Pesquisar no blog

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

INTRODUÇÃO A GEOFÍSICA



Deu a louca no mundo. Nunca tantos desastres naturais mataram tanta gente em tão pouco tempo.




INTRODUÇÃO
Vamos mostrar aqui como as assim chamadas catástrofes da natureza têm aumentado sistematicamente nos últimos tempos, tanto em quantidade como em intensidade. Chuvas torrenciais caem sobre os países tropicais deixando-os em alerta.A maior enchente do século submerge a Holanda e obriga 250 mil pessoas a abandonar suas casas, um terremoto mortífero se abate sobre o Haiti e o Chile, o efeito estufa eleva as temperaturas do planeta e o buraco na camada de ozônio aumenta sem parar. De alguns anos para cá, parece que as forças da natureza resolveram se revoltar contra o homem, incapaz de encontrar meios em sua civilização tecnológica para deter os caprichos da mãe Terra.
Tudo isso sempre aconteceu. A única diferença é que hoje em dia os meios de comunicação nos permitem acompanhar vários desses acontecimentos simultaneamente, e em séculos passados só se ficava sabendo deles meses depois de ocorridos. É preciso, no entanto, dizer que esse número impressionante de catástrofes da natureza não são somente "caprichos da mãe Terra", e sim um dos efeitos do próprio homem. Aliás, cada vez mais visíveis, já que a intensidade é também cada vez maior e assim também suas consequências.


ESTRUTURA DA TERRA

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

O interior da Terra, assim como o interior de outros planetas telúricos, é dividido por critérios químicos em uma camada externa (crosta) de silício, um manto altamente viscoso, e um núcleo que consiste de uma porção sólida envolvida por uma pequena camada líquida. Esta camada líquida dá origem a um campo magnético devido a convecção de seu material, eletricamente condutor.
O material do interior da Terra encontra frequentemente a possibilidade de chegar à superfície, através de erupções vulcânicas e fendas oceânicas. Muito da superfície terrestre é relativamente novo, tendo menos de 100 milhões de anos; as partes mais velhas da crosta terrestre têm até 4,4 mil milhões de anos.

Camadas terrestres, a partir da superfície:
· Crosta (de 0 a 30/35 km)
· Litosfera (de 0 a 60,2 km)
· Astenosfera (de 100 a 700 km)
· Manto (de 60 a 2900 km)
· Núcleo externo (líquido - de 2900 a 5100 km)
· Núcleo interno (sólido - além de 5100 km)

Tomada por inteiro, a Terra possui, aproximadamente, a seguinte composição em massa.
· 34,6% de Ferro (Fe)
· 30,2% de Oxigênio(O)
· 15,2% de Silício(Si)
· 12,7% de Magnésio(Mg)
· 2,4% de Níquel(Ni)
· 1,9% de Enxofre(S)
· 0,05% de Titânio(Ti)
O interior da Terra atinge temperaturas de 5.270 K. O calor interno do planeta foi gerado inicialmente durante sua formação, e calor adicional é constantemente gerado pelo decaimento de elementos radioativos como urânio, tório, e potássio. O fluxo de calor do interior para a superfície é pequeno se comparado à energia recebida pelo Sol (a razão é de 1/20k).

AGENTES INTERNOS FORMADORES E MODIFICADORES DO RELEVO
• As formas de relevo são criadas, modificadas, destruídas e recriadas por uma poderosa dinâmica.
• Agentes externos relacionados com a atmosfera; gelo, neve, chuva, vento, sol, rios, mares e seres vivos.
• Agentes internos associados à movimentação das placas tectônicas; abalos sísmicos, vulcanismo, tectonismo.

  • DERIVA CONTINENTAL

Segundo a teoria da deriva continental, a crosta terrestre é formada por uma série de "placas" que "flutuam" numa camada de material rochoso fundido. As junções das placas (falhas) podem ser visíveis em certas partes do mundo, ou estar submersas no oceano. Quando as placas se movem umas ao encontro das outras, o resultado do atrito é geralmente sentido sob a forma de um tremor de terra.
As ilustrações a seguir mostram passo a passo a Deriva Continental proposta pela primeira vez por Alfred Wegener. A teoria de Wegener propunha a existência de uma única massa continental chamada Pangeia, que começou a se dividir a 200 milhões de anos atrás.Alfred Lothar Wegener apresentou esta teoria utilizando argumentos morfológicos, paleoclimáticos, paleontológicos e litológicos.


