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sábado, 3 de setembro de 2016

A BARATA DA VIZINHA

Quem imagina que só existem aquelas baratas de casa, nojentas que vivem nos esgotos se reproduzindo e causando doenças está enganado! O mundo das baratas é incrível. Conheça aqui algumas baratas que podem mudar todos os seus conceitos sobre estes bichinhos simpáticos....




Para a maior parte dos seres humanos, o imenso conjunto de espécies conhecido genericamente pelo nome de “barata” é sinônimo de duas coisas: falta de higiene e chances razoáveis de sobrevivência a um ataque nuclear. Não poderia haver estigma mais injusto. No último mês, a descoberta de um líquido nutritivo análogo ao leite na espécie Diploptera punctata parou a internet. Quase todos os sites de notícias do mundo conhecido – inclusive a GALILEU –, anunciaram a descoberta do “whey protein do futuro”.
Não havia menção no estudo ao possível consumo dessa espécie de leite por humanos, mas a substância pôs as baratas no radar cool de quem não é biólogo – em um mundo em que mesmo os biólogos preferem estudar qualquer outro animal que não seja da ordem Blattodea. Isso é uma pena, afinal, as baratas que ganham a vida no esgoto se alimentando dos nossos restos são apenas 0,65% das 4300 baratas que existem. É hora de ter uma conversa séria sobre preconceito e generalização. A revista do Smithsonian e o livro Cockroaches, da Johns Hopkins University Press, revelam tipos baratas que te farão repensar tudo que você acha que sabe sobre o inseto. 

Conheça um pouco sobre as nobres baratas:

Há uma espécie de barata que faz cosplay de joaninha para sobreviver
Se joaninhas são símbolo de sorte, porque uma barata com pintura de joaninha não traria os mesmos auspícios? As baratas do gênero Prosoplecta desenvolveram a coloração vermelha e preta para fazer com que pássaros predadores as confundam com animais venenosos e não ataquem. Outra tática é tentar se camuflar com besouros. Um ponto para a beleza, dois para o QI. 

 Há essa outra com dois faróis que acendem no escuro

A Lucihormetica fenestrata é um baratão 100% latino com duas "lanternas" que mais se parecem com olhos que brilham no escuro. Ela mora nas bromélias da Floresta Amazônica. Sua bioluminescência é uma tática de atração de fêmeas. Uma barata Don Juan com um olhar literalmente brilhante. Todo o gênero Lucihormetica compartilha essas características. O exemplar abaixo é um Lucihormetica luckae, espécie endêmica do Equador que pode estar extinta.

Esta aqui corre (bem) mais rápido que um guepardo 
Ao medir a velocidade de um animal, é necessário analisá-la em relação ao tamanho do animal em questão. Afinal, um dachshund – o famoso salsichinha – é bem rápido em relação ao tamanho de suas patinhas, mas ainda precisa dar dezenas de passos para percorrer a distância que um ser humano percorre em uma única passada. E quando é esse o critério usado, o guepardo não é páreo para uma das baratas domésticas mais comuns no continente americano, a Periplaneta americana. Ela é capaz de caminhar a 5,4 km/h. Ou seja, se fosse do tamanho de um ser humano, poderia correr a 330 km/h, a velocidade média de um carro de Fórmula 1. Estava procurando superpoderes? Achou no seu ralo.
  
Não é o Besouro verde, mas sim a Barata verde
As baratas do gênero Panchlora, comumente chamadas de baratas verdes, baratas cubanas ou baratas da banana são conhecidas por sua cor esverdeada, o que se torna único entre todas as baratas. Os indivíduos jovens, porém podem assumir cores pardas. São baratas com ampla distribuição nas Américas inclusive aqui no Brasil.

É um besouro? Não espera... è uma barata de cosplay.
Uma grande parte das baratas costumam imitar besouros. O termo mimetismo batesiano se aplica, quando um animal inofensivo imita outro animal nocivo para não ser predado. Não se sabe se é o que acontece aqui, mas alguns gêneros de baratas (e não são poucas) são muito semelhantes a joaninhas e outros besouros crisomelideos como as Prosoplecta e as Phoraspsis. Algumas se assemelham tanto que podem até nos enganar. São conhecidas como baratas besouros, mas de besouro só tem a cara!

