A Geomorfologia é a ciência que estuda o relevo da superfície da terra, que está intimamente relacionada com o substrato rochoso existente e os processos pedogênicos atuantes superficialmente, bem como as ações das águas superficiais e subterrâneas.
A natureza das rochas determina 3 diferentes tipos
de domínios geomorfológicos:

Bacias Sedimentares: são depressões relativas,
preenchidas por sedimentos que se transformaram em rochas sedimentares após
sofrer aumento de pressão e temperatura por soterramento, caracterizando
processos diagênicos. Frequentemente são associados com a presença de
hidrocarbonetos e correspondem a 64% do território do Brasil. Destacam-se a
Bacia Amazônica, a Bacia do Meio Norte e a Bacia do Paraná, além das bacias do
São Francisco, Pantanal e outras bacias menores;
Dobramentos Modernos: são estruturas formadas
por rochas magmáticas e sedimentares pouco resistentes, transformadas em rochas
metamórficas, que foram afetadas por forças tectônicas em períodos recentes,
formando as cadeias montanhosas ou cordilheiras. Não ocorrem em território
brasileiro que tem apenas dobramentos antigos incluídos em seus escudos
cristalinos. Exemplos são os Andres, as Montanhas Rochosas e os Alpes e o
Himalaia que são dobramentos modernos. Nestas regiões são frequentes os
terremotos e as atividades vulcânicas. Representam as maiores elevações da
superfície terrestre. Os dobramentos resultam das forças tectônicas atualmente
em ação, que separam e afastam os continentes e as falhas ou quebramentos da
crosta terrestre, resultantes das pressões exercidas horizontalmente e verticalmente
pelas forças tectônicas, que rompem as rochas formando planos que são as falhas
onde ocorre a dissipação das tensões.
A expansão dos estudos geomorfológicos no Brasil é
recente, devido à própria valorização das questões ambientais. A análise geomorfológica
se aplica diretamente na análise ambiental. No Brasil, as primeiras referências
geomorfológicas são do século XIX, quando os naturalistas procuravam
compreender o meio ambiente. O conhecimento geomorfológico no Brasil é recente
e incorpora os conceitos da Teoria Geral dos Sistemas, aplicando ideias
relativas ao equilíbrio dinâmico. A geomorfologia foi muito valorizada na
execução do Projeto Ardam Brasil, a partir de 1973, em que levantamentos
envolvendo geologia, geomorfologia, solos, vegetação e uso dos solos,
recobriram todo país formando um total de 40 volumes (SEPLAN/IBGE, 1986).
O relevo apresenta saliências e depressões locais,
no interior dos grandes domínios geomorfológicos já descritos, que são assim
descritos:
Planaltos: superfície mais ou menos plana e
elevada em relação às áreas adjacentes, formadas por rochas ígneas, em geral
vulcânicas, sendo delimitada por escarpas, onde o processo de erosão supera a
deposição;
Planícies: superfície plana e deprimida de
natureza sedimentar, onde predominam os processos deposicionais sobre a erosão.
Podem ser costeiras (no litoral) ou continentais (no interior dos continentes);
Depressões absolutas: porções de relevo mais
baixas que o nível do mar, não existem no Brasil;
Chapada: planalto de rochas sedimentares,
apresentando topografia tabular;
Cuestas: são formas assimétricas de relevo,
formadas pela sucessão alternada de camadas rochosas com resistências
diferentes em relação à erosão;
Depressões Periféricas: são áreas deprimidas
formadas pelo contato entre os terrenos sedimentares e os Planaltos formados
por rochas cristalinas.
Os acidentes dos terrenos resultam da ação de
agentes de origem interna, como vulcanismo, tectonismo e outros, e de agentes
de origem externa, como água corrente, temperatura, chuva, vento, geleiras e
seres vivos. As intervenções antrópicas conseguem mitigar os impactos dos
agentes externos mas não tem capacidade de atuar sobre os agentes internos,
onde somente é possível a prevenção e a remoção.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
CAROS LEITORES, SEJAM BEM VINDOS!