  • TECTÔNICA DE PLACAS

Teoria das Placas Tectônicas, na qual a superfície da Terra (Litosfera) está dividida em placas relativamente finas (contendo continentes ou não) que se movem e se chocam, provocando terremotos, erupções vulcânicas e formando cadeias montanhosas, é fruto da capacidade imaginativa e científica de figuras importantes do mundo geológico.
A ideia de uma movimentação relativa entre os continentes pode ser inicialmente encontrada nos escritos de Francis Bacon, datados de 1620. Bacon impressionou-se com o fato de que o contorno da costa leste americana casava quase que perfeitamente com o contorno da costa oeste da África e Europa.
Placa tectônica é uma porção de litosfera limitada por zonas de convergência e/ou zonas de subducção. Atualmente, a Terra tem sete placas tectônicas principais e muitas mais sub-placas de menores dimensões. Segundo a teoria da Tectônica de Placas, as placas tectônicas são criadas nas zonas de divergência, ou "zonas de rifte", e são consumidas em zonas de subducção. É nas zonas de fronteira entre placas que se registram a grande maioria dos terremotos e erupções vulcânicas.
• A crosta terrestre tem espessura variada, divide-se em placas justapostas (lado a lado). Podem ser continentais ou oceânicas.
• Ao serem pressionadas pelo magma, a partir do manto, elas sofrem atritos e podem deslocar causando os abalos sísmicos, formando as ondas sísmicas.
As áreas atingidas por essas ondas vão depender da intensidade.

MOVIMENTOS TECTÔNICOS
Diastrofismo ou tectonismo é um termo geral relativo a todos os movimentos da crosta terrestre com origem em processos tectônicos. Incluem-se a formação de continentes, planaltos, cordilheiras de rochosas, bacias oceânicas. São duas suas subdivisões principais:
a) Orogênese
Que é conjunto de processos que levam à formação ou rejuvenescimento de montanhas ou cadeias de montanhas produzidas principalmente pelo diastrofismo (dobramentos, falhas ou a combinação dos dois), ou seja, pela deformação compressiva da litosfera continental;
b) Epirogênese
Que sãos movimentos da crosta terrestre cujo sentido é ascendente ou descendente, atingindo vastas áreas continentais, porém de forma lenta, inclusive ocasionando regressões e transgressões marinhas.

Epirogênese
Trata-se de um movimento da crosta terrestre.
Seu sentido é ascendente ou descendente, atingindo vastas áreas continentais, porém de forma lenta, inclusive ocasionando regressões e transgressões marinhas.
A epirogênese atinge áreas continentais formando arqueamentos, intumescências ou abaciamentos de grandes conjuntos geológicos. Os arqueamentos podem ser maiores num ponto e menores em outros, como pode haver levantamentos em um lugar e rebaixamentos em outros. A lentidão desses movimentos dificulta seu reconhecimento, carecendo-se também de um ponto de referência fixo que possibilite a mensuração de extensão da epirogênese.
As principais análises da epirogênese são feitas à beira do mar, porque além de o nível do mar poder ficar fixo por muito tempo, seus movimentos de subida e descida já são bem conhecidos.
Os movimentos do nível do mar são chamados de eustáticos, podendo ser de dois tipos:

  • a) Transgressão, quando o nível do mar se eleva sobre os litorais fixos invadindo os continentes;
  • b) Regressão, quando o nível das águas baixa sobre uma plataforma litorânea fixa. E ambos os casos não houve epirogênese porque o mar que se moveu. As causas da variação do nível do mar são conhecidas como: tectonismo marinho e modificações paleoclimáticas. Como pôde ser visto é grande à dificuldade de pesquisa dos movimentos epirogenéticos.
Orogênese
Também denominada orogenia é o conjunto de processos que levam à formação ou rejuvenescimento de montanhas ou cadeias de montanhas produzidas principalmente pelo diastrofismo (dobramentos, falhas ou a combinação dos dois), ou seja, pela deformação compressiva da litosfera continental.
A orogenia pode ser:

