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quinta-feira, 31 de maio de 2012

MATA ATLÂNTICA -2


Desmate na mata atlântica cai 58%; restam 7,9% da área original
Pela extensão que ocupa do território brasileiro, a Mata Atlântica apresenta um conjunto de ecossistemas com processos ecológicos interligados.



As formações do bioma são as florestas Ombrófila Densa, Ombrófila Mista (mata de araucárias), Estacional Semidecidual e Estacional Decidual e os ecossistemas associados como manguezais, restingas, brejos interioranos, campos de altitude e ilhas costeiras e oceânicas. Um exemplo da relação entre os ecossistemas é a conexão entre a restinga e a floresta, caracterizada pelo trânsito de animais, o fluxo de genes da fauna e flora, e as áreas onde os ambientes se encontram e vão gradativamente se transformando - a chamada transição ecológica. Porém todo este ecossistema corre sério perigo. Ações antrópicas estão destruindo esses processos ecológicos.
Cerca de metade dos 13,3 mil hectares desmatados nesse bioma em 2011 está em terras mineiras. Os dados são do “Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica”, divulgado ontem pela Fundação SOS Mata Atlântica em parceria com o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O desmate total na região da mata atlântica – vegetação de florestas, de mangues e de restingas (cobertura vegetal rasteira próxima ao mar) que aparece em 17 Estados do país – equivale a mais de 13 mil campos de futebol.
Além do destaque para Minas (com 6.339 hectares a menos), há também a Bahia (4.493 hectares). O número total caiu 58% em relação ao levantamento de 2010, quando o desmate atingiu 31,19 mil hectares.
A queda foi mais acentuada no Sul e Sudeste do país. São Paulo, por exemplo, teve 216 hectares a menos de cobertura vegetal em 2011 – o que é metade do desmate detectado no ano anterior.
Hoje, a mata atlântica conta com apenas 7,9% da sua área original. Com otimismo, ou seja, considerando resquícios isolados de mata atlântica com mais de três hectares, o número chega a 13,32%.
Cinco piores – Entre os cinco municípios que mais desmataram, três são de Minas Gerais. Eles compõem o que os analistas chamaram de “Triângulo do Desmatamento” (em alusão ao Triângulo Mineiro) e estão na região nordeste do Estado. Águas Vermelhas, uma das pontas do triângulo, foi a recordista, com 1.367 hectares de vegetação cortada.
Um dos motivos que tem alimentado o desmate na região é a produção de carvão.   Outro problema, é o fato de o Estado ter retirado a proteção à chamada mata seca, uma das subdivisões da mata atlântica. Isso teria aberto a porteira para mais desmates. O levantamento do atlas cobriu 93% da área do bioma (basicamente o que não estava coberto por nuvens).
Fonte:  Jornal Folha de SP
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