Falar em seca no Nordeste não é novidade para o sertanejo. Nesses mais de 500 anos de Brasil descoberto por portugueses, o semiárido nordestino chegou a 72ª grande estiagem, segundo relatos históricos da ASA (Articulação do Semiárido).
O sofrimento do nordestino não é novidade, como denuncia o trânsito intenso de caminhões-pipa pelas estradas de terra da região. Mas nos últimos anos, a discussão sobre a redução dos impactos causados pelo fenômeno natural vem passando por uma mudança de conceito.
A
ideia agora é desenvolver projetos de convivência com o clima do semiárido, o
que é apontado como a solução para o drama sertanejo.
Além do erro no conceito usado por décadas, muitos argumentos são usados por
especialistas para explicar o fracasso nas políticas de enfrentamento à seca. A
falta de obras, o uso político, os “pacotes milagrosos” e a corrupção nos
órgãos criados para atuar no combate aos efeitos da seca são algumas das
explicações.

Por
conta da falta de chuvas, boa parte das terras do semiárido é formada por
agricultura de subsistência, pequena
propriedades, pertencentes a agricultores que vivem produção de alimentos e
criação de gado para sobreviver. Nas pequenas comunidades, a dependência do
carro-pipa é quase que total, já que a grande maioria não tem sistemas de
abastecimento. E mais grave: menos de 5% dos sertanejos têm água para irrigação
de plantações, seja por tubulações ou por cisternas especiais. Assim, em secas,
toda a plantação é perdida.
A
mudança do semiárido nordestino passa por três coisas: irrigação, assistência
técnica e refinanciamento das dívidas dos pequenos agricultores. Com esse tripé,
o nordestino fará dessa terra um lugar desenvolvido.
Medidas
No
dia 23/04/2012, o governo federal anunciou um investimento de R$ 2,7 bilhões em
ações de combate aos efeitos da seca. Entre as medidas previstas estão a
antecipação de R$ 799 milhões do programa Água para Todos, já previstos no
Orçamento Geral da União, para a construção de cisternas e a instalação dos
sistemas de abastecimento simplificado. Os recursos também deverão ser usados
para a construção de mananciais e pequenos barreiros destinados à agricultura
familiar. Apesar do elogio ao investimento recorde em obras para captação e
armazenamento de água no sertão, as organizações também questionam porque as
ações não foram anunciadas antes da estiagem.
fonte: uol.com.br/ portalsaofrancisco/mma/
fonte: uol.com.br/ portalsaofrancisco/mma/
Nenhum comentário:
Postar um comentário
CAROS LEITORES, SEJAM BEM VINDOS!