  • a) Convergente, quando há colisão de placas,;
  • b) Divergente, quando ocorre separação das mesmas. A orogênese convergente traz como consequência a formação de dobramentos, cordilheiras ou fossas.
Sua área de atuação é marcada pela ocorrência freqüente de sismos e pela presença de vulcões.
Quando os dobramentos datam de uma era geológica recente, (Era Cenozóica) como os Andes, são considerados modernos, e quando datam de uma era geológica antiga, (por exemplo: Arqueozóico e Pré-cambriano) como o Escudo das Guianas, são considerados escudos ou maciços antigos.As fossas, por sua vez, são formações recentes, datadas do Cenozóico, por exemplo, a Fossa das Marinas. São formadas quando na colisão, uma placa desloca-se para baixo da outra, criando o que se costuma chamar de Zona de Subducção ou Zona de Benioff. Caracterizam-se por representarem as áreas mais profundas do planeta, por estarem em contacto direto com a astenosfera e por sua grande instabilidade tectônica.
Já a orogênese divergente é responsável pela formação das dorsais, que (em linguagem não técnica) são "cordilheiras submarinas" cujos picos formam ilhas que em sua maioria apresentam intensa atividade vulcânica.

TIPOS DE COLISÃO

• O soerguimento (ascensão) e o afundamento da superfície resultam da ação do tectonismo, da movimentação das placas tectônicas.
• Tectonismo é o principal agente interno modificador do relevo.
• Os abalos sísmicos e o vulcanismo têm um poder de ação mais limitado, embora estejam associados ao tectonismo.
• Quando há uma grande pressão interna, o magma extravasa para superfície e se consolida o que provoca o afastamento das placas.
• De um lado afasta e do outro ocorre colisão.
• Essa colisão forma-se as montanhas, porém a formação varia de acordo com as características das bordas das placas.
• Duas placas continentais causam o enrugamento dos terrenos originando as montanhas.
• Uma placa continental e uma oceânica causa um processo de soerguimento e dobramento, pois a placa oceânica mais densa mergulha sob a continental, entrando no manto e fundindo-se novamente.
• Duas placas oceânicas a que tiver menor espessura mergulhará por baixo da outra, o resultado poderá ser o soerguimento de vulcão, como ainda acontece no circulo do Fogo.

FENÔMENOS GEOGRÁFICOS


 ABALO SÍSMICO [TERREMOTO]
Terremotos são comumente conhecidos como tremores de terra ou formalmente, abalos sísmicos. Os terremotos podem ser originados de duas formas, por tectonismo e vulcanismo.
O primeiro é oriundo de movimentos das placas tectônicas, esses podem ser convergentes ou divergentes, dessa forma a acomodação dessas placas geram os abalos sísmicos ou terremotos.
O segundo dá origem aos terremotos a partir de erupções vulcânicas, que correspondem à liberação de uma grande quantidade de energia acumulada no interior da Terra.
A ocorrência de terremotos pode ser monitorada, no entanto, é difícil de realizar previsões precisas do lugar e momento exato em que esse fenômeno pode acontecer, porém existem lugares que são mais propícios a incidências de abalos, nesse caso a possibilidade maior são nas bordas das placas tectônicas ou regiões onde elas se encontram.
Os terremotos podem ser medidos, o método de avaliação desse fenômeno foi elaborado pelo sismólogo norte-americano Charles Francis Richter, seu nome é utilizado para designar a escala. Os abalos são medidos em uma escala de 0 a 9, que corresponde à quantidade de energia liberada.


TREMORES NO BRASIL

• O território brasileiro está distante dos limites das placas tectônicas.
• Todavia pequenos tremores de terra atingem o Brasil
• O NE é a área mais próxima da dorsal Atlântica, cordilheira que limita com a placa Africana. Chega 3 a 4 graus na escala Richter, causa rachaduras nas paredes e movimenta móveis.
• O CW e o SE, os tremores tem origem geralmente com o epicentro dos Andes.
• Além disso, não estamos livres de tremores provocados por acomodação geológica- deslocamento de grandes camadas de rochas sedimentares

VULCANISMO
• Quando a água da chaleira colocada ao fogo está fervendo, a tampa começa a pular.
• Isto ocorre devido à água está passando do estado líquido para gasoso. Em forma de vapor a água ocupa mais espaço que na forma líquida.
• O vapor de água se expande e faz pressão sobre a tampa da chaleira.
• Algo parecido com isso ocorre com o magma no interior da Terra
• Os agentes internos têm sua origem nessa pressão do magma, que podem provocar essas modificações na superfície.
• Ao pressionar a crosta, o magma pode subir até a superfície, originando fraturas. Quando isso ocorre, dizemos que houve vulcanismo.
• Vulcanismo é o conjunto de fenômenos provocados pela chegada do magma á superfície terrestre.
• O principal fenômeno é a erupção. Que se originam as rochas vulcânicas.


