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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

BUTIÁ


BUTIÁ é a designação comum às palmeiras do gênero Butia, nativas da América do Sul. Às margens da Lagoa dos Patos, butiazal ocupa 800 hectares no RS.





Possui em geral estipe médio, com cicatriz de pecíolos antigos, longas folhas penatífidas trançadas, e pequenas drupas comestíveis, com semente oleaginosa. Também conhecida por MACUMÁ.
O maior butiazal contínuo do Rio Grande do Sul fica a menos de 100 quilômetros de Porto Alegre, no município de Tapes, no limite com Barra do Ribeiro. O conjunto de árvores da família das palmeiras, que ocupa uma área de 800 hectares, é o que sobrou da vegetação que ocupava grandes extensões no estado há milhares de anos, quando o clima era mais frio. Nesta paisagem típica da costa e do Pampa, vivem pelo menos 50 espécies ameaçadas de extinção.
“Este butiazal chama a atenção pelo tamanho e a densidade. O fato de ser uma área ainda conservada faz com que encontremos lá várias plantas e animais que já são raros em outros locais”, afirma o botânico Fernando Becker, que coordenou um estudo sobre o local realizado pelo Projeto de Conservação e Utilização Sustentável da Diversidade Biológica Brasileira (Probio), do Museu de Ciências Naturais da Fundação Zoobotânica do RS.
Na pesquisa foram avaliadas 385 espécies de plantas, 220 de aves, 30 de répteis e 425 de cascudos. Os estudiosos encontraram inclusive um exemplar de mini lagarto julgado extinto. “O butiazal é remanescente de uma paisagem do passado, quando a temperatura era mais amena e propícia à formação de campos. Com as mudanças climáticas, o tempo ficou quente e úmido, favorecendo a diversidade”, informa o botânico.

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Às margens da Lagoa dos Patos e cercados pela Mata Atlântica, há butiás com centenas de anos. “Os indivíduos maiores têm entre 100 e 200 anos”, diz Becker. No entanto, de 2004 a 2011 parte do local foi utilizado como um lixão da prefeitura. Atualmente, após processo judicial, a área está livre do entulho e deve ser transformada em uma unidade de conservação. “O ideal é compatibilizar a manipulação da terra, por criadores de gado e agricultores que têm terras nos arredores, com a preservação da área”, avisa.

fonte:ambientebrasil

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