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terça-feira, 26 de julho de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
REAPROVEITAMENTO ALIMENTAR
REAPROVEITAR ALIMENTOS TAMBÉM É ECOLOGIA, ALÉM DE FAZER BEM A SUA SAÚDE (E SEU BOLSO!).
Algumas atitudes comuns do dia a dia praticadas pela maioria da população, como por exemplo, cozinhar os alimentos como cenoura, chuchu, e legumes em geral sem a casca, podem retirar as barreiras naturais de proteção destes alimentos contra a perda de seus elementos nutritivos durante a fervura. Excluindo a casca comestível de algumas frutas, acabamos perdendo muitas fibras, que são importantíssimas para o bom funcionamento do intestino. Também não se deve cozinhar os legumes em água e depois jogá-la fora, já que todas as vitaminas hidrossolúveis (aquelas diluídas na água) se perdem.
Atualmente a sociedade civil já tem atentado se mobilizar, procurando participar ativamente do desenvolvimento social. Muita gente já sabe que é importante a reutilização alimentar de cascas, talos e folhas, pois o aproveitamento integral dos alimentos, além de diminuir os gastos com alimentação pode melhorar a qualidade nutricional do cardápio. Reduz o desperdício tornando possível a criação de novas receitas.
Essas partes que iriam para o lixo podem ser bem aproveitadas, servindo para suprir a carência de nutrientes no organismo, e tornando o cardápio mais saudável e criativo. Ao desperdiçarmos, tanto contribuímos para a degradação econômica e social do país quanto prejudicamos a saúde de milhões de pessoas que sofrem com a irracionalidade do desperdício.
Utilizar o alimento em sua totalidade significa usar os recursos disponíveis sem desperdício, reciclar e respeitar a natureza pois, além de formar lixo, desperdiçar comida significa também desperdiçar água (cerca de 70% da água disponível é usada na irrigação da lavoura) e poluir a atmosfera (cientistas estão ligando a atividade agrícola ao aquecimento global). Então, vamos começar a olhar o que chamamos de "lixo orgânico" com outros olhos.
IMPORTANTE
Para reaproveitar esses alimentos, é necessário que eles não estejam com os prazos de validades vencidos ou com aspecto estragado. Observe bem os alimentos antes de reaproveitá-los e guarde sempre na geladeira para que eles não pereçam facilmente. O odor também pode ajudar a determinar o estado de conservação dos alimentos.
ALGUMAS RECEITAS
Pó de Casca de Ovo
Separe a casca, ferva por cinco minutos e seque ao sol. Bata no liquidificador e depois passe por um pano fino. Deve ficar como pó. Utilize uma colherinha nos refogados, sopas, arroz, feijão, molhos, etc.. O pó de casca de ovo é riquíssimo em cálcio, nutriente importante para o crescimento e prevenção da osteoporose, na gravidez e amamentação.
Talos de Agrião
Faça bolinhos ou refogados com carne moída.
Folhas de Brócolis ao Forno
600 g de folhas de brócolis (1 pé); 2 ovos batidos; 2 colheres (sopa) de margarina; ¼ xícara (chá) de farinha de rosca; 2 colheres (sopa) de queijo ralado; sal à gosto.
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.
Cozinhe um pouco as folhas de brócolis com sal e escorra. Misture a farinha de rosca com a margarina derretida e junte todos os outros ingredientes, menos o queijo ralado que deve ser salpicado por cima. Asse em forno moderado por 30 à 40 minutos.
Cascas de Goiaba
Lave-as bem e bata-as no liquidificador com água. Adoce à gosto.
Cascas da Maçã
Utilize-as no preparo de sucos e chás.
Doce de Casca de Maracujá
Lave 6 maracujás, descasque-os deixando toda a parte branca e dura com água. Deixe de molho de um dia para outro. Escorra, coloque em uma panela com 2 xícaras de açúcar e 3 xícaras de água. Deixe apurar. Se desejar acrescente canela.
Folhas de Couve-Flor
Prepare sopas com folhas desta hortaliça.
