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domingo, 5 de maio de 2013

TURISMO E SUSTENTABILIDADE


Os visitantes de um destino turístico desejam apenas desfrutar das belezas naturais? Ou será que cansados da vida nas grandes cidades buscam um lugar recheado de “estórias” e de experiências que merecerão ser contadas? O que você pensa a respeito? Será que o turista quer somente belezas naturais? E se o tempo estiver ruim? O que fazer? Como preservar, respeitar e conviver com a cultura local? Quantas dúvidas!





No Brasil, no âmbito do Programa de Regionalização do Turismo, foi desenvolvido o projeto  Economia da Experiência, que tem como referência as teorias postuladas por Rolf Jensen no best-seller The Dream Society ( A Sociedade dos Sonhos, 1999) e por Joseph Pine e James Gilmore em The Experience Economy (Economia da Experiência, 1999). Segundo esses analistas, o turista não quer mais ser meramente contemplativo, mas protagonista de sua própria experiência no destino que escolheu para sonhar. A partir dessa linha de pensamento, o principal objetivo dos profissionais do turismo seria adaptar suas empresas ao novo conceito. Assim, estabelecimentos e serviços ganham importantes diferenciais e passam a oferecer experiências memoráveis aos visitantes através da valorização e da singularidade de cada destino.
EXPERIMENTAÇÃO E SUSTENTABILIDADE
O conceito da experimentação começa na pesquisa da história, tradição e cultura por meio das vivências experimentadas, que se
tornam uma “marca do destino”. Ao se alinhar todo o potencial turístico do destino – belezas naturais, história, cultura e atrativos – com bons serviços pode-se criar uma boa receita para satisfazer moradores e turistas. E como clientes satisfeitos são bons divulgadores, possibilita-se que outros visitantes venham conhecer o destino turístico. Nada melhor do que uma boa indicação! Ou seja, o famoso “boca a boca”. Por outro lado, a construção da sustentabilidade exige um esforço conjunto no sentido da busca por soluções aos problemas que surgem em todo processo de desenvolvimento turístico. Não podemos esquecer a infraestrutura básica para atender a demanda do fluxo turístico e a capacidade de carga estabelecida. Outro aspecto suma importância a ser considerado é o associativismo – prática testada e aprovada que direciona o trabalho conjunto para o diálogo social. Já está comprovado que o isolamento em nada contribui para a sustentabilidade de uma coletividade. Neste cenário construtivo e participativo, precisamos analisar alguns aspectos importantes: 
HOTELARIA/HOSPEDAGEM - É importante que os meios de hospedagem participem de uma associação local para refletir sobre suas necessidades. Entre muitos aspectos, destaca-se como fundamental o treinamento na qualificação profissional dos funcionários e os cuidados básicos/essenciais com os serviços de hotelaria.
MEIOS DE  TRANSPORTE - Os que fornecem serviços de transportes, traslados e passeios – também reunidos de forma associativa – devem prover veículos bem equipados e em excelente estado de conservação e manutenção, com equipes bem treinadas, capacitadas, uniformizadas, atenciosas e educadas. O relacionamento entre os membros da equipe, o atendimento e a qualidade dos serviços prestados deve constituir uma preocupação constante.
GASTRONOMIA/ALIMENTAÇÃO – Para os fornecedores da área alimentação deveriam coligar-se em associação que os represente. Higiene, conservação, manipulação, qualidade dos alimentos, atendimento, variedade de cardápios e de pratos típicos devem ser “marca registrada” na culinária do destino turístico.
A partir desta perspectiva sistêmica, a participação e a interação dos representantes dos diversos segmentos da comunidade local, devidamente coordenados por um Conselho Gestor, são fundamentais para o desenvolvimento de projetos específicos e estruturantes. É indicado que os projetos estejam alinhados e compatibilizados entre si, e geridos pelo Conselho. Outro aspecto importante: a participação dos representantes da comunidade e demais atores sociais na elaboração e priorização de projetos que irão compor o programa de desenvolvimento sustentável. A sustentabilidade de um destino depende do modelo de turismo a ser desenvolvido, que deve considerar os elementos básicos de um plano turístico, a saber: o público alvo a atrair, o levantamento e a proteção do patrimônio histórico, natural e cultural, a oferta turística, o melhoramento contínuo de produtos e serviços, a elaboração de um calendário de eventos, o estabelecimento de estratégias de competitividade de mercado e a divulgação. Ainda sobre a elaboração de um plano para o desenvolvimento sustentável não se pode esquecer-se de traçar cenário (realistas, otimistas e pessimistas), analisar os fatores de influência, as tendências de mudanças, os riscos e oportunidades, assim como, estudar os diversos aspectos de viabilidade de cada projeto e do programa como um todo. Nessa perspectiva, acredita-se que a participação de todos os atores deste processo – cada um no seu espaço e com os seus conhecimentos e competências – poderão efetivamente contribuir para o desenvolvimento sustentável do destino turístico.

A geografia do turismo no Brasil clique aqui 
fonte: cidadania;meio ambiente

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