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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

PEQUENOS PODEROSOS


Estes pequeninos sapos, rãs ou pererecas, são super... mega... giga... tera.... poderosos! Esqueçam a galeria dos super heróis. Existem sapinhos que aparentemente são inofensivos, mas que na verdade são mortais! São pequenos(até 5cm), e suas características principais são as cores chamativas, o que fazem deles animais respeitados por todos seres vivos.




PERERECA MACACO
(Phyllomedusa sauvagii) rãs arborícolas da América do Sul. Antes da caça, os índios Matsés do Peru usam as secreções da perereca macaco de cera para “sentirem-se como deuses”. Este pequeno anfíbio gorduroso produz uma substância que é 40 vezes mais potente que a morfina, o que equivale a um monte de alívio da dor. Ele também não tem nenhum dos efeitos colaterais desagradáveis ​​da morfina, como a respiração reprimida ou vício. Esta espécie faz um produto químico especial que inibe o crescimento de vasos sanguíneos. Pesquisadores estudam o produto para combater o câncer. 

RÃ DE OLHOS VERMELHOS
(Agalychnis callidryas) Se você é um sapo, a cor de sua pele é extremamente importante. Sapos venenosos usam cores chamativas para avisar os predadores de que eles têm um veneno mortal. Sapos com menos defesas tendem a se proteger se camuflando ao local onde vivem, se misturando com o fundo. A rã de olhos vermelhos é um caso único que usa suas cores tanto para assustar os predadores quanto como camuflagem. Apesar disso, ao contrário da maioria dos anfíbios coloridos elas não possuem veneno. Sua característica mais marcante são os olhos vermelhos que parecem brilhar no escuro.

 O CRISTÃO
O sapo crisifixo (Notaden bennettii) da Austrália, produz a mais forte cola não tóxica do mundo. Exibe muitas cores brilhantes. Sua superfície dorsal é amarelo brilhante, com uma cruz de muitas cores centrado na parte traseira. A cruz é descrita com grandes, pontos pretos, e preenchido com pontos brancos, pretos e vermelhos. O ventre é branco, e azul do flanco. Esta espécie vive no subsolo durante nove meses do ano. Como vivem em um deserto, estes animais só surgem quando chove.

SAPO AUSTRALIANO DE OLHOS VERMELHOS
(Litoria chloris) O uniforme verde brilhante acima, ocasionalmente com manchas amarelas, e amarelo brilhante na parte inferior. As partes frontais dos braços e pernas são de cor verde, enquanto a parte inferior é amarelo ou branco. A pele de rã é coberta de substâncias antibacterianas milagrosas que podem curar qualquer coisa, ao que parece. Este possui peptídeos que criam buracos no vírus HIV, fazendo-o sucumbir. É isso mesmo: ele pode literalmente lavar o HIV de uma célula infectada.

O TERRÍVEL
(Phyllobates terribilis ). Da Colômbia. Em relação ao peso e ao tamanho, este é o animal consagrado como sendo o vertebrado mais venenoso do planeta, que pode levar à morte um ser humano em pouco tempo com apenas poucos gramas de veneno. Eles podem atingir até 5 cm. Os índios pegam estas rãs com muito medo e passam as pontas das flexas nas costas delas. Depois de esfregadas, as flexas ficam letais por mais de dois anos. Tem cores variadas, como verde, branco , creme e amarelo-dourado.

O GARIMPEIRO
(Dendrobates tinctorius) pode alcançar quase 6 cm de tamanho. Existe uma coloração bem variada nessas espécies baseada na área geográfica onde estão inseridos. A maioria são pretos tanto com manchas verdes como azul claro e listras ou pontos pretos. vive em florestas tropicais do Suriname, Guiana Francesa e norte do Brasil. O veneno de algumas espécies de dendrobatídeos é usado por tribos indígenas há séculos para embeber as flechas para caçar, pois a vítima fica paralisada e morre. Atualmente estão sendo estudados na fabricação de drogas no combate às dores.

RÃ DO VENENO VERMELHO
(Ranitomeya reticulata). o veneno desse animal é considerado “moderado”. Mas isso não significa que você pode pegá-lo tranquilamente, pois ele pode causar sérios ferimentos a humanos, além de ser capaz de matar animais, como galinhas. A sua peçonha é armazenada em glândulas da sua pele e serve como o segundo plano para os predadores que desrespeitam as suas cores de aviso. Provavelmente, ela deriva das neurotoxinas das formigas das quais ele se alimenta. Natural da América do Sul, floresta Amazônica.

RÃ-MORANGO
(Oophaga pumilio) Pode ser encontrada na Nicarágua, Costa Rica e Panamá. Com sua brilhante pele vermelha, esse pequeno sapo, nativo à América Central. Seu veneno é incrivelmente tóxico, causando inchaço e sensação de queima, mas ainda é relativamente fraca comparada ao do gênero Phyllobates. A sua peçonha é obtida a partir da dieta baseada em ácaros.



