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sexta-feira, 1 de maio de 2015

ÁREA DE VÁRZEA

Planície de inundação é aquela que inunda durante a cheia de um determinado curso d'água. Ela se desenvolve sobre a calha de um vale preenchido por terrenos aluvionares e que apresenta meandros fluviais divagantes devido a baixa declividade do curso do rio que, em épocas de cheia, extravasa do canal fluvial e inunda a região.

As várzeas são terras úmidas adjacentes  que ocorrem em faixas de domínio de rios e drenagens superficiais, em zonas de baixios inundáveis. Frequentemente constituem as denominadas Áreas de Preservação Permanente (APPs). As condições necessárias para o desenvolvimento da vida dependem da existência de alguns fatores básicos que se tornam fatores limitantes; a temperatura, que limita a vida e a reprodução de espécies, a presença de água, a presença de ar para impulsionar o metabolismo, presença de alimentos (nutrientes mínimos) que recomponham sistematicamente os tecidos e outros itens relevantes.
A água talvez seja o componente mais indispensável para a vida. Sem água não tem flora, não tem fauna, não tem nada. As terras úmidas são áreas com inundações intermitentes. A vegetação que predomina é diferente daquelas áreas sem inundações. Quando os solos se saturam de água, o acesso ao oxigênio atmosférico fica restrito e os solos se tornam anaeróbicos, ou seja, sem a presença de oxigênio. As raízes comuns não podem respirar e a maior parte das plantas não pode viver nestes locais. Mas existe uma vegetação própria para estas áreas. São plantas muito ricas em água e que é a dieta principal de uma grande quantidade de animais que vive nas proximidades. Estas plantas não precisam ter raízes profundas porque a obtenção de água é fácil. Sem a necessidade de raízes profundas, se tornam alimento mais fácil e indispensável para certas espécies animais.
As plantas de zonas úmidas desenvolvem uma adaptação especial ao meio em que vivem. Algumas, como os mangues, levam ar a suas raízes através de tubos especiais; os ciprestes possuem raízes especiais, chamadas joelhos, que crescem sobre a terra através das quais intercambiam pequenas quantidades de dióxido de carvão e oxigênio. As plantas devam transpirar vapor de água dos seus tecidos para o ar, mas algumas árvores de zonas inundadas transpiram menos que outras plantas. Portanto, nos pântanos se perde menos água do que em superfícies abertas de lagos. A adaptação destas plantas ajuda a manter a área úmida e conservar a água.
Muitas várzeas e pântanos conservam a água, em especial aqueles que estão em regiões planas que estejam cercadas por montanhas. Estas áreas recebem principalmente água de chuva para sua manutenção.  Estas em geral são zonas de recarga de aquíferos, que fazem as águas superficiais chegarem até os depósitos de água subterrânea, de onde os poços tubulares instalados pelo homem, podem captar água dos reservatórios subterrâneos. Sem várzeas para recarga dos aquíferos subterrâneos, os poços tubulares podem ficar sem água para captação de acumulações subterrâneas. A biodiversidade de espécies de plantas nestas áreas é menor que em uma floresta ordinária, mas a variedade de insetos, pássaros e outros animais é muito maior.
No Brasil já houve até programas governamentais destinados a drenar várzeas e permitir o cultivo das terras. Este é um dos maiores erros ecológicos que podem ser cometidos e a drenagem das várzeas é um crime ambiental contra a manutenção do equilíbrio dos ecossistemas, cujos efeitos são intangíveis, ou seja, não podem ser mensurados de forma simples.
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