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domingo, 7 de setembro de 2014

FORDITE - A PEDRA AUTOMOTIVA


As fábricas de automóveis sempre produziram e produzem grande impacto sobre o meio ambiente, mas curiosamente, um dos subprodutos da antiga indústria automobilística era muito belo, a Fordite, também conhecida como ágata de Detroit, por possuir cores brilhantes e redemoinhos psicodélicos. Sinais dos tempos.... Essas pedras incríveis foram acidentalmente criadas a partir de camadas de pintura antiga de carros.








Mas Fordite não é uma gema/pedra preciosa
É o resto de tintas que se acumularam em câmaras de pintura, formando camada sobre camada de cores de todos os tipos. Esta formação não natural, nativa de Detroit e derivada das infinitas camadas de pinturas aplicadas em automóveis na era anterior à das linhas de montagem robotizadas. À primeira vista, essas pedras brilhantes e coloridas podem parecer ágatas, um tipo de quartzo caracterizado pela sua variedade de cores, geralmente dispostas em faixas paralelas. As ágatas são bem valorizadas pela sua beleza e muito usadas na indústria de joias.
 
 

A semelhança  com as ágatas termina nas cores. Sua origem é muito diferente e pode surpreendê-lo: chamadas de Fordites, elas são depósitos de tintas usadas para pintar carros antigamente.  Antes do processo de pintura automobilística ser automatizado como é agora, as carrocerias de automóveis eram pintadas à mão em linhas de produção.  Os carros eram pintados com spray e estacionados em um forno gigante, para a tinta secar. Juntamente,  secava também a tinta escorrida no equipamento usado para mover os carros.  Esta tinta, então, era cozida e se solidificava. Após este processo ser repetido centenas ou milhares de vezes, os depósitos cresciam e chegavam a vários centímetros de espessura.


Com o tempo o forno ia ficando revestido com múltiplas camadas coloridas até chegar ao ponto de alguém precisar quebrar essa crosta que normalmente era jogada fora. Até que algum metalúrgico (empreendedor) com uma sensibilidade mais apurada reconheceu o valor potencial desses resíduos como objeto de arte e os  guardaram para que eles fossem transformados em joias mais tarde.


Quando essas "pedras" são moídas e polidas, revelam uma deslumbrante diversidade de cores. Algumas delas podem inclusive representar a história automotiva dos Estados Unidos, de onde vêm – as fordites mais velhas contêm cores que não são mais populares hoje em dia, como uma verde amarelada, por exemplo. Embora joalheiros modernos possam recriar esse processo e criar sua própria fordite, as pedras com uma história real por trás delas são as mais valiosas. Com o avanço da tecnologia, as rochas automotivas foram dadas como relíquias.

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