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sexta-feira, 12 de maio de 2017

UM OLHAR LÚDICO SOBRE A ARTE AMBIENTAL: A NATUREZA GERANDO POESIAS.


Nascemos para estudar e aprender. Não somos um a pedra que fica estática. Estudar não significa apenas ir à escola. A vida é um estudo. Devemos observar as lições que nos podem ser ensinadas fora da sala de aula. Estudamos para crescer.







São duas, as abordagem para compreender a natureza: 
  1. Estudo da matéria – leva a conceitos de elementos fundamentais, unidades básicas; à medição e quantificação. 
  2. Estudo da forma – remete a conceitos de ordem, organização e relação. Em vez de quantidade remete a qualidade, em vez de medição, envolve mapeamento. 
O estudo da matéria é o estudo das grandezas que podem ser medidas, já o estudo da forma é o estudo de relações que podem ser mapeadas. Por estar intelectualmente fundamentada no pensamento sistêmico, a alfabetização ecológica é muito mais do que Educação Ambiental. Ela é intrínseca a corpo e mente, com profundas interações. Esse processo de aprendizagem é fundamentalmente social. Parte de nossa identidade esta ligada aos laços que estabelecemos na sociedade, e nossa aprendizagem depende das comunidades quais pertencemos.
Ciência e poesia pertencem à mesma busca imaginativa humana, embora ligadas a domínios diferentes de conhecimento e valor. A visão poética cresce da intuição criativa, da experiência humana singular e do conhecimento do poeta. A Ciência gira em torno do fazer concreto, da construção de imagens comuns, da experiência compartilhada e da edificação do conhecimento coletivo sobre o mundo circundante. Tem como vínculo restritivo, ao contrário da poesia, o representar adequadamente o comportamento material; tem, mais profundamente que a leitura poética do mundo, a capacidade de permitir a previsão e a transformação direta do entorno material. As aproximações entre Ciência e poesia revelam-se, no entanto, muito ricas, se olhadas dentro de um mesmo sentimento do mundo.
A poesia e a arte, que parecem constituir necessidades urgentes de afirmação da experiência individual, uma visão complementar e indispensável da experiência humana, não podem ficar de fora das atividades interdisciplinares com os jovens nas escolas, mesmo aquelas ligadas ao aprendizado de Ciências. A interdisciplinaridade em sala de aula é um tema importante e que deve sempre ser explorado pelo professor
  
PASSOS PARA INTERPRETAR UMA POESIA
  1. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes ou mais.
  2. Entenda o vocabulário.
  3. Não permita que  suas ideias prevaleçam sobre as do autor.
  4. Leia com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas.
  5. Cuidado com as opiniões pessoais, elas não existem.
  6. Sinta, perceba a mensagem do autor.
  7. Descubra o assunto e procure pensar sobre ele.
  8. O autor defende ideias e você deve percebê-las.

POEMA

RIO JIRAU
Autor: Rogério de Alvarenga


Rio Jirau foi valente
Este rio capiau
Hoje escorre tão pequeno
Prisioneiro do canal
Rio Jirau já teve força
Correnteza e valentia
Hoje vive tão pequeno
Só lembrado em poesia

Na prainha do Conselho
O Jirau abria as asas
E cobria os pedregulhos
Dando vau pra quem chegar
Logo logo apareciam
Lavadeiras com bacias
Caminhões empoeirados
Vinham para se lavar

E no tempo das enchentes
Quando vinha chuva forte
Invadia as  residências
Isso foi a sua morte.     

 Foi perdendo a galhardia
O seu leito derrubado
Hoje vive tão pequeno
Suspirando em agonia


O poema retrata a vivência do autor em relação ao rio. São reminiscências de um tempo de infância. Antes rio caudaloso, com suas águas límpidas e fortes, que fazia parte do dia-a-dia da comunidade local. Com o passar dos anos e o desenvolvimento urbanístico ele foi sendo degradado, poluído, canalizado, lixiviado pelas intempéries naturais e antrópicas. O ser humano agora incluso no processo de alterações ambientais colabora para alterações drásticas na natureza a medida que cada vez mais precisa de energia e outras fontes naturais para a manutenção do seu sistema ou para o seu benefício próprio. Com a força de trabalho, a primeira natureza é transformada em segunda. A interferência do homem na natureza é indispensável para a continuidade do funcionamento da sociedade, mas por outro lado é preciso lembrar que a natureza e seus recursos são esgotáveis e que ela necessita de respeito e cuidados especiais. Por vezes percebemos que o homem esquece que faz parte da natureza.





Referências 
TRIGUEIRO, André(coordenção): MEIO AMBIENTE NO SÉCULO 21. 21 especialistas falam da questão ambiental nas suas áreas de conhecimento. 5ª Ed. Editora autores associados.Campinas-SP- 2008.
Ildeu de Castro Moreira Instituto de Física - UFRJ http://efisica.if.usp.br/apoio/artigosapoio/a07.pdf
http://www.cienciaepoesia.com.br/?page_id=57
http://www.mundointerpessoal.com/2010/06/como-interpretar-poemas.html
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