Esta barata é um rinoceronte em miniatura
Não é o Tundro( Os Herculóides -  uma série animada de ficção científica, produzida pela Hanna-Barbera nos anos 1960). Algumas espécies de baratas ostentam chifres e crenulações no pronoto ( aquela placa da região dorsal da barata que encobre parcialmente ou totalmente a cabeça). A mais conhecida é a barata rinoceronte Macropanesthia rhinoceros. Os machos destas baratas usam as crenulações para brigarem nas disputas por fêmeas. Porém somente o macho é que possuem estas crenulações para brigarem.

Será esta  uma barata gótica?  Caveira na cabeça..

Algumas baratas são realmente grandes. Um exemplo são as baratas do gênero Blaberus, chamadas de baratas cascudas que costumam ser utilizadas como bichinhos de estimações e ás vezes alimento para outros animais! São conhecidas pelo seu tamanho extremo podendo chegar até 10 cm! Outra grandona é a barata do gênero Hedaia que possui esse nome devido a sua textura semelhante a uma madeira. Esta barata pode chegar a 6cm.

A barata trilobita se acha..... pensa que é um tatu.
Algumas baratas se assemelham com os antigos arthropodas já extintos denominados de trilobitas. Estas baratas conhecidas como “baratas trilobitas” são espécies que se enterram na areia. Algumas ficam tanto na areia que os sedimentos chegam a ficar incrustados em seu exoesqueleto. Um exemplo é o gênero Calolampra e Polyzosteria.

Esta barata  pensa que é um tanque de guerra
A espécie do gênero Platyzosteria encontrada na Austrália, possui um comportamento de defesa semelhante ao besouro bombardeio. Quando ameaçada, ela empina o abdômen para cima e espirra uma substância caustica que se atingir as mucosas pode causar até cegueira temporária. Ai ai ai….

Esta é  a Top Model das baratas
Barata-bonita ou Austral Ellipsidion (Ellipsidion australe) é comum da Austrália. É ativa durante o dia andando sempre entre folhas e flores. Normalmente as baratas se alimentam de tudo (são onívoras), mas a Ellipsidion australe ainda tem o hábito alimentar incerto, como elas são encontradas em plantas, raramente no chão, acredita-se que se alimentam de pólen, seiva e fungos.

Esta barata D’Água, mais parece personagem  do filme Aliens
Apesar do seu nome vulgar, não são baratas, no sentido estrito, são na verdade grandes “barbeiros” aquáticos, sendo também conhecidos pelos nomes de arauembóia, bota-mesa, pica-dedo e escorpião-d’água. Para conseguirem comer as suas presas, as baratas d’água agarram as suas “vítimas” com as patas dianteiras e injetam uma poderosa saliva digestiva que dissolve o interior da sua presa. Costumam se alimentar de caramujos, lesmas, girinos, salamandras, pequenos peixes e outros insetos, sugando seus líquidos orgânicos.


Imagine esta barata gigante  no seu prato principal
Na verdade não é nem um inseto mais sim um crustáceo encontrado nas profundezas do mar. O nome do bicho é "bathynomus Giganteus", mais conhecida como barata gigante ou monstro marinho e é muito comum em águas muito profundas. Ele pode chegar ao tamanho de 50 centímetros e seu peso pode chegar a 2 quilos. São fósseis vivos. Mais de 130 milhões de anos sem evoluir. Poseidon que se cuide...


E agora.... o delicioso primo da barata 




Para saber mais clique AQUI


Referência
http://revistagalileu.globo.com../ http://diariodebiologia.com/... https://pt.wikipedia.org/ 

Um comentário:

Anônimo disse...

Mesmo depois de toda informação ainda as acho nojentas.. Chinelos nelas..