ÁREAS INSTÁVEIS









TIPOS DE VULCÃO


TSUNAMIS
A palavra "tsunami" quer dizer, em japonês, "onda do porto" ("tsu" — porto, ancoradouro, e "nami" — onda, mar). Trata-se não de uma única onda, mas de uma série de um tipo especial de ondas oceânicas, de proporções gigantescas, geradas por distúrbios sísmicos, em geral terremotos submarinos, e que possui alto poder destrutivo quando chega à região costeira.
Com devastação e alcance cataclísmicos, a tsunami que varreu a costa de vários países da Ásia, no dia 26 de dezembro de 2004, foi considerada sem precedentes. A ameaça que elas representam, porém, assombra várias regiões do planeta.
Tsunamis são séries de grandes ondas que se originam nas profundezas, por causa de deslocamentos do fundo do mar. Esses deslocamentos podem ser causados por vulcões, grandes deslizamentos submarinos e, principalmente, terremotos. Quando o fundo do oceano se desloca, a água acompanha o movimento.
Esses grandes terremotos basicamente sacodem o fundo do oceano. É como se você estivesse movendo a água numa banheira, e aquela onda pode viajar basicamente através do oceano. Sem obstáculos, a onda gigante varre enormes distâncias. Terremotos no Chile já provocaram pelo menos um tsunami no Japão. Elas podem viajar pelo oceano com velocidades de mais de 800 quilômetros por hora.
Os tsunamis costumam serem desencadeadas por terremotos ocorridos nas chamadas falhas propulsoras, em que a direção do deslocamento empurra o fundo do mar e água para cima.
Perto do epicentro, o deslocamento da água pode não ser muito claro, por causa da profundidade. Quando a tsunami entra na linha costeira, sua velocidade diminui, mas a altura aumenta. À medida que se aproxima da terra, com a diminuição da profundidade do mar, a onda se agiganta. Um tsunami de alguns centímetros ou metros de altura pode atingir de 30 a 50 metros de altura na costa, com força devastadora.
No oceano profundo, centenas de quilômetros podem separar os topos das ondas. Muitas pessoas morreram durante tsunamis depois de voltar para casa, achando que as ondas tinham acabado.
Para quem está na praia, não há sinais da aproximação. O primeiro indício costuma ser uma elevação da água, mas não como nas tempestades.
Em 1883, um tsunami formado depois da erupção do vulcão Krakatoa, entre as ilhas indonésias de Java e Sumatra, matou 36.000 pessoas. A passagem do Tsunami foi registrada até no Panamá.
Em julho de 1998, dois terremotos submarinos de magnitude 7 criaram três tsunamis que mataram pelo menos 2.100 pessoas perto da cidade de Aitape, na costa norte de Papua Nova Guiné.



PARA UMA MELHOR COMPREENSÃO


OS PIORES TSUNAMIS DA HISTÓRIA



SAIBA MAIS SOBRE ALGUMAS DELAS1755 - Um terremoto seguido de maremoto encurralou os moradores de Lisboa, matando cerca de 15 mil pessoas
1883 - Mais de 30 mil pessoas morreram devido a um tsunami causado pela erupção do vulcão Krakatoa em Java, Indonésia. A passagem do Tsunami foi registrada até no Panamá.
1896 - Uma única onda engoliu aldeias inteiras e matou 26 mil habitantes na região de Sanriku, no Japão.
1946 - Um terremoto nas ilhas Aleutas enviou um tsunami para o Havaí, onde matou 159 pessoas. A onda alcançou o Alasca, onde morreram mais cinco pessoas.
1964 - Um terremoto no Alasca ativou uma onda de quilômetros de extensão e 8 metros de altura, que causou 120 mortes e chegou até o litoral da Califórnia.
1983 - No Japão, 104 pessoas morreram devido ar um tsunami provocado por um terremoto próximo que chegou a 7.7 pontos na escala Richter.
1998 - Um terremoto em Papua- Nova Guiné, chegou a 7,1 graus na escala Richter. Minutos depois, gerou uma onda de 7 metros de altura que matou 3 mil pessoas e destruiu quatro povoados.
2004 - Mais de 55 mil pessoas morreram depois que um violento tremor sob o mar perto do norte da Indonésia enviou enormes ondas para as regiões costeiras do sul e sudeste da Ásia. O terremoto, que atingiu 9 pontos na escala Richter, foi o mais intenso registrado nos últimos 40 anos. Muralhas de água, com mais de dez metros de altura, arrasaram construções e arrastaram pessoas em toda a região. Foram registradas enchentes e uma elevação do nível do mar até no leste da África. Locais atingidos: em Bangladesh, Índia, Indonésia, Quênia, Malásia, Mianmar, Somália, Sri Lanka, Tanzânia e Tailândia.