Bolinhos de Folhas de Beterraba
1 copo de talos e folhas lavadas e picadas; 2 ovos; 5 colheres (sopa) de farinha de trigo; 2 colheres (sopa) de água; Cebola picada; Sal à gosto; Óleo para fritar
Bata bem os ovos e misture os outros ingredientes. Frite os bolinhos em óleo quente e escorra em papel absorvente.
Folhas de Uva
Podem ser enroladas com carne moída e servidas com molho de tomate.
Folhas de Figo
Pode-se utilizá-las no preparo de licores, chás ou xaropes.
Doce de Casca de Banana
5 copos de cascas de banana nanica, bem lavadas e picadas2 1/2 copos de açúcar.
Cozinhe as cascas, em pouca água, até amolecerem. Retire do fogo, escorra, reserve o caldo do cozimento e deixe esfriar. Bata as cascas e o caldo no liquidificador e passe por peneira grossa. Junte o açúcar e leve novamente ao fogo lento. Mexendo sempre, até o doce desprender do fundo da panela.
Aperitivo de Cascas de Batata
Cascas de batata; Óleo e sal.
Lave as cascas e frite-as em óleo quente, até ficarem douradas e sequinhas. Tempere à gosto.
Pó de Folha de Mandioca. A folha de mandioca é rica em vitaminas e ferro. Seque as folhas de mandioca na sombra e depois bata no liquidificador. Use uma pitada de sal ao preparar um prato.
Molho de Cascas de Berinjela para Massas
2 dentes de alho picados; 3 colheres (sopa) de óleo; 2 copos de cascas de berinjelas cortadas em tiras de 1 cm de largura; 1 1/2 copo de água; Sal e pimenta do reino à gosto; 1 colher (chá) de orégano; 4 tomates sem pele e sem sementes ou 6 colheres (sopa) de polpa de tomate.
Doure o alho no óleo. Junte as cascas de berinjelas e refogue por 5 minutos. Junte à água, o sal, a pimenta do reino, o orégano e os tomates. Cozinhe por uns 5 minutos até engrossar ligeiramente. Dá para meio pacote da massa de sua preferência.
Bolinho de Talo de Brócolis
2 xícaras (chá) de talos de brócolis cozido; 2 ovos; 1 cebola média picada; Sal à gosto; 6 Colheres (sopa) de farinha de trigo; Óleo para fritar.
Bata no liquidificador os talos cozidos juntamente com os ovos. Retire e misture os ingredientes restantes. Frite as colheradas em óleo quente.
Rama de Cenoura
Com o ramo de cenoura, experimente preparar bolinhos, sopas, refogados e enriquecer tortas e suflês.
Ramas de Cenoura Crocantes
1 xícara de farinha de trigo; 1 colher (sopa) de óleo; Sal a gosto; 30 raminhos de folhas de cenoura; Óleo para fritar; Misture a farinha com o óleo, o sal e 1/2 xícara de água.
Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.
Passe ligeiramente os raminhos na massa sem cobrí-los totalmente e frite no óleo quente.
Doce de Casca de Melancia
Cascas de 1/2 melancia; 1/2 kg de açúcar; Cravo à gosto; Canela em pau à gosto.
Remova a parte verde da casca, passe a polpa branca pelo ralador grosso e reserve. Misture o açúcar com 1/2 copo de água, junte cravo, canela e faça uma calda deixando ferver por 10 minutos.
Patê de Talos de Legumes
2 colheres de talos de beterraba e de espinafre; 1 copo de ricota ou maionese; Sal e pimenta à gosto. Bata tudo no liquidificador. Sirva gelado.
Pudim de Casca de Goiaba
1 copo de suco de casca de goiaba; 1 copo de água; 2 colheres bem cheias de maisena; 3 colheres bem cheias de açúcar. Dissolva a maisena, junte os demais ingredientes e misture bem. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Despeje em forma umedecida e leve à geladeira.
Geléia de Casca de Abacaxi
Cascas de um abacaxi; 4 copos de água; Açúcar, o quanto baste; 3 colheres bem cheias de amido de milho. Lave com uma escovinha as cascas do abacaxi. Bata as cascas junto com a água no liqüidificador. Passe por uma peneira. Junte o açúcar e a maisena dissolvida. Leve ao fogo e deixe cozinhar bem. Despeje em pirex previamente umedecido. Sirva gelado. A receita abaixo foi extraída do livro "Diga não ao desperdício" - Secretaria da Agricultura do Estado
de São Paulo
Doce de Casca de Abacaxi com Côco
Casca de 1 abacaxi picada; 2 xícaras (chá) de açúcar; 1 pacote de 100g de côco ralado; 1 colher (sopa) de margarina.
