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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

RETROSPECTIVA - O MELHOR DE 2012



DESMATAMENTO NA AMAZÔNIA ATINGE MENOR ÍNDICE
A notícia, fresquinha, foi divulgada no fim de novembro pelo Ministério do Meio Ambiente
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De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a taxa de desmatamento da Amazônia Legal caiu 27% em doze meses, sendo o menor índice já registrado desde que as medições na região começaram a ser feitas, em 1988. A novidade deixou o Brasil “bem na fita”:
conseguimos combater o maior  vilão das nossas emissões – o posto inglório, agora, ficou com os setores de energia e agricultura;  
fomos aplaudidos pelo mundo na COP18 de Mudanças Climáticas, evento realizado anualmente pela ONU para discutir medidas que resultem na diminuição das emissões globais de CO2.


A Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável da ONU foi proposta pelo governo brasileiro em 2009, com a intenção de fazer um balanço a respeito do que tem sido feito no mundo em prol do desenvolvimento sustentável nos 20 anos que sucederam a Rio92. Mais do que isso, a Rio+20 foi sediada no Rio de Janeiro, em junho deste ano. O fato do Brasil ser anfitrião do evento deu grande visibilidade ao tema no nosso país. O nível de conhecimento da população a respeito do assunto cresceu muito e a mobilização da sociedade civil foi a maior já vista na história das conferências da ONU sobre meio ambiente. O Planeta Sustentável acompanhou tudo de perto e registrou em um blog exclusivo. E olha que tivemos muita coisa para contar: 692 compromissos voluntários para o desenvolvimento sustentável foram acordados durante os nove dias de evento por governos, empresas, grupos da sociedade civil e universidades. Juntos, eles destinarão mais de US$ 500 bilhões para áreas essenciais como água, energia, transportes, florestas e agricultura. Sem contar o documento oficial da Conferência, batizado de O Futuro que Queremos, que apesar de bastante criticado, reúne bons resultados. Como definiu Bank Ki-moon, secretário-geral da ONU, ao final da Rio+20, “mais do que documentos, o grande resultado da Conferência é o início de um movimento global por mudanças”.

O Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, divulgado em maio pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), apontou que o desmatamento nesse bioma diminuiu 57% entre 2010 e 2011, sobretudo nos Estados de Goiás, Paraná e Rio de Janeiro.
A boa notícia veio com um alerta: Minas Gerais e Bahia reinam absolutos, há dois anos, como os principais desmatadores do bioma, que no Brasil já perdeu cerca de 93% de sua cobertura original. A Bahia, inclusive, aparece em outra “lista do mal”: junto com o Maranhão, o Estado é um dos que abriga a maior quantidade de municípios que estão no ranking dos que mais desmatam outro bioma brasileiro, o Cerrado. Atenção, Nordeste!


Ok, nós já sabemos que a maioria das pessoas detesta o nome Fuleco, mas o que está em pauta aqui não é a “graça” do mascote da Copa do Mundo de 2014 e, sim, o fato de ele ser um tatu-bola. Espécie 100% brasileira e ameaçada de extinção por conta da caça predatória e da destruição do seu habitat, o animal – que, inclusive, é o menos conhecido entre as 11 espécies de tatu do Brasil – foi eleito pela Fifa para representar oficialmente o evento mundial de futebol, provando que a sustentabilidade está ganhando cada vez mais espaço nas mais diversas áreas –até os estádios estão acompanhando esse “movimento verde”. A decisão marcará o começo de uma longa batalha pela sobrevivência do tatu-bola. O título de embaixador dos jogos será um divisor de águas para a espécie, que em breve passará da classificação “vulnerável” para “criticamente ameaçada” na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (IUCN). “Ao ganhar os olhos do mundo, durante a competição, tudo pode mudar”, diz o biólogo Rodrigo Castro, coordenador da campanha que lançou a candidatura do animal a mascote.


Ainda há esperança. Essa é, basicamente, a mensagem do relatório The Emissions Gap Report 2012, divulgado pela ONU no fim de novembro. O documento revela que, quando o assunto é a emissão global de CO2 e, a situação do planeta está bem crítica, mas ainda é possível manter o aumento da temperatura do planeta abaixo dos 2ºC – limite máximo considerado seguro pelos cientistas para conservar a vida na Terra, da maneira como a conhecemos hoje. Atualmente, as emissões de CO2e já estão 14% acima do nível que deveriam estar em 2020 e, se mantivermos o ritmo, nos próximos oito anos poderemos chegar à marca de 58 gigatoneladas (Gt) de emissões – sendo que o ideal apontado pela ONU seria reduzir a liberação de CO2e para, no mínimo, 44 Gt até a próxima década. É tanto número que até assusta, né?
Então, como não ultrapassar os 2ºC? A solução apontada pela ONU é a ação imediata dos governos de todos os países, que devem cumprir os compromissos que já existem, no que diz respeito à redução de emissões, e ainda ir além deles. O relatório estima que há grandes possibilidades de diminuir a liberação de CO2e em cerca de 17 Gt até 2020, a partir do corte significativo de emissões em setores como construção, transporte e energia.
A má notícia é que o relatório, lançado antes da Conferência de Mudanças Climáticas, alerta que “o tempo está se esgotando” e, com o resultado do evento da ONU, a situação pode ficar ainda pior. Isso porque o documento assinado na COP18 prorroga o Protocolo de Kyoto até 2020, mas não tem metas de redução de emissões ambiciosas para os países signatários. E, para piorar, quatro países – Japão, Rússia, Canadá e Nova Zelândia – que participaram da primeira fase do acordo, “pularam fora” da sua renovação. Agora, as nações participantes de Kyoto respondem por, apenas, cerca de 15% do total de emissões de gases estufa de todo o mundo, o que torna ainda mais difícil manter o aumento da temperatura abaixo dos 2ºC. O relógio está correndo… 2013 está logo aí!



Em julho, cientistas anunciaram a descoberta da existência de partículas subatômicas que se comportam como o Bóson de Higgs. A descoberta coroou uma jornada científica iniciada na década de 1970 e que tentava esclarecer como todo o universo é formado. Confira o vídeo que explica o que são essas partículas e o que a descoberta representa:




Fonte: Débora Spitzcovsky /superabril
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