Todos
levantam a voz para clamar contra a poluição, mas poucos se levantam para jogar
seu lixo no cesto. Limpeza, dentro de casa e fora dela, é associada a boa educação. Se o lugar está limpo, a pessoa sente constrangimento em ser a primeira a sujar. Qualquer lixo nas ruas provoca um efeito multiplicador de desleixo. Como acabar com essa sujeira?
Morador
de uma cidade grande engole diariamente a fumaça lançada no ar por automóveis e
fábricas. Tossindo de raiva, acende o último cigarro e joga o maço pela janela
do carro. No domingo de sol, leva os filhos a passear no parque e compra
sorvetes para os garotos. Cada um, é claro, vai jogar o copinho ou papel por
cima do ombro assim que degustar a iguaria. Quando vai à praia, fica horrorizado com o mar sujo pelos esgotos
e esbraveja enquanto toma um refrigerante e come uma espiga de milho, cujos
vestígios ficarão repousando na areia quando ele sair de lá. O cidadão gosta
muito de reclamar da poluição e da sujeira dos outros. Em seu próprio rastro,
que ele ignora, acumulam-se quilos de detritos - restos de alimentos, copos,
latas, garrafas, papéis e toda sorte de objetos dos mais variados materiais e
usos, atirados nas ruas, praias, estradas, parques, casas de espetáculo e por
aí afora. O lado mais detestável do lixo espalhado em tudo quanto é
lugar público, às vezes pelas mesmas pessoas que debateram contra a poluição
industrial, é justamente aquele que agride os olhos.

Os
esgotos lançados ao mar podem causar hepatite e gastroenterite, por bactérias.
Já o lixo em decomposição na areia, deixado pelo próprio turista em
animadas férias, pode provocar micoses por ação dos fungos nos objetos
orgânicos. Conclusões apressadas e socialmente míopes levam a supor que o
acúmulo de detritos nas areias é coisa de farofeiros - os turistas dominicais
que chegam em caravanas de ônibus para ruidosos piqueniques à beira-mar. O lixo deixado
nas praias frequentadas pela classe alta é muito maior. Quanto mais gente, mais
lixo pelo caminho. O brasileiro pensa que o espaço público é, não o espaço
de todos, mas o espaço de ninguém. Ser um cidadão respeitador de sinais de
trânsito ou das regras básicas de limpeza nunca esteve exatamente na moda,
assim como o próprio substantivo. No Brasil, ‘cidadão’ é uma das formas que o
policial usa para chamar o infrator. De
fato, o brasileiro, como não encara a rua como um bem que também lhe pertence e
não respeita o próprio como a si mesmo, suja o que é de todos sem cerimônia.

Por
fim, O problema do lixo é de quem o produz. Se você está em um local que não tem lixeira, paciência: guarde o lixo para
jogar mais tarde no lugar certo. Em matéria de lixo, portanto, o papel de
cada um é sua própria responsabilidade.
fonte: superinteressante/ lixo.com.br/ ambientebrasil.com
o texto é pura verdade... a maioria das pessoas não fazem nada em prol do meio ambiente. O consumismo e a ganância é o maior rival do planeta.
ResponderExcluirE o lixo é problema de cada um...
Zé,