
Cuidado: Esta fera rastejante tem apenas 5 centímetros, mas mata. O contato com o veneno desta taturana queima como óleo fervendo e faz sangrar.
Ao
encostar-se à massa de pelos, meio escondida no tronco de uma árvore qualquer,
vem a queimadura lancinante. O efeito é imediato. A sensação é de óleo fervendo
sobre a pele. No mesmo dia surgem as dores por todo o corpo, especialmente na
cabeça. Entre 8 e 72 horas, começará a hemorragia. Formam-se hematomas por toda
parte, dos poros às gengivas. O mais perigoso é o que menos se vê: quando há
sangramento dentro do cérebro, pode ser fatal.

O motivo, segundo os biólogos, foi a
rápida destruição das florestas onde ela engordava sem grande risco de causar
acidentes. Seu habitat natural ficou vinte vezes menor dos anos 50 até hoje.
Com o desmatamento, ela passou a proliferar muito perto das residências, em
fazendas, vilas e cidades, dando preferência a plantas domésticas como o
abacateiro, a goiabeira e a ameixeira. Uma temeridade. A oblíqua destila um dos
venenos mais violentos encontrados na natureza.
Soro é feito de anticorpos de cavalos
A
taturana que mata ainda evoca terror, mas é cada vez menos provável que no
futuro venha a morrer gente por sua causa. É que agora existe um soro capaz de
anular o efeito da terrível toxina produzida por ela. O remédio foi preparado
pelo Instituto do Butantã, em São Paulo.
O inseto só é perigoso na segunda etapa da metamorfose.
O ninho na folha
A oblíqua fêmea costuma pôr duas ou três dúzias de ovos milimétricos numa única folha. A incubação demora 17 dias, um pouco mais ou menos. Dos ovos saem as larvas, a fase seguinte do ciclo.
Comer, comer, comer
Larvas existem para acumular energia e preparar para a procriação. Nessa fase, que dura 80 dias, a oblíqua só faz comer folhas à noite e dormir de dia, em grupos. Só nessa etapa é perigosa.
O próximo passo consiste numa longa e silenciosa preparação para o futuro. Na forma de pupa, a larva se fecha num casulo que fica 70 dias imóvel, preso debaixo de folhas mortas, no chão.
Por fim, a pupa vira mariposa, que é inofensiva. E não come. Nem tem boca. Sua meta é acasalar, num ritual que demora dez horas, e por ovos. Essa fase dura seis dias para o macho e oito para a fêmea. Aí, morrem. O corpo, bem simples, é quase todo ocupado pelo intestino. O veneno corre num canal dentro da cerda e talvez só espirre para fora quando esta se quebra. Mas o pelo também pode atuar como agulha, injetando a toxina na pele.
FONTE:
mundobizarro/superinteressante/wikipedia
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