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terça-feira, 29 de março de 2016

O LIXO E SUA PROBLEMÁTICA! O QUÊ FAZER?




Costumamos usar a palavra lixo como sinônimo para tudo que não presta, não tem serventia, é desagradável, aquilo que queremos ver longe de nós. Esta ideia do lixo, faz com que as pessoas, de um modo geral queiram se livrar, a qualquer custo daquilo que não lhe serve mais, não importando se para isso vão poluir as ruas, as cidades, os rios, as nascentes…etc. 


Temos a falsa impressão de que nos livrando desse lixo em nossas casas, estaremos livre do mal que ele acarreta, apenas por estar longe do alcance de nossos olhos. Para quê me preocupar com o que acontece depois que eu coloco o meu lixo para ser recolhido pela Prefeitura, para onde ele vai, que destino ele vai ter? Isso não é problema meu. Muitos podem dizer. Ninguém quer saber se ele está tendo tratamento adequado, se está sendo depositado em encostas de rios, se o chorume produzido está escoando em algum manancial de água, que muitas vezes serve para abastecer o nosso próprio consumo diário.
A atividade econômica, seja ela industrial ou comercial, também causa grandes impactos na geração de resíduos, como todas as atividades humanas. No entanto, com as novas exigências da sustentabilidade, as empresas devem buscar que esse impacto seja o menor possível. A natureza não pode ser vista de forma mercadológica, servindo apenas como fonte de recursos, muitas vezes não-renováveis, a serem utilizados nos processos produtivos das organizações.
  • De acordo com a Wikipédia (http://pt.wikipedia.org). “Resíduos sólidos constituem aquilo que genericamente se chama lixo: materiais sólidos considerados sem utilidade, supérfluos ou perigosos, gerados pela atividade humana, e que devem ser descartados ou eliminados.”
  • Já o artigo 3º, Inciso XV da Lei 12305/10 –define como lixo. “…os resíduos sólidos que depois de esgotadas todas as possibilidades de tratamento e recuperação por processos tecnológicos disponíveis e economicamente viáveis, não apresentem outra possibilidade que não a disposição final ambientalmente adequada, que seria a disposição em aterros sanitários.”
 

O lixo é um crônico problema de saúde pública, silencioso, que pode trazer consequências desastrosas ao meio ambiente, mas muitos não querem ver. Não só o lixo, mas as pessoas que trabalham com esses resíduos, sejam os catadores de materiais recicláveis, como também os garis, da limpeza pública, são invisíveis. Essas pessoas trabalham silenciosamente, fazem a tarefa que ninguém mais quer fazer, limpar a sujeira alheia. Mas como tudo aquilo que é essencial, é invisível para os olhos, basta um só dia, sem que esse trabalho seja feito para se instalar o caos.
O lixo residencial, por exemplo, é formado, em sua maioria, por resíduos orgânicos, ou seja, restos de alimentos e resíduos de origem animal e vegetal. Esse tipo de lixo se decompõe de maneira natural, porém se for depositado com outros materiais, como geralmente é feito, além de contaminá-los, produz, principalmente em locais de clima quente, como é o caso do Brasil, rapidamente um líquido, o chorume, gases tóxicos e se torna o ambiente favorável para a proliferação de agentes patogênicos. Esse material atrai uma série de insetos e animais em busca de alimentos, que se transformam em vetores para os mais variados tipos de doenças. Além do problema ambiental, temos o problema social, daqueles que têm no lixo a fonte de sobrevivência da sua família. Catadores, pessoas que convivem nesse ambiente insalubre, colocam em risco sua vida em troca de uma remuneração baixíssima, em comparação com o benefício ambiental que trazem. Mas se ainda tem utilidade, porque o lixo ainda é tratado como tal?
O lixo é mais do que parecer ser. O lixo é matéria prima fora do lugar. A forma com que uma sociedade trata o seu lixo, os seus velhos, os meninos de rua e os doentes mentais atesta o seu grau de civilização. (Grippi, 2006,).  Como podemos perceber, muito pode ser ganho se com a mudança de prioridades em favor do meio ambiente, através da educação ambiental, transformando o que hoje se considera problema em recursos

CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS, o conhecido lixo
  • Lixo domiciliar ou residencial – Aquele que é produzido pelas pessoas em suas residências, geralmente é formado por restos de alimentos, jornais, revistas, embalagens etc. Vale destacar que grande parte do lixo residencial é orgânico (tem origem animal ou vegetal).
  •  Lixo comercial – Gerado pelo setor comercial, é formado em geral por papéis e plásticos de vários grupos.
  • Lixo público – Aquele restante dos serviços de limpeza pública, tais como, varrição, capina e etc.
  • Lixo hospitalar –Resultado da manipulação em serviços de saúde, tais como seringas, agulhas, luvas e etc. Ressalta-se a necessidade de descarte em local adequado, devido à sua alta toxidade.
  • Lixo especial – São resíduos encontrados em portos, aeroportos, terminais rodoviários ou ferroviários. Podem conter agentes patogênicos, oriundos e um quadro de endemia de outro lugar. (Grippi, 2006. p. 25)
  • Lixo industrial – oriundo de atividades industriais, é bastante variado devidos aos diversos tipos de produtos utilizados.
  • Lixo agrícola – formado por resíduos provenientes da agricultura e pecuária, também merecem atenção especial ao descarte, inclusive em relação às embalagens dos agro-químicos devido à alta toxidade das mesmas.
  • Resíduos de Logística Reversa obrigatória (descritos no art. 33 da PNRS)-Agrotóxicos e suas embalagens; Pilhas e Baterias; Pneus; Óleos lubrificantes seus resíduos e embalagens; Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista; Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.
Se verificarmos separadamente cada tipo de lixo, vamos encontrar inúmeras possibilidades de reutilização de acordo com a classificação dos mesmos, excluindo aqueles que são considerados tóxicos, que deverão naturalmente ter sua destinação final de acordo com a legislação.


