A COP-23 é presidida por Fiji,uma pequena ilha do Pacífico, mas está acontecendo na Alemanha porque falta estrutura a Fiji para receber tantas autoridades em seu território pequeno e já tão impactado pelos eventos extremos.
Dois anos depois da adoção do Acordo de Paris, cujo objetivo é limitar o aumento das temperaturas mundiais abaixo de 2ºC em relação aos níveis pré-industriais, os países estão começando a definir as regras de sua aplicação. Um processo técnico que deveria estar pronto no final de 2018, na COP24.

Os cidadãos comuns tema sensação de que as reuniões da ONU sobre o clima podem estar sendo inúteis. Porque o desmatamento continua, o uso de combustíveis fósseis não zerou, há um avanço irrefreável sobre os recursos naturais, o consumismo não está arrefecido. E isso tudo está gerando problemas visíveis, sentidos na pele sobretudo por quem mora em locais de risco. As nações-ilha do Pacífico, por exemplo, que se juntaram numa Aliança de Pequenos Estados-Ilha (Aosis, na sigla em inglês) já sabem que têm futuro incerto, pois as águas do mar deverão afogá-los.
Qual a importância de uma reunião como a COP?
A resposta é uma só: basicamente porque as mudanças climáticas já estão sendo sentidas em vários lugares, não só através das ondas de calor e inundações, como também quando o solo se resseca e não deixa chance para plantar nada. E, segundo estudos científicos mais do que provados e comprovados, sem cortes bruscos nas emissões de gases poluentes, a coisa vai piorar e muito, afetando bilhões de pessoas em todo o mundo. Fazer barulho é o que resta a muita gente.
Os delegados da COP23 não conseguiram elaborar as regras para cumprir o Acordo de Paris, para reduzir o aquecimento global. O financiamento das medidas necessárias e a resistência dos Estados Unidos complicam o avanço. No seu último dia, a Conferência das Nações Unidas sobre o Clima (COP23), realizada na Alemanha, suscitou mais dúvidas do que certezas, depois de terem sido produzidos ainda mais curtos-circuitos entre os países industrializados e as nações em desenvolvimento sobre o financiamento climático e os compromissos assinados, somado ao pouco interesse dos Estados Unidos e às catástrofes naturais que atingiram o mundo. O objetivo da 23ª Conferência Climática das Nações Unidas era, em princípio, elaborar as regras para cumprir o compromisso do Acordo de Paris para impedir que a temperatura da Terra aumente mais de dois graus em relação à era pré-industrial. Mas aqueles que buscavam o acordo tiveram que se conformar com um rascunho e empurrar a discussão para novembro de 2018, na próxima reunião convocada para acontecer na Polônia. O Acordo de Paris, assinado em 2015, representou um compromisso global para manter o aumento da temperatura da terra a uma taxa de 1,5 ou 2 graus por ano. Por sua vez, os países tiveram tempo até 2018 para detalhar seu plano de desenvolvimento para reduzir a poluição. Até agora, não houve progressos nessas duas metas e as consequências para os próximos anos, de acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), serão ondas de calor “mortíferas”, secas de vários meses e 26 milhões de novos pobres por ano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
CAROS LEITORES, SEJAM BEM VINDOS!