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quinta-feira, 21 de março de 2013

ELES SÃO PAI E MÃE , OU MELHOR PÃE

Pesquisadores têm descoberto um número crescente de espécies que se reproduzem sem a ajuda do sexo oposto, fenômeno conhecido como partenogênese. O embrião se desenvolve a partir de uma célula geneticamente igual a da mãe ou da fusão de duas células reprodutoras dela. Ser “pãe” é ser pai e mãe ao mesmo tempo.


O lagarto do Novo México (Aspidoscelis neomexicana), que vive no deserto do sudoeste dos EUA e norte do México, é um híbrido de duas outras espécies de lagartos. Os machos não sobrevivem,  assim a espécie é toda formada por fêmeas.

O dragão de Komodo (Varanus komodoensis) também é capaz de fazer partenogênese. Em dois zoológicos do Reino Unido, funcionários identificaram fêmeas que deram origem a descendentes, mesmo sem ter tido contato com machos. Testes genéticos confirmaram o fenômeno, apesar de a maior parte dos Komodos se reproduzir sexualmente na natureza. Os cientistas ainda não sabem o que faz a espécie começar a se reproduzir assexuadamente em cativeiro

A pulga de água doce (Daphnia magna), encontrada na América do Norte e Eurásia, reproduz-se praticamente apenas por partenogênese. Na primavera e verão, a pulga guarda seus ovos em seu abdome para que eles amadureçam. Com a chegada do inverno, a seca ou estresse faz com que alguns dos descendentes se tornem homens, que então se acasalam com as fêmeas. Este método de reprodução sexual produz ovos com uma camada de casca extra que lhes permite sobreviver a períodos estressantes

A classe de vermes Bdelloidea (Bdelloid rotifers) é composta apenas por fêmeas que se reproduzem por partenogênese. Apesar de dezenas de milhões de anos de celibato, o filo Rotifera é de uma diversidade de mais de 300 espécies. O verme compensa a perda de variedade genética comendo DNA presente em seu ambiente e incorporando-o a seu genoma 

As lagostas marmorizadas são a forma partenogênica da lagosta norte americana, popular em aquários. Sua capacidade de se reproduzir sem sexo foi descoberta na Alemanha em 2003. Ambientalistas temem que elas possam ser uma ameaça para lagostas nativas na natureza porque um só indivíduo pode criar toda uma população 


Um tipo de tubarão martelo (Sphyrna tiburo) teve um filhote fêmea com o mesmo DNA da mãe, em 2001. O tubarão morreu alguns dias mais tarde. A fêmea não tinha tido contato com nenhum macho nos últimos três anos .

Até 2010, acreditava-se que as  cobras jiboias,  (Boa Constrictor)  só se reproduziam sexualmente. Entretanto, quando uma fêmea produziu vários descendentes fêmeas com uma mesma mutação genética rara, cientistas da Universidade do Estado da Carolina do Norte descobriram que ela havia se reproduzido por partenogênese 

A abelha-do-Cabo (Apis mellifera capensis), nativa da África do Sul, reproduz-se em um tipo específico de partenogênese na qual a fêmea gerada a partir de ovos não fertilizados tem número normal de cromossomos. O que é incomum nestes animais é que as abelhas operárias do Cabo são capazes de produzir ovos com número total de genes por partenogênese. A reprodução sexuada, com a combinação de genes de dois seres, seria um artifício biológico para reduzir o impacto de mutações. Entretanto, a partenogênese seria benéfica em casos em que a "mãe" é bem adaptada a seu meio.


fonte: uol.com.br 

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