ENTENDA O QUE FOI APROVADO NA CONFERÊNCIA DO CLIMA DE DOHA.
COP 18 APROVA EXTENSÃO DO PROTOCOLO DE KYOTO, MAS TRAVA FINANCIAMENTO. REUNIÃO DA ONU REALIZADA NO QATAR DUROU DUAS SEMANAS.
Após duas semanas de discussão,
representantes de 193 países que integram a Convenção Quadro das Nações Unidas
sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), aprovaram no último
sábado (8), no Qatar, um pacote de medidas políticas que cria um segundo
período para o Protocolo de Kyoto, único acordo climático que obriga países
desenvolvidos a reduzir as emissões de gases-estufa. No entanto, a discussão que define como as nações ricas vão financiar países em
desenvolvimento na luta contra a mudança climática ficou sem avanços, já que
governos desenvolvidos dizem não ter dinheiro devido à crise financeira. A conferência durou duras semanas
e foi a última antes do início de um novo processo nas negociações do clima. A
partir de 2013, diplomatas estarão engajados na criação de um novo tratado
internacional que vai substituir Kyoto a partir de 2020 e pretende ser mais
abrangente que a atual plataforma em vigência. O acordo será formulado até 2015
entre os países membros da UNFCCC. Entenda os principais pontos do que foi
aprovado em Doha:
Segundo período do Protocolo de
Kyoto
Ficou estabelecida a criação de um segundo período do Protocolo de Kyoto, que
passará a vigorar a partir de 1º de janeiro de 2013, com previsão de término
para 2020. Do novo acordo, fazem parte 36 países: Austrália, Noruega, Suíça,
Ucrânia e todos os integrantes da União Europeia. Segundo Tasso Azevedo,
ex-diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro e consultor ambiental que
participou das negociações em Doha, os países juntos são responsáveis por 15%
das emissões globais. De acordo com o chefe dos negociadores da delegação brasileira, o embaixador Luiz Alberto Figueiredo,
o governo brasileiro recebeu com grande satisfação a aprovação do segundo
período do cumprimento de Kyoto. Japão,
Nova Zelândia, Canadá e Rússia resolveram não participar do novo período do
Protocolo de Kyoto. Quanto às metas de redução estabelecidas, ele afirma que as
metas de redução que valem no segundo período não colaboram para a redução das
emissões de gases-estufa no planeta. “Quase nenhum país apresentou uma meta de
diminuição de 25% dos gases, quantidade considerada mínima de acordo com os
cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental Sobre Mudanças Climáticas). Por
conta disso, foi implementado um mecanismo prevendo que, até 2014, os governos
inseridos no Protocolo de Kyoto tentem reduzir suas emissões entre 25% e 40%.
Mas isso vai depender da boa vontade deles”, explica. Segundo o embaixador Figueiredo, o mecanismo de revisão foi apresentado pelo
Brasil. “O mecanismo interno criado por nós facilita que [as metas] se tornem
mais profundas, sem precisar que se adote uma nova emenda ao protocolo”, disse.
Sobras de gases dos países ricos

Financiamento travado

Novo acordo global

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Fonte : globo natureza/ Eduardo
Carvalho
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