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terça-feira, 27 de abril de 2010

A TERRA PEDE RESPEITO




A humanidade sente que a Terra está viva quando é abalada por ela. Onde quer que você olhe, há vida.





A Terra está viva. Os ciclos dos elementos nutritivos do solo e os movimentos das águas e dos oceanos comparam-se a circulação sanguínea. A natureza tem a sua vida, com as suas diferentes manifestações, o bom tempo, a chuva, o nevoeiro, a neve. As estações se sucedem – A Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno – Todas as mudanças que elas provocam são uma linguagem que devemos aprender a decifrar.

Sempre a Terra mexeu. Vomitou fogo, separou e aproximou blocos, aqueceu e arrefeceu. Sempre mostrou que está viva! Ao que parece, num movimento que busca o equilíbrio. A Terra era sagrada tanto como a fonte da vida tanto como o receptáculo dos mortos. Ela dá a vida a todas as coisas, sustenta-as e as recebe de novo em seu ventre.

A mãe Terra exala o sopro da vida, o qual nutre os organismos vivos em sua superfície. Se a pressão se acumula em seu interior ela arrota causando tremores em todo o globo. Os fluidos que correm por seu interior e as águas que jorram de suas nascentes são como o sangue. Dentro do seu corpo existem veias, algumas das quais contém líquidos, e outros fluidos solidificados, como betume, metais e minerais. Suas entranhas estão cheias de canais, câmaras de fogo e fissuras por onde o fogo e o calor são emitidos em exalações vulcânicas e fontes de água quente.
Onde quer que você olhe, há vida. Em qualquer lugar, há todos os motivos de que você precisa para odiar o mundo ou para viver em paz. Não importa quanto você é pequeno, sempre vai levar milhares de formas de vida junto de ti. Não importa quanto você seja grande, sempre há um espaço, um lugar, que te faça se sentir um grão de areia na praia.
Assim como é em cima é embaixo, não é? Então, todos nós somos ao mesmo tempo gigantes e microscópicos, a razão de uma existência e insignificantes. É tudo uma questão de perspectiva. É preciso perceber que o momento certo de ativar o zoom para expandir sem inflar o ego, e encolher sem nos afetar a autoestima, sempre quando for preciso. Tudo na vida é tão indispensável e inútil quanto nós mesmos queremos, inclusive nós próprios.
Somente quando o homem tiver matado o último animal, pescado o último peixe, cortado a última árvore, explorado o último mineral, verá que dinheiro não se come. Quem minério não dá duas safras.
Devido a má situação do mundo viver alienado é a pior de todas as coisas. O que está acontecendo com nosso planeta? Onde a vida foi plantada com tanto amor, onde todos se amavam de uma forma perfeita, hoje se calam escondendo a dor. O que é que eu posso fazer? O que é que eu posso inventar? Pra esse mundo ter jeito.

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