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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

CHUVA ÁCIDA


A chuva ácida é um dos grandes problemas ambientais da atualidade. Esse fenômeno é muito comum nos centros urbanos e industrializados, onde ocorre a poluição atmosférica decorrente da liberação de óxidos de nitrogênio (NOx), dióxido de carbono (CO2) e do dióxido de enxofre (SO2), sobretudo pela queima do carvão mineral e de outros combustíveis de origem fóssil.
A chuva ácida é um fenômeno regional e ocorre na mesma região que gera os poluentes que a causa. Por isso mesmo a incidência é grande nas regiões altamente industrializadas e mais densamente povoadas.
 É importante ressaltar que a chuva contém um pequeno grau natural de acidez, no entanto, não gera danos à natureza. O problema é que o lançamento de gases poluentes na atmosfera por veículos automotores, indústrias, usinas termelétricas, entre outros, tem aumentado a acidez das chuvas.
O dióxido de carbono, o óxido de nitrogênio e o dióxido de enxofre reagem com as partículas de água presentes nas nuvens, sendo que o resultado desse processo é a formação do ácido nítrico (HNO3) e do ácido sulfúrico (H2SO4). Ao se precipitarem em forma de chuva, neve ou neblina, ocorre o fenômeno conhecido como chuva ácida, que, em virtude da ação das correntes atmosféricas, também pode ser desencadeada em locais distantes de onde os poluentes foram emitidos.
Entre os transtornos gerados pela chuva ácida estão a destruição de lavouras e de florestas, modificação das propriedades do solo, alteração dos ecossistemas aquáticos, contaminação da água potável, danificação de edifícios, corrosão de veículos e monumentos históricos, etc. De acordo com o Fundo Mundial para a Natureza (WWF), cerca de 35% dos ecossistemas do continente europeu foram destruídos pelas chuvas ácidas.
A maior ocorrência de chuvas ácidas até os anos 1990 era nos Estados Unidos da América (EUA). Contudo, esse fenômeno se intensificou nos países asiáticos, principalmente na China, que consome mais carvão mineral do que os EUA e os países europeus juntos. No Brasil, a chuva ácida é mais comum nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo.
Algumas ações são necessárias para reduzir esse problema, tais como a redução no consumo de energia, sistema de tratamento de gases industriais, utilização de carvão com menor teor de enxofre e a popularização de fontes energéticas limpas: energia solar, eólica, biocombustíveis, entre outras.

