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quarta-feira, 18 de maio de 2016

A HISTÓRIA DO VASO SANITÁRIO

O que seria da humanidade sem as privadas? O equipamento mais importante do banheiro é o responsável por conduzir os dejetos para a rede de esgoto, mantendo as boas condições de higiene e salubridade. Hoje, temos à disposição modelos eficientes, com diferentes tecnologias e design, mas nem sempre foi assim. Talvez não se pense nisto com muita frequência, mas nem sempre atender ao popularmente denominado "chamado da natureza" teve a mordomia e a privacidade que desfrutamos hoje.

Um vaso sanitário ou sanita é o objeto costumeiramente usado para satisfazer as necessidades fisiológicas do ser humano (urinar e evacuar). Normalmente é um vaso de cerâmica, cuja boca ovalada é desenhada para garantir o conforto do utilizador.  Seu funcionamento é bastante simples: o vaso mantém uma quantidade de água; logo atrás, o cano do vaso sanitário que leva os dejetos faz uma curva para cima e outra para baixo - um sifão - e que, somente depois, vai para o esgoto; nessa curva, uma quantidade de água fica acumulada e, quando a descarga é acionada, uma quantidade de água é liberada.  Nos modelos mais comuns, a quantidade de água varia entre 6 e 8 litros por descarga. Com a força desta, a água depositada e seus dejetos são levados pelo cano, até a água ficar novamente estancada.
As pessoas urinam por volta de 1 a 2 litros por dia os antigos romanos usavam a urina para limpar manchas de gordura e para curtir couro, a urina era uma indústria tão grande que por volta de 60 D.C. o imperador Nero criou um imposto sobre ela. Em geral quando as pessoas sentiam necessidade faziam onde estavam mesmo isso explica a crescente taxa de doenças até que uma invenção surge e começa a mudar tudo, com algumas outras invenções que formariam um sistema para nos livrar dos dejetos humanos de uma maneira mais saudável que nunca. Hoje conhecido como sistema de saneamento básico. Como o próprio nome já diz a condição mínima para se ter uma vida saudável e digna para sua sobrevivência.
Apesar de relatos sobre vasos sanitários existirem há mais de quatro mil anos, o conceito moderno desse utensílio tão indispensável ao bem-estar surgiu apenas no final do século 16. O responsável pela criação semelhante à que conhecemos hoje foi o poeta inglês John Harrington, afilhado da Rainha Elizabeth I, no ano de 1596. A popularização do vaso sanitário começou com o rápido crescimento demográfico, a partir da Idade Moderna, pois as Revoluções Industriais trouxeram consigo, além da inauguração da produção em larga escala e da formação da cidade moderna, novas questões sobre a higiene".


Antiguidade -Nas cidades greco-romanas, como em Éfeso (na atual Turquia), os banheiros eram locais públicos e de confraternização. Latrinas coletivas eram instaladas em grandes bancadas de pedra e sob elas passavam canais de água corrente que conduziam os dejetos até rios distantes



 Trono de rei - Algo semelhante ao vaso sanitário que temos hoje começou a surgir no final do século 16. Mais tarde, nas casas de famílias mais abastadas, seria possível encontrar cadeiras de madeira (foto), no interior das quais se colocava um recipiente para a coleta dos dejetos. Porém, durante a Idade Média (séc. 5 a 15), os dejetos recolhidos em penicos eram simplesmente lançados pela janela, à noite, pela maior parte da população. O odor e a insalubridade das ruas levaram a construção de latrinas, poços muitas vezes do lado de fora da casa, sobre os quais se colocavam assentos de madeira

Fossas negras x fossas sépticas - Ainda hoje é possível encontrar fossas negras (simples buracos, como os feitos na Idade Média!) em propriedades rurais e, até, em algumas casas na cidade. Nessa versão, os dejetos são conduzidos sem nenhum tratamento para o solo e, em consequência, podem contaminar o lençol freático e o terreno propriamente dito, o que ajuda na disseminação de doenças, como diarreia, hepatite e cólera. A fossa séptica, porém, é um sistema de tratamento primário do esgoto doméstico: em um tanque enterrado, que recebe os dejetos e águas servidas, a parte sólida é retida e inicia-se o processo de decomposição. O resíduo sólido deve ser retirado periodicamente por um caminhão limpa-fossas e levado para um aterro sanitário. No Brasil, a construção de fossas sépticas é regulamentada pela norma 7.229 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) 




Descarga - Em 1596, o inglês John Harrington, desenvolveu uma privada equipada com uma válvula que, quando acionada, liberava água para o vaso. Em 1778, o invento de Harrington foi melhorado por Joseph Bramah (foto), que criou a bacia sanitária com descarga hídrica, possibilitando que os dejetos fossem eliminados por sucção Divulgação



Adornos - Em 1739, foi criado o primeiro banheiro público com separação entre homens e mulheres em Paris. Em 1885, o inglês Thomas Twyford desenvolveu privadas de porcelana que rapidamente substituíram as peças de madeira. Os primeiros vasos sanitários com sifão passaram a ser utilizados a partir do final do século 19 e se popularizaram no início do século 20, reduzindo o problema de odores fétidos nas casas.

Vaso para todos - No século 20, os vasos sanitários ganharam design mais acessível e acionamento mais prático. Surgiram os modelos com caixa - aquelas acionadas por cordinhas, que ficavam distantes da peça cerâmica - e os com caixa acoplada (foto), mais modernos e com design mais agradável, acionados por botão ou alavanca. No século passado, as peças ganharam acabamentos brancos, marrons, verdes, rosas... mas, em contrapartida, contavam com poucos enfeites e recortes


 


Economia de água - Nas últimas décadas, a indústria de louças e metais sanitários debruçou-se sobre a busca por tecnologias mais eficientes para economizar água. Isso porque, a descarga é a responsável por quase 80% da água consumida em uma residência. Para se ter uma ideia, os modelos antigos despendiam de 12 a 15 litros por acionamento. Para minimizar esse gasto, há alguns anos a norma NBR 15.097/04, da ABNT, fixou o consumo máximo em seis litros por descarga. Hoje há aparelhos automáticos e com duplo acionamento (para líquidos - três litros - e sólidos - seis litros) que ajudam a minimizar o gasto.
A vácuo - Embora não sejam largamente empregados em residências, os vasos a vácuo vêm ganhando espaço em locais públicos interessados em poupar água. O sistema - desenvolvido na década de 50 - consome, em média, 1,5 litro e tem os dejetos carregados pelo ar, através da diferença de pressão. O vácuo é gerado por uma bomba central alimentada pela energia elétrica e o sistema é selado. Conhecida por ser usada em aviões, a tecnologia pode ser vista em aeroportos, shoppings, etc.


Tecnologia japonesa - Especialmente no Japão, os vasos sanitários high-tech têm destaque. Esses equipamentos incorporam diversos recursos, como limpar e secar, além do fechamento automático da tampa do assento, da descarga ativada por sensores, do purificador de ar, do assento aquecido, etc.. As versões superequipadas não são baratas.





Próximos avanços - Hoje, 72% das casas japonesas contam com as washlets, vasos sanitários equipados com assentos aquecidos e jato de água morna. Além do conforto, a vantagem desses equipamentos é reduzir o uso de papel higiênico. O sistema é mais barato do que as bacias inteligente.


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Referências
noticias.bol.uol.com.br/ blogdopetcivil.com / editecminas / wikipedia
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