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terça-feira, 8 de novembro de 2011

INVERSÃO TÉRMICA


Introdução 
A inversão térmica é um fenômeno atmosférico muito comum nos grandes centros urbanos industrializados regiões onde o nível de poluição é muito elevado, sobretudo naqueles localizados em áreas cercadas por serras ou montanhas. Esse processo ocorre quando o ar frio (mais denso) é impedido de circular por uma camada de ar quente (menos denso), provocando uma alteração na temperatura, quando há uma mudança abrupta de temperatura devido à inversão das camadas de ar frias e quentes.
Como ocorre a Inversão Térmica
É importante ressaltar que a inversão térmica é um fenômeno natural, sendo registrada em áreas rurais e com baixo grau de industrialização. No entanto, sua intensificação e seus efeitos nocivos se devem ao lançamento de poluentes na atmosfera, o que é muito comum nas grandes cidades.
Pelas leis da natureza, o ar quente (mais leve) está sempre subindo, e o ar frio, (mais pesado), sempre descendo. Ao amanhecer, o sol aquece o solo, fazendo com que o ar próximo a ele também tenda a subir.
A camada de ar fria, por ser mais pesada, acaba descendo e ficando numa região próxima a superfície terrestre, retendo os poluentes. O ar quente, por ser mais leve, fica numa camada superior, impedindo a dispersão dos poluentes.
Este fenômeno climático pode ocorrer em qualquer dia do ano, porém é no inverno que ele é mais comum. Intensifica-se em virtude da perda de calor. O ar próximo à superfície fica mais frio que o da camada superior, influenciando diretamente na sua movimentação. O índice pluviométrico (chuvas) também é menor durante o inverno, fato que dificulta a dispersão dos gases poluentes.
Em alguns dias do inverno, porém, a camada de ar rente ao solo torna-se ainda mais gelada que a camada imediatamente acima dela. Como as camadas mais elevadas também são frias, forma-se um "sanduíche": uma faixa quente entre duas faixas frias. Essa combinação faz com que a camada gelada, junto ao solo, não consiga se dissipar. "O fenômeno ocorre quando há muita umidade próxima à superfície da Terra, em geral logo após a passagem de uma frente fria", diz o meteorologista Francisco Alves do Nascimento, do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), de Brasília.
Nas grandes cidades, podemos observar no horizonte, a olho nu, uma camada de cor cinza formada pelos poluentes. Estes são resultado da queima de (gasolina e diesel principalmente) pelos automóveis e caminhões. 
Problemas de Saúde
Este fenômeno afeta diretamente a saúde das pessoas nas grandes metrópoles, porque, de manhã, quando surge a inversão térmica, uma grande quantidade de automóveis sai às ruas, liberando gases tóxicos como o monóxido de carbono. O tormento tende a se agravar em dias sem ventos, que facilitariam a dispersão dos poluentes. Os mais afetados são crianças, provocando doenças respiratórias, cansaço, irritação nos olhos, intoxicações entre outros problemas de saúde.
Pessoas que possuem doenças como, por exemplo, bronquite e asma são as mais afetadas com esta situação.
POSSÍVEIS MEDIDAS E/OU SOLUÇÕES
Entre as possíveis medidas para minimizar os danos gerados pela inversão térmica são;
  • a utilização de biocombustíveis ou energia elétrica no lugar combustíveis fósseis derivados do petróleo  poderia reduzir significativamente este problema;
  • fiscalização de indústrias;
  • redução das queimadas;
  • políticas ambientais mais eficazes;
  • Campanhas públicas conscientizando as pessoas sobre a necessidade de trocar o transporte individual (particular) pelo transporte público (ônibus e metrô) também ajudaria a amenizar o problema.
Soluções para estes problemas estão ligados diretamente à adoção de políticas ambientais eficientes que visem diminuir o nível de poluição do ar nos grandes centros urbanos.

referência
http://www.suapesquisa.com/http://www.brasilescola.com/ http://mundoestranho.abril.com.br
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