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terça-feira, 19 de maio de 2015

LIVRO NEGRO - PLANTAS ASSASSINAS


Todo mundo já sabe que se deve pensar duas vezes antes de fazer cafuné em um bichinho selvagem – mesmo naqueles com carinha de bom moço. Mas seu sentido-aranha dificilmente o alertaria para a dimensão dos perigos que podem estar escondidos em meio a folhinhas verdes.





Gympie Gympie (Dendrocnide moroides)
Também conhecida como gympie ferrão, não é o tipo de plantinha que você quer ter no jardim. Em suas folhagens aparentemente inofensivas está uma das toxinas mais nocivas já identificadas, o que faz com que seja considerada uma das árvores mais perigosas do mundo. As primeiras histórias a respeito da planta datam de 1866: naquele ano, o topógrafo A.C. Macmillan relatou que seu cavalo topou com a planta, enlouqueceu e morreu duas horas depois. Pesquisas mais recentes apontam que é bem provável que ele não tenha aumentado nenhum ponto nesse conto. Para se ter uma ideia, o contato com a toxina (cujo efeito pode perdurar meses) pode fazer com que até mesmo pessoas saudáveis entrem em choque anafilático imediato. Nas palavras da pesquisadora Marina Hurley: é como sofrer queimaduras ácidas e ser eletrocutado ao mesmo tempo. Ai. Melhor manter distância.



Heracleum mantegazzianum
Nativa da região do Cáucaso e da Ásia e presente também na América do Norte e em parte da Europa. Quem entra em contato com sua seiva demora a esquecer: ela contém toxinas fotossensibilizadoras que, em contato com a luz solar, provocam uma grave urticária e bolhas que se espalham pela pele afetada. A planta contém furocumarinas (psoralenos) que produzem mudanças na estrutura celular da pele, reduzindo a sua proteção contra os efeitos da radiação UV. Estes podem ser liberados a partir da planta simplesmente roçando-a. A exposição ao sol após o contato provoca erupções severas na pele e / ou bolhas e queimaduras, os efeitos já começam cerca de 24 horas após o contato. Pode levar vários anos para que a pele volte ao normal durante o qual qualquer exposição à luz do dia, mesmo em dias nublados produzem novas queimaduras. Dependendo da extensão do contato, a vítima pode sofrer um avermelhamento da pele, queimaduras e bolhas que necessitam de tratamento hospitalar. Em alguns casos, uma alteração permanente na pigmentação da pele ocorre.


Beladona (Atropa belladonna)
Você provavelmente não vai avistar essa plantinha em locais ensolarados – encontrada na Europa, norte da África e Ásia, a beladona prefere se esgueirar por lugares sombrios. Apropriado. Não se deixe enganar pelas simpáticas flores púrpuras: trata-se de uma das plantas mais tóxicas do hemisfério oriental, e a ingestão de uma única folha pode provocar a morte de um adulto. Quem escapa da morte também passa por maus bocados: os sintomas do envenenamento incluem sensibilidade à luz, taquicardia, perda de equilíbrio, dor de cabeça, erupção cutânea, boca e gargantas secas, fala atrapalhada, confusão, alucinações, delírio e convulsões.



Acônito (Aconitum variegatum)
É uma planta vivaz que pode atingir até 1,5 metros de altura, tem folhas verde-escuras, palmeadas e recortadas, flores azuis, raramente brancas, e raiz fusiforme. Dá-se bem nas regiões montanhosas, é medicinal e costuma cultivar-se também em jardins, como planta ornamental. Todas as suas variedades são venenosas quando a semente já está madura. O Aconitum napellus, comum em terrenos úmidos. Todas as partes da planta são muito venenosas em virtude de possuírem alcalóides distintos. Os germanos e os gauleses já estavam ligados nos perigos acobertados pelas belas flores azuis do acônito: na antiguidade, eles usavam o veneno desta planta na pontas de suas flechas. Se o golpe não fosse letal, o veneno podia ser fatal. Apenas 10g da raiz podem provocar a morte de um adulto. Os primeiros sintomas de envenenamento não demoram a aparecer: náuseas, vômito, diarreia. Depois, só piora – sensação de queimação, dormência na boca e rosto, hipotensão, arritmia, parada cardíaca.


Mancenilheira (Hippomane mancinella)
O seu tronco costuma estampar um X vermelho, para alertar do perigo desta planta cujos frutos foram apelidados como “maçãs da morte”. Não tenha dúvidas: se avistar uma mancenilheira – que cresce nas Américas – é melhor dar meia volta. Todas as partes da robusta árvore possuem substâncias altamente tóxicas, algumas delas ainda não identificadas. Um desavisado que tentar se proteger da chuva de baixo de sua folhagem se arrependeria amargamente da escolha: até contato leve com a planta provoca severa reação alérgica, urticária e formação de bolhas. Doloroso. O nome em castelhano é na atualidade "manazanilla de la muerte" (pequena maçã da morte), deve-se ao fato ser uma das árvores mais venenosas do mundo, onde frutos são venenosos, a casca deita uma seiva que provoca queimaduras, cegueira (se puserem as mãos nos olhos) e até morte. Em vários países, surgem sinais assinalando a perigosidade da planta, pois turistas estrangeiros podem inadvertidamente sofrerem queimaduras se agarrarem às cascas dessas árvores e a seiva cair nos seus corpos.



Ongaonga (Urtica ferox)
Só de bater o olho já dá para desconfiar: a ongaonga, como é conhecida popularmente esta planta natural da Nova Zelândia, possui uma série de longos pelos urticantes, que – como agulhas – injetam substâncias tóxicas em quem nela esbarrar. E a sensação deste encontro está longe de ser agradável: além de dor e dormência imediatas, o que vem em seguida são fortes dores abdominais, desorientação, problemas respiratórios, comprometimento das funções motoras e câimbras. Em 1961, o encontro com a ongaonga foi responsável por pela morte de um homem que havia sido múltiplas vezes “picado” por seus pelos. É a única ocorrência fatal registrada, mas não faltam casos de pessoas que sentiram os efeitos das toxinas, que geralmente duram até seis dias.


Referência
O Poder das Plantas/ Incríveis Poderes da Natureza/ superabril/
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