ZONA DE PERIGO
Milhares de pessoas morreram depois que um violento tremor sob o mar perto do norte da Indonésia enviou enormes ondas para as regiões costeiras do sul e sudeste da Ásia.
A Indonésia está sujeita a abalos sísmicos por causa de sua proximidade com o "Círculo de Fogo"
— uma área em volta do Pacífico onde as placas tectônicas se encontram e há vulcões ativos.
— Pesquisadores brasileiros afirmam que o Brasil está livre desse fenômeno... Todavia, isso não significa que estamos totalmente seguros, considerando também a nossa proximidade do chamado "Cinturão de Fogo" (veja mapa acima). Os tremores de terra registrados no nordeste, principalmente no Ceará e Rio Grande do Norte, chamados de "acomodações de terra" (explicação disfarçada para não causar pânico), na verdade, são abalos sísmicos, ou seja, pequenos terremotos. Assim sendo, esses cientistas devem se aprofundar mais nas pesquisas sobre o assunto, para que não sejamos pegos de surpresa... A natureza é imprevisível.

MEGA TSUNAMI ATINGIRIA O BRASIL?
Um estudo controverso realizado por cientistas da Universidade da Califórnia sustenta que uma erupção vulcânica nas Ilhas Canárias poderia provocar as maiores tsunamis já registrado, com mais de 50 metros de altura, que atingiriam o Brasil, além de EUA e África. Segundo o estudo, a erupção do vulcão Cumbre Vieja poderia lançar uma rocha do tamanho de uma ilha no Atlântico, numa velocidade de até 350 quilômetros por hora, gerando as mega tsunamis.
Muitos especialistas, entretanto, contestam o estudo, que acham exagerado. As rochas lançadas podem ser bem menores e uma nova erupção pode levar até milhares de anos.
Obs.: Nenhum estudo, nenhum cálculo científico é seguro e definitivo, considerando que a Natureza é imprevisível.
MAREMOTO
O maremoto é um fenômeno que se origina como efeito secundário de outro que ocorre nos oceanos, o terremoto. Quando o abalo sísmico tem como epicentro de atividade um oceano, ele dará origem ao Maremoto.
Isso está relacionado com o fato de que o volume das águas oceânicas venha a ser agitadas com o movimento da placa tectônica da qual se componha o Oceano em questão.
O volume das águas quando agitado acaba provocando ondas que se deslocam semelhantes às que seriam percebidas pelo deslocamento do ar para os tremores de terra em superfície, mas que são evidentemente muito menos sensíveis (em geral, quando o tremor é de pouca intensidade, algumas pessoas sentem um leve mau estar, quando maior não se consegue perceber pela instabilidade do solo). Na verdade, ele é o resultado direto da ação de uma massa sobre outra, ou seja, da massa física para com a líquida, melhor desenvolvida e mais ativa do que a relação sólido-gasosa (continentes-massa de ar).
As ondas originadas podem atingir mais de 30 metros de altura


O INSTINTO ANIMAL DIANTE DO PERIGO

“Se observássemos a Natureza com mais interesse,poderíamos nos livrar de muitos males e tragédias”. Todas as histórias extraordinárias sobre o comportamento estranho dos animais antes e durante terremotos, tsunamis e furacões têm levantado novas questões. Será que existe um “sexto sentido” animal?


Muitos cientistas não acreditam neste fato. Apesar de durante séculos o mundo inteiro haver relatado o comportamento anormal dos animais antes dos terremotos ou dos desastres naturais — ratos escapando de prédios, pássaros voando e cachorros latindo durante a noite —. Os sismólogos, por exemplo, rejeitam a idéia da sensibilidade animal diante dos fenômenos naturais como os terremotos. A maioria deles argumenta que a evidência chega a ser uma piada. No entanto, existem cientistas que admitem a possibilidade dos animais possuírem capacidades sensoriais avançadas que os humanos não têm. Alguns procuram explicações relacionando os sentidos apurados dos animais com estímulos sensoriais microscópicos e invisíveis. Os especialistas explicam que os animais com sentidos altamente desenvolvidos (visão, audição e olfato) reagem mais às mudanças no ambiente do que os humanos. As pesquisas mostram que muitos peixes são sensíveis a vibrações de baixa frequência e podem detectar o menor tremor. Outros animais são igualmente sensíveis — os elefantes parecem ser capazes de detectar vibrações infra-som na Terra com suas patas. Será que os elefantes que fugiram para as Colinas de Khaolak sentiram os tremores causados pelo terremoto submarino perto de Sumatra?
Que isso nos sirva de lição e passemos a confiar mais, não só na tecnologia, nas máquinas, nos remédios e tudo mais, mas também, e principalmente, na Natureza que nos cerca. Essa é infalível.