Descasque 1 abacaxi, lave a casca e ferva com um pouco de água. Bata a mistura no liquidificador e coe. A parte que ficou na peneira leve ao fogo em uma panela e acrescente o açúcar, o côco, a margarina e o cravo, se quiser. Mexa sempre até desprender do fundo da panela. Dá 16 porções.
Não pode esquecer que todo resto alimentar, pode virar um excelente adubo orgânico.
A alimentação é a base da vida, necessidade primordial do homem e dela depende o estado de saúde do ser humano, em diversos níveis.
O homem que busca saídas para os problemas relativos à sua sobrevivência, precisa compreender a importância de uma alimentação saudável, rica em nutrientes, e que possa alcança-la com a utilização de partes dos alimentos que geralmente são desperdiçados
fonte:http://indigenously.wordpress.com/ http://www.semec.pi.gov.br/http://www.bancodealimentos.org.br
GEOGRAFIA DO BRASIL - RESUMÃO
Geografia do Brasil refere-se aos aspectos físicos naturais do país que, com mais de 8,5 milhões de quilômetros quadrados de extensão, é o quinto maior país do mundo. Localizado na América do Sul, seu relevo apresenta-se relativamente suave, composto por grandes bacias sedimentares, das quais destaca-se a Bacia Amazônica, cercada por planaltos de altitudes moderadas. O ponto culminante do Brasil é o Pico da Neblina, com 2 994 m acima do nível do mar. De forma geral, a origem geológica do território é antiga, cujas formas de relevo suaves são resultados do contínuo intemperismo dos escudos cristalinos.
FOSSA SÉPTICA BIODIGESTORA
Segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e o Abastecimento, a agricultura de base familiar reúne 14 milhões de pessoas, mais de 60% do total de agricultores, e detém 75% dos estabelecimentos agrícolas no Brasil. É comum nessas propriedades o uso de fossas rudimentares (fossa "negra", poço, buraco, etc.), que contaminam águas subterrâneas e, obviamente os poços de água, os conhecidos poços "caipiras". Assim, há a possibilidade de contaminação dessa população, por doenças veiculadas pela urina, fezes e água, como hepatite, cólera, salmonelose e outras.
O processo de biodigestão de resíduos orgânicos é bastante antigo, sendo que a primeira unidade foi instalada em Bombaim, na Índia em 1819; na Austrália uma companhia produz e industrializa o metano a partir de esgoto desde 1911. A China possui 4,5 milhões de biodigestores que produzem gás e adubo orgânico, sendo que a principal função é o saneamento no meio rural (http://www.cdcc.sc.usp.br/escolas/juliano/biodiges.html#6).
No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.
No Brasil, a ênfase para os biodigestores foi dada para a produção de gás, com o objetivo de converter a energia do biogás em energia elétrica através de geradores. Isso permitiu melhorar as condições rurais, como por exemplo o uso de ordenhadeiras na produção de leite, e outros benefícios que podem ser introduzidos. Esse processo realiza-se através da decomposição anaeróbica da matéria orgânica digerível por bactérias que a transforma em biogás e efluente estabilizado e sem odores, podendo ser utilizado para fins agrícolas. As fases do processo constam de: fase de hidrólise enzimática, ácida e metanogênica (Olsen & Larsen, 1987), as quais eliminam todo e qualquer elemento patogênico existente nas fezes, devido principalmente, à variação de temperatura. Com isso, o processo de biodigestão de resíduos orgânicos é uma possibilidade real a ser considerada para a melhoria do saneamento no meio rural.
Em suma, o biodigestor aqui desenvolvido tem dois objetivos:
- substituir, a um custo barato para o produtor rural, o esgoto a céu aberto e as fossas sépticas;
- utilizar o efluente como um adubo orgânico, minimizando gastos com adubação química, ou seja, melhorar o saneamento rural e desenvolver a agricultura orgânica.