GOTAS DE DESTRUIÇÃO. ESSE TIPO DE PRECIPITAÇÃO AGRIDE FLORESTAS, MATA A VIDA AQUÁTICA E TORNA SOLOS IMPRODUTIVOS
1 - A origem da chuva ácida está na fumaça que as chaminés das fábricas e os escapamentos dos carros lançam na atmosfera. A queima de petróleo e carvão libera gases poluentes — entre eles o dióxido de enxofre, os óxidos de nitrogênio e o monóxido de carbono, compostos tóxicos que servem como matéria-prima para as gotas de chuva nocivas
2 - Nem sempre a tempestade cai no mesmo lugar em que os poluentes foram liberados, porque as correntes de vento podem transportar os gases tóxicos por mais de 2 mil quilômetros. Isso explica como o arquipélago das Bermudas, no Caribe, ou as montanhas amazônicas do sul da Venezuela, onde não há indústrias, sofrem tanto com a chuva ácida
3 - Durante o transporte, os gases poluentes entram em contato com o vapor d'água e com os gases que compõem a atmosfera, como o oxigênio e o nitrogênio. Estimulados pela energia solar, esses compostos vão reagir e gerar as substâncias que compõem a chuva ácida
4 - As reações fazem com que o ar apresente uma concentração elevada de compostos ácidos, principalmente de ácido sulfúrico e ácido nítrico. Quando chove, as gotas levam esses ácidos do ar para a terra. Nos casos mais graves, o nível de acidez na chuva pode ser superior ao de um suco de limão!
PREJUÍZO HISTÓRICO
Como as gotas ácidas destroem objetos de calcário, mármore e cobre, alguns monumentos sofrem forte corrosão. A acidez é tão poderosa que rompe até mesmo as camadas de resina que protegem as pinturas dos carros, fazendo a carroceria enferrujar.
VERDE CORROÍDO
Em contato com a vegetação das florestas, as gotas ácidas queimam as folhas das plantas, produzindo manchas amareladas e pequenos buracos. Com isso, reduz-se a capacidade da árvore de obter energia por meio da fotossíntese. As plantas passam a crescer mais lentamente e raramente atingem seu tamanho normal
TERRA ARRASADA
No solo, a chuva ácida dissolve os principais nutrientes das plantas e carrega-os na enxurrada. Pior: a acidez das gotas libera alumínio e cádmio, compostos tóxicos para plantas e animais do local
AMEAÇA À SAÚDE
Para o homem, ficar molhado em uma tempestade ácida ou nadar em um lago ácido pode deixar a pele bem ressecada, mas não oferece maiores riscos. O problema são os poluentes que originam o fenômeno: se inalados por muito tempo, eles causam náusea, dor de cabeça e doenças respiratórias graves
BANHO PERIGOSO
Os lagos ácidos chegam a ter acidez superior à do vinagre, afetando toda a vida aquática. Os mais atingidos são os peixes: espécies sensíveis, como a truta, desaparecem rápido. No nordeste dos Estados Unidos, existem lagos ácidos sem um único peixe
Faz mal tomar chuva ácida?
A chuva ácida carrega corrosivos poderosos, como o ácido sulfúrico, mas eles estão tão diluídos na água que não fazem mal a quem toma um toró de vez em quando. Além disso, é impossível que essas substâncias se acumulem sobre a pele, mesmo que a pessoa não se lave: as células da epiderme são trocadas constantemente. "A pele de ontem já não é a mesma de hoje", explica o dermatologista Vítor Reis, do Hospital das Clínicas de São Paulo.
Qualquer chuva é ácida, apesar de nem sempre receber esse nome. Isso porque a água (H2O) reage com o gás carbônico (CO2) resultante da respiração de humanos, animais e plantas, formando o ácido carbônico (H2CO3) – que é quimicamente fraco e se decompõe de volta em CO2. Até aí, nenhum problema
De acordo com o INPE, a chuva, em São Paulo, possui mais poluentes do que toleram os padrões internacionais de saúde.
Os 10 milhões de paulistanos que se cuidem: a poluição está caindo sobre suas cabeças. A chuva em São Paulo, analisada pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (INPE), tem mais acidez – ou seja, mais poluentes - do que toleram os padrões internacionais de saúde. Seu pH (índice de acidez) é de 4.5 na média anual, abaixo portanto do índice recomendável de 5. 65. Quanto menor o pH, mais ácida é a água. As chuvas que caem na cidade costumam ser mais poluídas no inverno que no verão, quando o volume de água ajuda a dissipar a acidez.
Os culpados pelo fenômeno são os mesmos de sempre – as indústrias e os veículos que despeja um, todos os dias, na atmosfera toneladas de dióxido de enxofre e de óxido de nitrogênio. Em contato com as nuvens, os agentes poluidores formam um ácido sulfúrico e ácido nítrico que voltam ao solo com a chuva. Nos Estados Unidos, Canadá e países europeus, estudos já comprovaram a relação entre a acidez da chuva e a baixa produtividade de lavouras – além da mortandade de da fauna. Segundo o físico Celso Orsini, da USP, não se conhecem os efeitos e específicos da chuva sobre São Paulo, o mas a corrosão em automóveis é um bom indicador do alto teor de enxofre no ar.

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 fonte:  http://super.abril.com.br / http://cdcc.sc.usp.br/ http://mundoestranho.abril.com.br
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