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terça-feira, 7 de julho de 2015

SOLO E ÁGUA


É preciso considerar que a disponibilidade da água não está somente relacionada com a quantidade, mas também com a qualidade da água.


A agricultura, em termos proporcionais, é a maior usuária dos recursos hídricos do planeta, consumindo cerca de 70% de toda a água doce utilizada pelo homem. E, a cada dia, maior quantidade de água potável é necessária para suprir a demanda das cidades. Ainda é preciso lidar com a seca, fator natural que causa a escassez em algumas regiões, e com os danos causados pelo homem, como a poluição por esgotos e por diferentes tipos de resíduos, inclusive da agricultura.
O solo é considerado não apenas um meio pelo qual se produz alimentos, fibras e energia, mas um componente vivo que fornece nutrientes às plantas, além de ser um reservatório de carbono e água e de abrigar uma enorme diversidade de organismos. Quando trabalhado de forma inadequada, as consequências são inúmeras, entre elas a erosão e a diminuição de produtividade e qualidade. O solo possui uma riquíssima proteção natural: a cobertura vegetal. Nela existem organismos que asseguram todo um complexo ciclo biológico. Quando o homem destrói essa proteção, o solo fica exposto à ação de ventos, chuvas, incidência solar e altas temperaturas, que, além de comprometerem a estrutura viva ali existente, deixam o solo improdutivo, podendo causar perdas por erosões.
Nem todo mundo sabe, mas o solo tem estreita relação com a disponibilidade de água e as mudanças climáticas. A crise de abastecimento é provocada por diversas razões, dentre elas a falta de aproveitamento da água de chuva em diversas frentes — seja no meio urbano ou rural.
A crise hídrica está intimamente ligada ao manejo do solo. Atuando como um filtro, ele deve estar permeável para que o líquido se acumule nos lençóis freáticos e aquíferos. Assim, percebe-se que o problema da crise hídrica no Sudeste é provocado não só por baixa precipitação, mas principalmente pela impermeabilização do solo nas áreas urbanas e o não armazenamento das águas pluviais. 
Nesse contexto, talvez possa dizer que o problema hídrico começa bem antes, com a erosão das cabeceiras dos córregos e rios que compõem nossas principais bacias de captação de água. Não há dispositivo em nossa atual legislação ambiental que preveja a necessidade de acompanhamento técnico que garanta o manejo adequado do solo nessas áreas tão frágeis — mesmo se estiverem no coração da recarga de aquíferos. Com isso, em um solo descoberto ou com pouca cobertura vegetal, as águas da chuva apenas “varrem” o solo, não se infiltrando e não promovendo o reabastecimento dos aquíferos e a manutenção dos mesmos. 
Trabalhar de forma adequada o solo e a água é fortalecer e garantir os impactos ambientais positivos na relação homem natureza por meio de manejo sustentável da biodiversidade. Há técnicas que otimizam o uso da água, como as barraginhas e as barragens subterrâneas, que além de captar as águas da chuva para o uso racional, principalmente no período da seca, ajuda na infiltração da água no solo e o abastecimento do lençol freático. O planejamento, a execução e a gestão são fatores primordiais para relação positiva entre o homem e o meio.

Referências;

http://agrosustentavel.com.br/ http://www.agricultura.gov.br
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