RESÍDUOS SÓLIDOS, DE QUEM É A RESPONSABILIDADE?
Segundo a PNRS (Lei 12305/10), a responsabilidade relativa à coleta e a destinação dos resíduos sólidos cabe às Prefeituras Municipais. Porém, ao mesmo tempo a PNRS salienta a responsabilidade pós-consumo dos fabricantes e importadores, através do princípio do poluidor pagador.
“PENSAR GLOBALMENTE, AGIR LOCALMENTE”
O slogan ambientalista usado durante a Conferência Rio-92, chama a atenção para a implantação da Agenda 21 nos Municípios, principalmente no que se refere à elaboração e implantação de políticas públicas para o desenvolvimento sustentável. Porém essa não é uma tarefa predominantemente dos órgãos públicos, segundo, o Ministério do Meio Ambiente, tanto os Governos precisam assumir os princípios da sustentabilidade, como eixo estratégico norteador das políticas públicas, quanto os cidadãos precisam mudar hábitos e atitudes. É necessário aprender a reduzir o consumo de água e energia, escolher produtos locais, optar pelo transporte coletivo, gerar menos lixo, etc..(Caderno de Debate, Agenda 21 e Sustentabilidade, p. 06)

PROFISSÃO, CATADOR
A maior parte do material reciclável coletado hoje é realizada por eles. “Os catadores precisam ser remunerados dignamente pelo serviço prestado”. Eles fazem um trabalho que é constitucionalmente do governo local, e não recebem nada do governo em troca. São geralmente pessoas de pouca ou nenhuma instrução, mulheres e até mesmo crianças, que estão espalhadas pelas ruas, na maioria das grandes cidades, onde são crescentes os números do desemprego. Estas pessoas, às vezes famílias inteiras sobrevivem de um trabalho árduo, muito pouco reconhecido, em condições precárias, em uma vida miserável, retirando, muitas vezes do lixo o seu alimento. Esse é um problema social, pois vivem em uma realidade de exclusão, sem expectativa de um futuro de dignidade e cidadania.

ENFIM.. SOMOS OS PRODUTORES E CONSUMIDORES.
Um conceito muito utilizado quando se visa a sustentabilidade na gestão integrada dos resíduos urbanos, são os 3R’s: Reduzir, Reutilizar e Reciclar.
A grande recompensa quando se utiliza esse conceito está no fato de não haver desperdício de recursos naturais, haverá um impacto menor na geração de novos produtos, além de reduzir o volume de resíduo que contaminará o meio ambiente. Os benefícios econômicos podem ser mensurados, por exemplo, quando se reutiliza os materiais recicláveis para a produção de novos produtos. A Reciclagem tem um papel muito importante no desenvolvimento sustentável. E depende de cada um de nós para se ter resultado. O problema é que o ser humano vive em um mundo de recursos naturais finito. Estamos vivendo em um estado crítico, onde o preocupante crescimento populacional, o desenvolvimento tecnológico, aliado ao consumo desenfreado, além do mercado capitalista, contribuem para que produzamos montanhas de resíduos sem termos ideia da destinação final dos mesmos. O impacto disso tudo no meio ambiente nós já conhecemos, ar e água poluídos, alimentos contaminados por agrotóxicos e outros tipos de poluição que afetam a qualidade de vida neste planeta. Nesse contexto, a educação ambiental é indispensável para a criação da consciência ecológica, aquela que começa em casa. Vale lembrar que o nosso papel como cidadão não termina na fronteira da porta da nossa casa. 

fonte:
Portal EcoDebate, wikipedia, bibocaambiental.

Um comentário:

Sandra Guedes disse...

#AoMestrecomCarinho!!
Ainda hj eu comento com meus colegas de serviço um “exemplo de cidadania” que um certo professor deu na turma quando ele chegou em sala. A sala de aula estava imunda, ai o prof. saiu e voltou com uma vassoura e uma pazinha de lixo. Limpou a sala e depois começou a aula. Ele não reclamou da sujeira e muito menos deu sermão. Depois disto nunca mais sujamos a escola, e carrego este exemplo para o resto de minha vida.
Prof. Omar o senhor é meu exemplo, nunca vou te esquecer.
Que Deus te abençoe eternamente.