O CORCUNDA
(Dendrobates azureus ) O veneno deste sapo azulado pode paralisar e/ou matar qualquer predador que ignore as sua coloração de aviso, inclusive o homem: 2 mg do seu veneno é o suficiente para ser fatal, e a criatura pode ter muito, mas muito mais quantidade do que essa em seu corpo. Entretanto, assim como muitos, esse sapo, nativo da América do Sul, não é venenoso se privado de sua dieta.



RÃ DO VENENO ADORÁVEL
(Phyllobates lugubris) Esse adorável sapinho é o menos tóxico do gênero Phyllobates, mas ainda pode produzir toxinas poderosas. Mesmo assim, a quantidade de veneno produzida é nada mais que 0,8 mg, mas pode causar ataques cardíacos em predadores que tentarem o comer. Nativo: Costa Rica; Nicarágua; Panamá. Cores variadas.


O MULTICOR
(Phyllobates vittatus ). Esse sapo extremamente colorido é o quarto mais tóxico do gênero Phyllobates e contém uma menor quantidade de veneno armazenada se comparado aos outros animais que estão acima da escala de toxicidade. Mesmo assim, é seriamente tóxico, com um veneno que pode causar uma dor excruciante, convulsões e até paralisia. Tem sido relatado que degustar esse sapo leva à sensação “persistente de dormência na língua, seguida por uma sensação desagradável de aperto na garganta”. Pode chegar a 3cm de tamanho. A parte traseira da cabeça são geralmente preto sólido, embora em alguns indivíduos, há uma listra amarela dorsal mediana interrompido. Uma ampla ouro, listra dorsolateral vermelho-laranja ou cor de laranja é executado a partir de cada lado do focinho sobre os olhos e para trás, para baixo para a base da coxa. Encontrado na Costa Rica.



O MALHADO
(Ranitomeya variabilis) Essa é uma espécie que vive em florestas chuvosas da Amazônia e é a mais tóxica do seu gênero, com secreções que podem causar a morte de cinco humanos. A sua coloração malhada pode ser bonita, mas a mensagem é simples: “fique longe de mim!”.


O PEQUENO MATADOR
(Epipedobates tricolor ) Esse é um indivíduo extremamente pequeno, mas a sua toxina desmente a sua dimensão. Menor que 2,5 centímetros em alguns casos, ele tem um “soco” incrivelmente poderoso. Seu veneno pode facilmente matar predadores naturais ou humanos, devido a um analgésico 200 vezes mais forte do que a morfina – chamado de epibatidina –, desenvolvido por ele. Devido ao seu risco de extinção, o sapo está sendo mantido em cativeiro por cientistas que buscam manter a espécie. Luvas e máscaras faciais são obrigatórias! O Aquário Blue Reeftem tido sucesso na criação do indivíduo. Embora ele tenha características fatais, espera-se que o seu veneno possa, um dia, ajudar a salvar vidas. A epibatidina é dita como um composto menos viciante e com menos efeitos colaterais que a morfina.

O ARCO - ÍRIS
(Phyllobates aurotaenia) é o menor dos três sapos mais tóxicos do gênero Phyllobates. Assim como as suas espécies irmãs, ele secreta batracotoxinas extremamente potentes por sua pele. O veneno tem caráter ácido em seus efeitos, que incluem uma dor insuportável, febre, convulsões e paralisia. Até agora, não houve nenhuma confirmação de morte em humanos, mas suspeita-se. Para obter o veneno, tribos de florestas colombianas matam o sapo com uma estaca e o coloca em cima de um fogo, para que as toxinas venham à superfície do seu corpo e, possivelmente, sejam usadas em pontas de flechas. Endêmico da costa do Pacífico da Colômbia. Esta espécie tem uma cor de fundo preto, com dois fina de ouro, laranja ou listras dorsolateral verdes que se estendem a partir da base da coxa e reunião no focinho.

O DUAS CARAS
(Phyllobates bicolor) O segundo sapo mais tóxico do mundo é encontrado no oeste da Colômbia. É pouco menor que o Phyllobates terriblis e sua toxina não é tão forte, porém, ainda é letal. Apenas 0,15 mg do veneno é preciso para matar um humano, e mortes já foram confirmadas. A peçonha causa febre, dor excruciante, convulsões e, finalmente, o óbito por paralisia muscular e respiratória. Apesar de ser extremamente venenoso, é um pai extremamente protetor: carrega os girinos nas costas, presos por um muco. Enquanto as suas costas servem de abrigo para os seus filhos, as suas cores avisam aos predadores de que ele não é um bom alimento.

O  TIGRE
(Pseudophryne corroboree )Esses sapos são encontrados em áreas subalpinas da Austrália e são facilmente reconhecidos por suas listras amarelas e pretas. Ao contrário de todos os sapos dessa lista, ele pode produzir boa parte do veneno por si mesmo, sem precisar de fontes, e foi o primeiro vertebrado descoberto que pode fazer isso. O restante da peçonha é produzido pela dieta, baseada em insetos. Criticamente em perigo de extinção, em razão da seca e da destruição de seu habitat, esse lindo anfíbio deve ser o objeto de muitos projetos de conservação.



fonte: amphibiaweb./  wikipedia/ 

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