O sistema (figura 1a) é composto por duas caixas de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L cada [5], facilmente encontradas no comércio, conectadas exclusivamente ao vaso sanitário, (pois a água do banheiro e da pia não têm potencial patogênico e sabão ou detergente tem propriedades antibióticas que inibem o processo de biodigestão) e a uma terceira de 1000 L [6], que serve para coleta do efluente (adubo orgânico). As tampas dessas caixas devem ser vedadas com borracha e unidas entre si por tubos e conexões de PVC de 4", com curva de 90o longa [3] no interior das caixas e T de inspeção [4] para o caso de entupimento do sistema. Os tubos e conexões devem ser vedados na junção com a caixa com cola de silicone e o sistema deve ficar enterrado no solo para manter o isolamento térmico. Inicialmente, a primeira caixa deve ser preenchida com aproximadamente 20 L de uma mistura de 50% de água e 50% esterco bovino (fresco). O objetivo desse procedimento é aumentar a atividade microbiana e consequentemente a eficiência da biodigestão, dever ser repetido a cada 30 dias com 10 L da mistura água/esterco bovino através da válvula de retenção [1]. O sistema consta ainda de duas chaminés de alívio [2] colocadas sobre as duas primeiras caixas para a descarga do gás acumulado (CH4). A coleta do efluente é feita através do registro de esfera de 50 mm [7] instalado na caixa coletora [6]. Caso não se deseje aproveitar o efluente como adubo e utilizá-lo somente para irrigação, pode-se montar na terceira caixa um filtro de areia, que permitirá a saída de água sem excesso de matéria orgânica dissolvida (figura 1b).
Lista de material necessário para a construção do sistema é a seguinte:
| Item |
Quant.
|
Unidade
|
Descrição
|
| 01 |
03
|
pç
|
Cx de fibrocimento ou fibra de vidro de 1000 L
|
| 02 |
06
|
m
|
Tubo de PVC 100mm para esgoto
|
| 03 |
01
|
pç
|
Válvula de retenção de PVC 100mm
|
| 04 |
02
|
pç
|
Curva 90° longa de PVC 100mm
|
| 05 |
03
|
pç
|
Luva de PVC 100mm
|
| 06 |
02
|
pç
|
Tê de inspeção de PVC 100mm
|
| 07 |
10
|
pç
|
O'ring 100mm
|
| 08 |
02
|
m
|
Tubo de PVC soldável 25mm
|
| 09 |
02
|
pç
|
Cap de PVC soldável 25mm
|
| 10 |
02
|
pç
|
Flange de PVC soldável 25mm
|
| 11 |
01
|
pç
|
Flange de PVC soldável 50mm
|
| 12 |
01
|
m
|
Tubo de PVC soldável 50mm
|
| 13 |
01
|
pç
|
Registro de esfera de PVC 50mm
|
| 14 |
02
|
tb
|
Cola de silicone de 300g
|
| 15 |
25
|
m
|
Borracha de vedação 15x15mm
|
| 16 |
01
|
tb
|
Pasta lubrificante para juntas elásticas em PVC rígido – 400g
|
| 17 |
01
|
tb
|
Adesivo para PVC – 100g
|
| 18 |
01
|
litro
|
Neutrol
|
FERRAMENTAS
| em |
Quant.
|
Unidade
|
Descrição
|
| 01 |
01
|
pç
|
Serra copo 100mm
|
| 02 |
01
|
pç
|
Serra copo 50mm
|
| 03 |
01
|
pç
|
Serra copo 25mm
|
| 04 |
01
|
pç
|
Aplicador de silicone
|
| 05 |
01
|
pç
|
Arco de serra c/ lâmina
|
| 06 |
01
|
pç
|
Furadeira elétrica
|
| 07 |
01
|
pç
|
Pincel de ¾'
|
| 08 |
01
|
pç
|
Pincel de 4"
|
| 09 |
01
|
pç
|
Estilete ou faca
|
| 10 |
02
|
fl
|
Lixa comum no. 100
|
Se não for utilizar o efluente como adubo orgânico, mais:
- Areia fina lavada
- Pedra britada nº 1
- Pedra britada nº 3
- Tela de nylon fina - tipo mosquiteiro
bibliografia: http://www.cnpdia.embrapa.br
terça-feira, 19 de julho de 2011
sábado, 9 de julho de 2011
VALE A PENA COMER UM TOMATE?
