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terça-feira, 4 de novembro de 2014

CONHEÇA SEU JARDIM



O uso de plantas estrangeiras - que tomam o lugar das nativas e desequilibram o habitat - é considerado a segunda maior causa da perda de biodiversidade. Estima-se que, hoje, 80% de nosso paisagismo seja composto de plantas estrangeiras. O número é absurdo se pensar que somos o país com a maior diversidade no mundo.



O Brasil é dividido em seis principais climas. Assim, muitas plantas que vegetam bem no Amazonas, com clima equatorial, não resistirão à Porto Alegre, de clima subtropical. Da mesma forma, espécies da caatinga, de clima semiárido, poderão terão dificuldades em vegetar no Rio de Janeiro, de clima tropical, e assim por diante. Em se falando de clima, podemos considerar que o Brasil tem muitas diferenças e isso deve ser levado em consideração na escolha das plantas. E isso, que não estamos considerando as plantas exóticas, que podem ser climas ainda mais diversos. Todas as plantas requerem um certo conjunto de condições de crescimento. As condições do seu terreno vão determinar quais plantas vão crescer e se desenvolver bem lá.

Solos
variam muito em pH, textura, drenagem e fertilidade. Solos arenosos são geralmente bem drenados, enquanto solos argilosos podem se tornar encharcados. Algumas plantas se dão bem em ambas as situações. Assim, use sempre as informações da análise de solo da sua área na seleção das plantas. É muito melhor e mais fácil selecionar plantas para o seu tipo de solo, do que tentar modificar seu solo.

Iluminação
As plantas variam também em suas necessidades de luz solar. Por exemplo, a samambaia-paulista vai muito bem sob sol pleno, mas a grande maioria das samambaias não tolera a incidência solar direta. Quando você avaliar ideias alternativas ao seu projeto, considere os padrões de sombra criados pelas construções e por outras plantas. Algumas árvores e arbustos de folhas perenes podem não tolerar os ventos frios de inverno, com efeito desidratante. No entanto, a maioria das plantas decíduas (caducas – que perdem as folhas no inverno) resistirão a exposição total, em campo aberto.

Topografia
Algumas plantas são adaptadas a regiões de vales, com umidade, enquanto outras são ideais para cobrir taludes e áreas com risco de erosão. As variações são muitas, portanto respeite a topografia do seu terreno, resistindo a tentação de aplainar tudo com uma retroescavadeira. Muitas vezes o terreno acidentado propicia a criação de caminhos e pontos focais interessantes, além de manter a estrutura do solo e criar diferentes microclimas, permitindo o cultivo de plantas com requerimentos diferentes nas partes mais altas e nas partes mais baixas do terreno.

Poluição
Fique atento também a possível poluição do solo ou do ar do local. Muitas espécies de coníferas, não resistem à poluição do ar, e acabam secando. Áreas com solo salino, comum em regiões litorâneas, podem impedir o desenvolvimento de diversas espécies. Você deve selecionar plantas que irão crescer bem sob as condições do seu terreno. Do contrário, você terá muito trabalho para mantê-las saudáveis desde o início. 
Uma boa ideia é percorrer a vizinhança e anotar quais plantas estão bonitas e viçosas. Mas não se prenda a isso, limitando sua criatividade. Outra dica interessante é buscar por espécies que pertencem à mesma latitude da sua cidade. Evite espécies invasoras.

Adubação
Como reciclar os restos de alimentos
Todos os dias jogamos no lixo um material valioso que poderíamos usar como um bom fertilizante para nossas plantas de jardim. Tratam-se de cascas de frutos, como banana, laranja, mamão, abacaxi, cebola, entre outros. Além de folhas de hortaliças, casca de ovos, borra de café, etc. Pode-se fazer pequena compostagem e minhocário, Ou usar um método bem mais simples e fácil e qualquer pessoa pode fazer.
  1. Secar todo material, expondo-os ao sol : 
  2. Corte em pedaços pequenos todos os restos da sua cozinha (exceto carnes e materiais com sal). Depois de cortados, deixe-os tomando sol, de preferência sobre uma base telada ou gradeada. Geralmente, se os pedaços estiverem pequenos, com três dias de sol, já dá para passar pelo liquidificador.
  3. Com os restos totalmente desidratados, ao ponto de quebradiços, passa-os pelo liquidificador, formando uma espécie de farinha. A grande vantagem desta farinha de restos, é que ela mantém intacto todos os nutrientes contidos no material que lhes deu origem. É como uma multimistura, só que para as plantas. Preservar-se o potássio contido nas cascas de banana, o cálcio das cascas de ovos etc. Pronta a farinha, ela poderá ser armazenada por um bom período de tempo, sem perdas no seu valor nutricional, se embalada numa sacola plástica e conservada ao abrigo da luz, da umidade e do calor.
  4. Para aproveitar esta farinha especial, retire dos vasos uma camada com cerca de 1 cm de substrato. Coloque 2 ou 3 colheres de sopa da farinha, umedeça com um borrifador de água e cubra com aquela camada que foi retirada. Regue suas plantas normalmente, fazendo os tratos culturais adequados à espécie. Repita esta adubação uma vez a cada 40 dias. Não coloque farinha em excesso, pois o efeito pode ser desastroso, com fermentação e até mesmo prejudicando as plantas. Você pode testar essa farinha em hortas, pomares, canteiros de flores e gramados também.
Algumas plantas nativas interessantes para o jardim

