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quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

PANORAMA DA BIODIVERSIDADE GLOBAL 1


PORQUE DEVEMOS PRESERVÁ-LOS.
O ecossistema terrestre é aquele localizado sobre a terra. Essas áreas são ricas em vida e biodiversidade. Entre os diversos tipos de ecossistema terrestre, os que merecem maior destaque por sua relevância são: florestas, savanas, estepes(pradarias) e deserto.



A SITUAÇÃO DOS ECOSSISTEMAS TERRESTRES

A melhor informação sobre os habitats terrestres diz respeito às florestas, que atualmente ocupam cerca de 30 por cento da superfície terrestre do planeta. Estima-se que as florestas contêm mais de metade dos animais terrestres e de espécies de plantas, a grande maioria deles nos trópicos, e são responsáveis por mais de dois terços da produção primária líquida em terra – a conversão de energia solar em material vegetal. O  desmatamento, principalmente a conversão de florestas em terras agrícolas, mostra sinais de diminuição em diversos países tropicais mas continua em um alarmante ritmo acelerado. Pouco menos de 130 mil quilômetros quadrados de floresta foram convertidos para outros usos ou perdidos por intermédio de causas naturais a cada ano, de 2000 à 2010, em comparação com cerca de 160.000 quilômetros quadrados por ano na década de 1990. A perda líquida de florestas diminuiu substancialmente, passando de cerca de 83.000 quilômetros quadrados por ano, na década de 1990, para pouco mais de 50.000 quilômetros quadrados por ano, entre 2000-2010. Isso se deve principalmente ao plantio em grande escala de florestas nas regiões temperadas e à expansão natural das florestas. Já que florestas recém-plantadas geralmente tem baixo valor de  biodiversidade e podem conter uma única espécie de árvore, uma desaceleração da perda líquida florestal não implica necessariamente uma diminuição  na perda de biodiversidade florestal global.
As florestas boreais das altas latitudes do Norte, dominadas por coníferas, mantiveram-se praticamente estáveis em extensão, nos últimos anos. Entretanto, há sinais, em algumas regiões, de que elas se tornaram degradadas. Além disso, tanto as florestas temperadas quanto as boreais tornaram-se mais vulneráveis ataques de pragas e doenças.
Savanas e campos, embora menos documentados,  também sofreram perdas significativas. A área de outros habitats terrestres é bem menos documentada. Estima-se que mais de 95 por cento das pradarias norte-americanas foram perdidas. Terras agrícolas e pastagens
Substituíram quase metade do cerrado, o bioma da região central do Brasil, que possui uma variedade excepcionalmente rica de espécies de plantas endêmicas.
Os bosques Miombo da África do Sul, outra região de savana com diversidade vegetal significativa, também estão experimentando o desmatamento continuo. Estendendo-se da Angola até a Tanzânia e cobrindo uma área de 2,4 milhões km², o Miombo fornece lenha, material para construção e diversos suprimentos de alimentos silvestres  e plantas medicinais para as comunidades locais em toda a região. As florestas estão ameaçadas por desmatamentos para a agricultura, extração de madeira para fazer carvão e queimadas descontroladas.

O ABANDONO DE PRÁTICAS AGRÍCOLAS TRADICIONAIS PODE CAUSAR PERDA DE PAISAGENS NATURAIS E DE BIODIVERSIDADE ASSOCIADA.
As técnicas tradicionais de gestão de terras para a agricultura, algumas que datam de milhares de anos, têm se apresentado como uma função importante para manter os assentamentos humanos em harmonia com os recursos naturais dos quais as pessoas dependem. Em muitas regiões do mundo, esses sistemas estão se perdendo, em parte devido à intensificação da produção, e em parte devido ao abandono relacionado com a migração das zonas rurais para áreas urbanas. Em alguns casos, essa tendência pode criar oportunidades para a biodiversidade por meio do restabelecimento de ecossistemas naturais em terras agrícolas abandonadas. No entanto, as mudanças podem também envolver perdas importantes de biodiversidade características tanto de espécies domésticas quanto silvestres e dos serviços ambientais prestados por paisagens manejadas.

OS HABITATS TERRESTRES TORNARAM-SE ALTAMENTE FRAGMENTADOS,  AMEAÇANDO A VIABILIDADE DAS ESPÉCIES E SUA CAPACIDADE DE ADAPTAÇÃO ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS.
Os ecossistemas em todo o planeta, incluindo alguns com níveis excepcionalmente elevados de biodiversidade, tornaram-se extremamente fragmentados, ameaçando a viabilidade de muitas espécies e ecossistemas em longo prazo. As informações globais referentes a esse processo são difíceis de serem obtidas, mas alguns ecossistemas bem estudados fornecem ilustrações do tamanho da fragmentação e seus impactos. Por exemplo, os remanescentes de Mata Atlântica da América do Sul, que se estima conter até 8% de todas as espécies terrestres, são, em grande parte, compostos de fragmentos de menos de um 1km² de tamanho. Mais de 50% cai dentro dos 100 metros considerados como borda da floresta. Quando os ecossistemas ficam fragmentados, eles podem ser extremamente pequenos para alguns animais estabelecerem um território de reprodução, ou forçam plantas e animais a procriarem com parentes próximos. A consanguinidade de espécies pode aumentar a vulnerabilidade a doenças, pela redução da diversidade genética das populações. Um estudo realizado na região central da Amazônia brasileira descobriu que fragmentos florestais de menos de um quilômetro quadrado perderam metade de suas espécies de aves em menos de quinze anos. Além disso, fragmentos isolados de habitat tornam as espécies vulneráveis às mudanças climáticas, uma vez que limitam sua capacidade de migrar para áreas com condições mais favoráveis.
UM QUARTO DOS SOLOS DO MUNDO ESTÃO SE TORNANDO DEGRADADOS.
A condição de muitos habitats terrestres está se deteriorando. A Análise Global da Degradação e Melhoria dos Solos estimou que cerca de um quarto (24%) dos solos do planeta estava submetido à degradação, conforme medido por uma diminuição da produtividade primária, durante o período 1980-2003. Uma proporção crescente da superfície terrestre global tem sido designada como áreas protegidas.. No total, cerca de 12,2% gozam de proteção jurídica, compostos de mais de 120.000 áreas protegidas. No entanto, o objetivo de proteger pelo menos 10% de cada uma das regiões ecológicas do mundo – voltadas para a conservação de uma amostra representativa da biodiversidade – está muito longe de ser cumprido. Das 825 ecorregiões terrestres, áreas que contêm uma grande proporção de espécies comuns e tipos de habitats distintos, apenas 56% têm 10% ou mais de sua área protegida. A atual rede de áreas protegidas também  exclui muitos locais de especial importância para a biodiversidade.


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fonte: revista cidadania&meioambiente

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