CONCLUSÃO
A Terra está viva. Os ciclos dos elementos nutritivos do solo e os movimentos das águas e dos oceanos comparam-se a circulação sanguínea. A natureza tem a sua vida, com as suas diferentes manifestações, o bom tempo, a chuva, o nevoeiro, a neve. As estações se sucedem – A Primavera, o Verão, o Outono e o Inverno – Todas as mudanças que elas provocam são uma linguagem que devemos aprender a decifrar.
Sempre a Terra mexeu. Vomitou fogo, separou e aproximou blocos, aqueceu e arrefeceu. Sempre mostrou que está viva! Ao que parece, num movimento que busca o equilíbrio. A Terra era sagrada tanto como a fonte da vida tanto como a esquife dos mortos. Ela dá a vida a todas as coisas, sustenta-as e as recebe de novo em seu ventre.
A mãe Terra exala o sopro da vida, o qual nutre os organismos vivos em sua superfície. Se a pressão se acumula em seu interior ela arrota causando tremores em todo o globo. Os fluídos que correm por seu interior e as águas que jorram de suas nascentes são como o sangue. Dentro do seu corpo existem veias, algumas das quais contém líquidos, e outros fluidos solidificados, como betume, metais e minerais. Suas entranhas estão cheias de canais, câmaras de fogo e fissuras por onde o fogo e o calor são emitidos em exalações vulcânicas e fontes de água quente.
Onde quer que você olhe, há vida. Em qualquer lugar, há todos os motivos de que você precisa para odiar o mundo ou para viver em paz. Não importa quanto você é pequeno, sempre vai levar milhares de formas de vida junto de ti. Não importa quanto você seja grande, sempre há um espaço, um lugar, que te faça se sentir um grão de areia na praia.
Assim como é em cima é embaixo, não é? Então, todos nós somos ao mesmo tempo gigantes e microscópicos, a razão de uma existência e insignificantes. É tudo uma questão de perspectiva. É preciso perceber que o momento certo de ativar o zoom para expandir sem inflar o ego, e encolher sem nos afetar a auto-estima, sempre quando for preciso. Tudo na vida é tão indispensável e inútil quanto nós mesmos queremos, inclusive nós próprios.
Somente quando o homem tiver matado o último animal, pescado o último peixe, cortado a última árvore, explorado o último mineral, verá que dinheiro não se come. Que minério não dá duas safras.
Devido à má situação do mundo, viver alienado é a pior de todas as coisas. O que está acontecendo com nosso planeta? Onde a vida foi plantada com tanto amor, onde todos se amavam de uma forma perfeita, hoje se calam escondendo a dor. O que é que eu posso fazer? O que é que eu posso inventar para esse mundo ter jeito?
A humanidade sente que a Terra está viva quando é abalada por ela.


Geomorfologia do Brasil clique aqui

Fotógrafo britânico registra ponto exato entre duas placas tectônicas na Islândia CLICA AQUI








REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS• Guerra, Antonio Teixeira: Dicionário Geológico e Geomorfológico- Ed. IBGE-RJ. 2004.
• Guerra, Omar Fürst: Apostila Introdução a Geofísica, 2007
• Jornal folha de São Paulo. 2010
• Agências noticiosas – Arquivo Starnews– Fontes diversas. 2008
• O mais completo atlas do mundo – Ed. Abril – 2008
• http://www.Historychannel.com/ 2010
• http://www.Nationalgeographic.com. 2010
http://www.Wikipédia.com. /2010
http://www.cienciaonline.org/2010
• http://www.AnimalPlanet./2010

Um comentário:

Marcos Antônio disse...

Olá professor... tudo bem...
Navegando pela net, para montar uma palestra, acabei deparando com sue site. Me ajudou demais.. Ou melhor 100%. Fui seu aluno na faculdade aqui em BH. Vc era doido demais, de longe o melhor professor e amigo. Abraços.