo.com.br/

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