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sábado, 12 de fevereiro de 2011

VULCÃO



Formação dos vulcões e as erupções mais destruidoras da história...



Antigamente pensava-se que a lava, ou fogo líquido, expelida pelos vulcões, viesse diretamente do núcleo terrestre. Mas hoje em dia sabe-se que não é bem assim. Através da cratera do vulcão a lava (mistura de rochas fundidas) é expelida para fora. A lava vem de "bolsões" ou "lagos" subterrâneos de magma - nome dado à lava antes de sair do vulcão. Esses depósitos magmáticos ficam entre a parte superior do manto e a camada inferior da crosta terrestre.O canal por onde o magma sai é denominado chaminé. O material constituinte do magma, rochas e metais derretidos, produzem gases. Quando a pressão exercida por eles é maior do que a crosta terrestre pode suportar, ela se rompe e a lava é jogada para fora, como uma enorme fonte de fogo. Quanto maior a pressão dentro dos bolsões de magma, tanto maior será a força de efusão da lava - essa pode jorrar com tanta força que atinge quilômetros de altura.
Ao cair ao longo da cratera, a lava produz o cone vulcânico, que se parece com uma montanha. Conforme as erupções acontecem, o cone tende a aumentar - no caso do monte Fuji, no Japão, ele chega a ter 3.778 metros de altura.
Antes de uma erupção, costuma-se ouvir um estrondo, como um trovão, seguido de tremores de terra. Numa explosão violenta, pedaços de rocha do tamanho de carros são jogados a quilômetros de distância, como se fossem pedrinhas. O vulcão joga a lava para fora, que escorre da montanha de fogo, destruindo tudo ao seu redor.

Vulcões inativos
Pessoas que moram perto de vulcões estão acostumadas a leves tremores de terra e só se assustam mesmo quando o vulcão começa a soltar fumaça (gases) e lava. Chuvas de cinzas são comum nesses lugares. O solo de lugares próximos a vulcões costuma ser fértil por causa das cinzas vulcânicas, e é aproveitado na agricultura. Em lugares como Kafla, na Islândia, a população aproveita os gases expelidos por fendas na crosta (próximas ao vulcão) para aquecer casas e para a produção de alimentos em estufas.

Tipos de vulcão
Uma das formas de classificação dos vulcões é através do tipo de material que é eruptido, o que afeta a forma do vulcão. Se o magma eruptido contém uma elevada percentagem em sílica (superior a 65%) a lava é chamada de félsica ou "ácida" e tem a tendência de ser muito viscosa (pouco fluida) e por isso solidifica rapidamente. Os vulcões com este tipo de lava têm tendência a explodir devido ao facto da lava facilmente obstruir a chaminé vulcânica. O Monte Pelée na Martinica é um exemplo de um vulcão desse tipo.
Se, por outro lado, o magma é relativamente pobre em sílica (conteúdo inferior a 52%) é chamado de máfico ou "básico" e causa erupções de lavas muito fluidas capazes de escorrer por longas distâncias. Um bom exemplo de uma escoada lávica máfica é a do Grande Þjórsárhraun (Thjórsárhraun) originada por uma fissura eruptiva quase no centro geográfico da Islândia há cerca de 8000 anos. Esta escoada percorreu cerca de 130 quilômetros até o mar e cobriu uma área com 800 km².
  • Vulcão-escudo: o Havaí e a Islândia são exemplos de locais onde são encontrados vulcões que expelem enormes quantidades de lava que gradualmente constroem uma montanha larga com o perfil de um escudo. As escoadas lávicas destes vulcões são geralmente muito quentes e fluidas, o que contribui para ocorrerem escoadas longas. O maior vulcão desse tipo na Terra é o Mauna Loa, no Havaí, com 9000 m de altura (assenta no fundo do mar) e 120 km de diâmetro. O Monte Olimpus em Marte é um vulcão-escudo e também a maior montanha do sistema solar.
  • Cones de escórias: é o tipo mais simples e mais comum de vulcões. Esses vulcões são relativamente pequenos, com alturas geralmente menores que 300 metros de altura. Formam-se pela erupção de magmas de baixa viscosidade, com composições basálticas ou intermediárias. 
  • Estratovulcões: também designados de "compostos", são grandes edifícios vulcânicos com longa atividade, forma geral cônica, normalmente com uma pequena cratera no cume e flancos íngremes, construídos pela intercalação de fluxos de lava e produtos piroclásticos, emitidos por uma ou mais condutas e que podem ser pontuados ao longo do tempo por episódios de colapsos parciais do cone, reconstrução e mudanças da localização das condutas. Alguns dos exemplos de vulcões desse tipo são o Teide na Espanha, o Monte Fuji no Japão, o Cotopaxi no Equador, o Vulcão Mayon nas Filipinas e o Monte Rainier nos EUA. Por outro lado, esses edifícios vulcânicos são os mais mortíferos da Terra, envolvendo a perda da vida de aproximadamente 264000 pessoas desde o ano de 1500.  
  • Caldeiras ressurgentes: são as maiores estruturas vulcânicas da Terra, possuindo diâmetros que variam entre 15 e 100 km². À parte de seu grande tamanho, caldeiras ressurgentes são amplas depressões topográficas com uma massa elevada central. Exemplos dessas estruturas são a Valles (EUA), Yellowstone (EUA) e Cerro Galan (Argentina).
  • Vulcões submarinos: são aqueles que estão abaixo da água. São bastante comuns em certos fundos oceânicos, principalmente na dorsal meso-atlântica. São responsáveis pela formação de novo fundo oceânico em diversas zonas do globo. Um exemplo desse tipo de vulcão é o vulcão da Serreta no Arquipélago dos Açores.
No Brasil
O território brasileiro tem a sorte de ficar em cima de uma parte muito antiga da crosta terrestre, e por isso não há vulcões ativos por aqui. Mas foi onde hoje é a Amazônia que houve a maior erupção vulcânica da história da Terra, segundo afirmaram em entrevista à revista "Science" cientistas da Universidade da Califórnia, em Berkeley, nos Estados Unidos. Seus estudos mostram que isso ocorreu na bacia do rio Amazonas há 200 milhões de anos, quando os continentes começaram a se separar - no início, os continentes formavam um supercontinente conhecido como Pangea.