Fruta de sabiá
Esta planta apresenta uma vasta distribuição geográfica, ocorrendo desde o Caribe e América Central, até a Região Sudeste do Brasil. Geralmente em capoeiras, ou seja, em ambientes em processo de regeneração. A árvore da Fruta de Sabiá é de baixa estatura, de numerosos e pequenos frutos alaranjados e suculentos. Frutifica da Primavera ao Verão; extremamente atrativa para Pássaros e seu Fruto também agrada a muitas espécies de peixes. Via de regra é um arbusto de entre 01 e 02 metros, mas que pode chegar as 04 metros, com galhos finos e de madeira leve e pouco resistente. Destaca-se pela abundância de flores brancas em cachos, que logo se transformam em pequenas bagas alaranjadas. Nesta ocasião, fazem a alegria de muitos pássaros, inclusive o sabiá (Turdus rufiventris) que lhe traz fama. Muito fácil de cultivar, aprecia solos organo-argilosos e que retenham um pouco de umidade. Precisa de luz solar direta ou indireta para vegetar com vigor. Vai bem climas subtropicais e tropicais, até mesmo em vasos. Inicia sua frutificação em pouco tempo, aproximadamente 08 meses. Atrai: Sabiás, tico-ticos-rei, saíras, tiês, sanhaços, gaturamos, juritis, chocões-barrados, tucanos, bem-te-vis, entre outros.

Astromélia
É também conhecida como lírio peruviano ou madressilva brasileira e pertence à família das Alstroemeriaceae. Tratam-se de flores que são muito parecidas com os lírios, pois têm diversas cores e são muito utilizadas na preparação de bouquets e centros de mesa. A Astromélia é uma flor que se dá bem em solos férteis e bem drenados e, como tal, é necessário que sejam corretamente fertilizados. Esta planta pode atingir cerca de 60 a 90 centímetros de altura. Deve ser cultivada sob pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil, ligeiramente ácido, drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia adubações frequentes, oferecendo intensas florações. Não tolera geadas, mas podem tolerar o frio e curtos períodos de estiagem.

Ora-pro-nobis 
Trepadeira ou arbusto lenhoso e tropical, de qualidades como comestível e ornamental. O nome curioso vem no latim e significa “rogai-por-nós”. As flores e folhas da ora-pro-nobis são comestíveis, nutritivas e ricas em mucilagem. É também uma das espécies vegetais mais ricas em proteínas, sendo que sua matéria seca, apresenta cerca de 25% do nutriente. Além disso é abundante em ferro, o que faz da ora-pro-nobis, uma fonte de alimento considerável no combate à fome e a desnutrição, com especial atenção às regiões áridas. De suas folhas e flores cruas, desidratadas ou cozidas, se fazem deliciosos refogados, pães, suflês, risotos, sopas, omeletes, saladas, etc. Deve ser cultivada sob sol pleno ou meia sombra, em solo drenável, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente no primeiro ano após o plantio. Após sua plena implantação, resiste bem muito bem à estiagem. Não tolera extremos de temperatura, de frio ou calor intenso. Aceita bem podas e colheitas das folhas. Pode perder as folhas no período de estiagem, rebrotando no início da estação das chuvas. Por ser escandente, é bom ajudá-la a fixar-se no suporte, com amarrios. Multiplica-se facilmente por estaquia de ramos semilenhosos ou por sementes.

Falso-íris 
apresenta folhagem muito ornamental, disposta em leque. As flores azuis são grandes e bonitas, porém são pouco duráveis. É uma planta apropriada para canteiros de baixa manutenção, exigindo poucas adubações periódicas. Pode ser cultivada em conjuntos com outras plantas, assim como em maciços ou como bordadura. A floração pode se estender durante o ano todo, mas é mais abundante na primavera e no verão. Devem ser plantadas a pleno sol ou meia-sombra, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com regas regulares. Aprecia o frio. Multiplica-se por divisão da planta.

Gloxínia
Suas folhas são grandes e arredondadas, suculentas e aveludadas e caem no outono e inverno. As flores são grandes e podem ser simples ou dobradas, de diversas cores e mesclas, e muitas vezes pintalgadas. É uma ótima planta para cultivar em jardineiras e vasos, sendo bastante comum a comercialização como planta envasada. A floração ocorre no verão. Após a murcha das folhas deve-se limpar os bulbos e guardá-los em local seco e fresco para o replantio no final do inverno. Devem ser cultivadas a meia-sombra, em substrato rico em matéria orgânica, bem drenável, com regas regulares. Tolera o frio. Pode ser multiplicada pelos bulbos, sementes ou folhas postas a enraizar.

referências:
http//.jardineiro.net/
http://planetasustentavel.abril.com.br/
http://omeujardim.com/

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