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domingo, 29 de janeiro de 2017

BESOURO JOIA



A ação alimentar deste inseto, pode passar de simples injuria a um efetivo dano, pelos consequentes prejuízos decorrente das quedas de árvores, devido ao comprometimento do sistema de sustentação.




Euchroma gigantea (Buprestidae: Chrysochroinae)
Como o próprio nome científico sugere, o bicho é colorido e gigante, as fêmeas pode ter mais 8 cm e se apresentam em diversas cores. É reconhecida como a espécie de maior porte entre os buprestídeos das Américas. Seu nome deriva do latim “ gigante colorido” devido sua cor bronze esverdeada iridescente, refletindo as cores do arco íris. Também é conhecida no Brasil como mãe-do-sol, olho-do-sol.
As fêmeas depositam seus ovos de dezembro a março entre as rachaduras das cascas na região do colo da planta hospedeira. Ao eclodirem, as lavras penetram nas raízes e delas se alimentam, comendo-as por dentro, deixando-as ocas. Quando a destruição do sistema radicular é severo, a árvore pode cair em dias de tempestade e vento forte. O inseto adulto se alimenta principalmente de folhas de laranjeira. Já as larvas  têm preferência por outros tipos de plantas.
A cor esverdeada do inseto o ajuda a se camuflar de predadores na natureza. As manchas na parte inicial do tórax do besouro, que a média distância podem ser confundidas com olhos, são outro artifício de proteção da espécie.
Apesar de muito bonitos, estes bichos são considerados pragas de grande potencial.  O besouro metálico em si não provoca danos às árvores, mas suas larvas – de até 12 centímetros – devoram o miolo dos troncos e escavam a estrutura das raízes, abrindo galerias. O ataque tira a firmeza do tronco, que fica vulnerável a ventos e chuva.
Buprestídeos são comumente chamados besouros-joia (algumas tribos indígenas literalmente confeccionavam joias com eles).

 Fotos tirada no bairro Ouro Preto,  a espécie é uma fêmea, media 8,5cm.
Na região da Pampulha, centro e zona Sul de Belo Horizonte, sempre observo árvores  das espécies Munguba  e paineiras  infestadas deste besouro.



Referência
http://www.insetologia.com.br/2014/03/besouro-joia-no-ceara.html 
http://www.repositorio.ufal.br/bitstream/riufal/248/1/Dissertacao_Ana%20Paula%20Pereira%20da%20Fonseca_2010.pdf

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