Vulcões Famosos

Confira alguns dos vulcões mais conhecidos do mundo:

  • O monte Fujiyama, no Japão está inativo há 300 anos, mas ainda solta fumaça. É considerado pelos cientistas que estudam vulcões, osvulcanologistas, como ativo de baixo risco. 
  • A erupção do Krakatoa, em 27 de Agosto de 1883, na Indonésia, foi terrível. Para se ter uma idéia, a pressão do magma foi tão grande que o cone do vulcão explodiu. O estrondo foi ouvido na Austrália e foi o primeiro desastre natural a ser transmitido no mundo inteiro. Milhares de pessoas morreram, como relata o livro "Krakatoa, o Dia em que o Mundo Explodiu", do jornalista e escritor Simon Winchester.
  • Na Martinica, o monte Pelée matou 28 mil pessoas na erupção de 8 de maio de 1902. O único sobrevivente foi um prisioneiro condenado à morte - ele estava preso numa cela subterrânea, por isso a lava não chegou até ele. 
  • O Santa Helena, localizado em Washington, nos Estados Unidos, entrou em erupção após 127 anos de "dormência", em 1980. A lava matou 57 pessoas. 
  • Nas Filipinas, em 1991, o Pinatubo entrou em erupção após 611 anos de inatividade. Na ocasião morreram 825 pessoas e cerca de 200 mil ficaram desabrigadas. 
  • O monte Etna encontra-se na Sicília (Itália) e é um vulcão ativo. Sua última erupção aconteceu no dia 21 de julho de 2006. Felizmente, o vulcão deu apenas um espetáculo de beleza, com suas rajadas de lava, sem causar mortes. 
  • O Vesúvio, localizado na Itália, foi o responsável pela tragédia em Pompéia, em 79 d.C. e ainda permanece ativo. 
  • O Kilauea, no Havaí, teve sua última erupção em 15 de março de 2005. Foi quando ocorreu o maior derramamento de lava da história do vulcão.

Turistas poderão visitar interior de vulcão europeu

A Islândia ganhará uma atração inédita no mundo entre os dias 15 de junho e 31 de julho de 2012. Durante o período, turistas poderão entrar no vulcão Thrihnukagigur, que está inativo há mais de quatro mil anos e fica a apenas 30 minutos da capital do país, Reykjavik. Operado pela agência turísticas islandesa “3H Travel”, o passeio começa com uma caminhada de 40 minutos pelos campos de lava que cercam o vulcão e, depois, desce para o centro da câmara magmática do Thrihnukagigur, que está a 120 metros abaixo do solo. Esse mergulho na cratera do vulcão é feito com plataformas sustentadas por cabos e o passeio é indicado para pessoas que estejam em boas condições físicas. De acordo com a “3H Travel”, “não há indícios de que o vulcão irá entrar em erupção novamente em um futuro próximo”. Ainda segundo a entidade, a visitação à cratera foi limitada ao período entre 15 de junho e 31 de julho como forma de “proteger o sensível ambiente que cerca o vulcão” (a câmara magmática do Thrihnukagigur tem sido frequentada por pesquisadores há alguns anos, mas é a primeira vez que estará aberta ao turismo).

Como funcionam os vulcões




  • fonte: uol/wikipedia/ revista galileu/ superabril

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