Vale à pena comer um tomate? Até o final do século XX a resposta dependia do conteúdo calórico e do esforço necessário para obter o alimento. No século XXI, essa equação já não é tão simples.
Imagine um homem primitivo que se alimenta do que encontra na natureza. Nesse caso a conta é simples: se a energia consumida em um tomate é superior a energia gasta para obte-lo, vale a pena comer o tomate. Se um tomate fornece vinte quilocalorias de energia e gastamos cinco quilos calorias para encontrar o pé de tomate, o resultado é que após o esforço lucramos quinze quilocalorias. Imagine agora que o pé de tomate esteja no alto de uma montanha. Após gastar duzentas quilocalorias para escalar a montanha, podemos saborear o tomate de vinte quilocalorias. O resultado é que vamos ficar com mais fome do que antes de iniciarmos a empreitada: um déficit de 180 quilocalorias. É claro que nunca os homens primitivos nem os animais pararam para fazer essa conta, mas, se a estratégia de alimentação de um animal não seguir esse modelo, ele simplesmente morre.
Imagine agora o processo decisório de um consumidor de tomates do século XX. Ele vai ao supermercado e descobre que o fruto de vinte quilocalorias custa equivalente ao salário de um dia de trabalho. Se ele gastar o salário com tomates, vai morrer de fome, pois seu poder aquisitivo não é suficiente para comprar tomates necessários para mante-lo vivo por um mês. Por outro lado, se o tomate custar o equivalente a um minuto de trabalho vale a pena comer o tomate. Na verdade, o cálculo de custo/beneficio é basicamente o mesmo utilizado pelo homem primitivo. O salário não passa de uma maneira de quantificar o esforço necessário para obter o alimento.
Agora estamos no século XXI e nosso consumidor de tomates se preocupa com o meio ambiente. Ele sabe que os tomates que vai comprar no supermercado, apesar de ainda conterem as mesmas vinte quilocalorias e custarem o equivalente a um minuto de trabalho, foram produzidos em uma fazenda distante do supermercado. No cultivo do fruto foram utilizados combustíveis fósseis tanto para produzir os fertilizantes e arar a terra quanto para colher e transportar o tomate até o mercado consumidor. Isto sem contar o plástico, o papel da embalagem e refrigeração. Os gastos de energia relacionados com a produção do tomate podem ser calculados, e assim é possível determinar o impacto da produção do tomate na liberação de CO2 na atmosfera e sua contribuição para o aquecimento global. Será que ainda vale à pena obter vinte quilocalorias de um tomate, se foram utilizadas quase trezentas quilocalorias em combustíveis fosseis para produzi-lo?
Ecólogos como o americano David Pimentel, da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, têm se dedicado a esses cálculos. A fim de produzir o alimento necessário para alimentar por um dia um americano médio, são utilizados 5,3 litros de petróleo, quase a mesma quantidade consumida pelo carro desse mesmo americano. Pimentel calcula que 17% do petróleo que se consome nos Estados Unidos são utilizados na produção de alimentos. Para produzir cada quilocaloria de proteína animal, utilizam-se quarenta quilocalorias oriundas de combustíveis fósseis. O que David Pimentel vem tentando demonstrar é que hoje, nos Estados Unidos, comer polui tanto quanto dirigir automóveis. E agora? Vale à pena comer um tomate? E quando acabar o petróleo, de onde virão os tomates?
Bibliografia:
Reinach, Fernando; A longa marcha dos grilos canibais. Cia das Letras, SP,2010
quarta-feira, 6 de julho de 2011
PRECIPITAÇÃO PLUVIOMÉTRICA- CHUVAS
Chuva é um fenômeno meteorológico que consiste na precipitação de gotas de água no estado líquido sobre a superfície da Terra. A chuva forma-se nas nuvens. Nem todas as chuvas atingem o solo, algumas evaporam-se enquanto estão ainda a cair, num fenômeno que recebe o nome de virga e acontece principalmente em períodos/locais de ar seco.
terça-feira, 5 de julho de 2011
segunda-feira, 4 de julho de 2011
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